Por Esmael Morais

Coluna do Jorge Bernardi: Governo Richa e o cartel do pedágio

Publicado em 13/02/2016

Em todo o Brasil, o pedágio mais caro e o mais predatório a economia popular, é do Paraná, que foi implantado em 1997, pelo Governo Jaime Lerner. O chamado “Anel de Integração” foi um verdadeiro engodo à população paranaense, com 2.500 km de rodovias federais e estaduais concedidas a um grupo de seis empresas que, por 24 anos, estão a explorar milhares de usuários.

Os governos que sucederam a Lerner, começando com Requião, nada fizeram para mudar esta realidade a não ser discursos. Os órgãos que deveriam fiscalizar, pouco fazem para defender os interesses dos usuários: DENIT e DER-PR, não possuem a menor credibilidade junto a opinião pública. Frequentemente estes entes são envolvidos em denúncias de corrupção.

As obras de manutenção executadas pelas pedageiras não terminam nunca. São executadas numa velocidade de fazer inveja as tartarugas, principalmente às vésperas de feriados, quando aumenta o tráfego. As concessionárias fazem questão que interromper a rodovia, causando transtornos a milhares de pessoas, para demonstrar que estão trabalhando. Me engana que eu gosto.

Faltando 5 anos para o fim da concessão no Paraná, as empresas e o Governo Beto Richa, querem prorrogar o pedágio por mais 24 anos, sob a alegação de que agora vão duplicar as rodovias, coisas que deveriam ter feito há uma década.

Estudos da Federação das Indústrias apontam que as rodovias já deveriam estar duplicadas e o valor do pedágio ser menor da metade do atualmente cobrado. Qual o interesse do Governo Beto Richa de renovar a concessão do pedágio no Anel de Integração? Pedágio a R$ 1,90 como nas BRs 376 e 101, nem pensar, dizem as concessionárias. Renovar só para manter os privilégios dos exploradores.

*Jorge Bernardi, vereador de Curitiba (Rede), é advogado e jornalista. Mestre e doutorando em gestão urbana, ele escreve aos sábados no Blog do Esmael.

Na imagem foi utilizada uma charge de Paixão para a Gazeta do Povo.