Beto Richa segue fechando turmas e professores PSS ficam a ver navios

Como esses professores não são concursados, eles não têm garantia do emprego. Recebem menos, têm atrasos nos salários, não têm direito a progressões na carreira, etc. São tratados como professores de segunda classe. São “quase-escravos”, pois muitos sequer conseguem trabalhar para assim serem chamados.

Como esses professores não são concursados, eles não têm garantia do emprego. Recebem menos, têm atrasos nos salários, não têm direito a progressões na carreira, etc. São tratados como professores de segunda classe. São “quase-escravos”, pois muitos sequer conseguem trabalhar para assim serem chamados.

Os professores que trabalham contratados pelo Processo Seletivo Simplificado, os chamados PSS, estão sofrendo mais do que o costume neste início de 2016. Acontece que na maioria dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) praticamente não há aulas para esses profissionais.

Por que faltam aulas aos PSS? Ora, porque o governador Beto Richa (PSDB) segue fechando turmas escolares estado afora. Menos turmas significa menos aulas, e, portanto, menos professores.

Só que a demanda e o número de estudantes não diminui, muito pelo contrário. Com a tão falada “crise”, muitas famílias estão desistindo de manter os filhos nas escolas particulares para migrar às escolas da rede pública.

O resultado dessa equação é desastroso. São turmas superlotadas em que um aprendizado satisfatório é praticamente impossível. Professores ficam extenuados, sujeitos ao estresse, a doenças da fala, à depressão. Tudo para o governo do estado economizar o dinheiro que não falta para a publicidade e para a corrupção.

Beto Richa planejava fechar 150 escolas no ano passado. Devido à reação das comunidades escolar, o tucano recuou e ainda fez demagogia contra a extinção de instituições de ensino. Agora, para não chamar a atenção, o governo segue defenestrando as turmas iniciais, de 6° anos do ensino fundamental, e de 1° ano no ensino médio.

Esse procedimento tem efeito cascata. Se uma escola tinha três turmas de 6° ano em 2015, pode ter somente uma em 2016. São duas turmas fechadas agora, quatro ano que vem, e seis no próximo. E por aí vai, até o fechamento “natural” da escola.

Voltemos aos PSS.

Como esses professores não são concursados, eles não têm garantia do emprego. Recebem menos, têm atrasos nos salários, não têm direito a progressões na carreira, etc. São tratados como professores de segunda classe. São “quase-escravos”, pois muitos sequer conseguem trabalhar para assim serem chamados.

Embora sejam menosprezados, os professores PSS sempre estiveram na linha de frente das greves — a exemplo das de 2015. Mesmo que a luta não os beneficie diretamente, e as bandeiras não sejam exatamente as suas, lá estiveram eles no front da batalha de 29 de abril.

A solução para esses profissionais é aguardar a realização de mais concursos, e torcer para que haja vagas nas suas áreas de conhecimento. Ainda restam muitos candidatos aprovados do último concurso que podem ser chamados. É preciso a realização de um novo concurso para preencher as vagas que o concurso vigente não preencheu.

Mas enquanto o governo do estado seguir com a política de fechar turmas, a situação só vai piorar, tanto para quem está em sala de aula, com superlotação e sem estrutura adequada, como para quem não consegue exercer a profissão para a qual tanto estudou.

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