Aliado do governo, Picciani é reeleito líder do PMDB na Câmara

picciani

A escolha de Leonardo Picciani para a liderança do PMDB na Câmara enfraquece a ala do PMDB que defende o rompimento com o governo. A decisão também pode selar o destino do presidente da casa, deputado Eduardo Cunha, que enfrenta um processo de cassação do seu mandato no Conselho de Ética e agora está em minoria em seu próprio partido.

Com 37 votos, o deputado Leonardo Picciani (RJ) foi reconduzido ao cargo de líder da bancada do PMDB na Câmara dos Deputados. Mais próximo ao Palácio do Planalto, Picciani venceu Hugo Motta, que obteve 30 votos. Motta era o candidato do presidente da Casa, o também peemedebista Eduardo Cunha (RJ).

A escolha da liderança da bancada do partido é uma das mais esperadas neste início de ano em função dos reflexos que o nome terá sobre as decisões na Câmara, entre elas a pauta de votações do governo e o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

A eleição de Picciani é entendida como favorável ao Planalto e enfraquece uma parcela do PMDB que defende o rompimento com o governo. A escolha também pode ter impacto no destino de Cunha, que enfrenta um processo de cassação de mandato no Conselho de Ética. 

Maior bancada na Câmara, o PMDB tem força sobre a tramitação de projetos importantes para o governo. Além disso, também compete ao líder a indicação dos oito integrantes do partido na comissão especial que analisará o pedido de impedimento da presidenta.

Via Agência Brasil, editado. 

4 Comentários

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  1. Como definir o sentimento popular na atual conjuntura social do Brasil ?

    Uma indignação individual, coberta pela indiferença coletiva.
    A soma dos componentes não representa o todo.

    Talvez, o povo esteja convencido de que protestar não adianta, por não vislumbrar uma bandeira de luta que seja decente.
    O povo deve estar sentindo que, se derrubar a linha de frente do governo atual, estará abrindo espaço para que assumam outros do mesmo covil.

    Ao povo, está sobrando como mais coerente, a visão de uma esperança no judiciário. E, incrível, não na cúpula deste.
    Em nível mais elevado, é certo, há uma expectativa – mas não certeza – no TSE.

    A esperança real que existe e toma corpo dentre os brasileiros é do judiciário federal. E, paranaense. E não surge como oposição política, pois esta não se conhece hoje.
    Há, no Brasil, muito ou só “do mesmo”.
    Está surgindo uma alternativa pessoal, como quase foi Marina, mas sem a fragilidade dela.

  2. Finalmente tenho esperança. O “herói” dos fariseus está perto da ruína total!

  3. Só pelo fato de ter derrotado o candidato de Cunha, temos que comemorar. O problema agora é no Senado, onde Renan e Serra querem fazer a vontade da Shell prevalecer no pré-sal contra os interesses da Petrobras. Eis aí o motivo da direita usar a Lava Jato pra tentar destruir a petroleira brasileira.

  4. Chupa, Cunha! Chupa, cunhista! Chupa, tucano!