24 de Fevereiro de 2016
por esmael
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Governo e PSDB se unem pelo fim da obrigatoriedade da Petrobras na exploração do pré-sal

Um acordo entre o governo Dilma Rousseff (PT) e bancada do PSDB possibilitou, na noite desta quarta-feira (24), no Senado, a aprovação do Projeto de Lei 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que revoga a participação obrigatória da Petrobras na exploração do petróleo da camada pré-sal.

Por 40 votos a 26 e duas abstenções foi acatado substitutivo apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), que simbolizou o acordo entre governo e oposição tucana. No começo deste mês, o Blog do Esmael sentiu cheiro de “enxofre” no ar ao notar essa movimentação rumo ao entendimento para “ferrar” os trabalhadores e a Nação. Bingo!

“A mudança de orientação do governo, durante a tarde de hoje, nos deixou perplexos e desarmou nossa luta, abrindo mão do enfrentamento em prol de um péssimo acordo com o PSDB que causa um prejuízo enorme ao Brasil”, protestou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), da chamada bancada desenvolvimentista.

Durante a discussão em plenário, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) chegou a bater boca com Serra. Citando os relatórios vazados pelo site WikiLeaks, o peemedebista acusou o tucano de integrar o lobby a favor da multinacional Chevron.

“Dê uma olhada para trás e veja quantos lobistas estão frequentando o plenário do Senado, aonde não podem entrar os trabalhadores da FUP”, disparou Requião, referindo-se à Federação Única dos Petroleiros.

Depois da votação do substitutivo de Jucá, Requião não perdoou: “Deixamos de derrotar a proposta do Serra porque o governo se aliou a ele.Fique o registro para a história”.

O projeto aprovado no Senado agora segue para a Câmara dos Deputados.

24 de Fevereiro de 2016
por admin
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Professores protestam e vaiam Beto Richa no início do ano letivo; assista

O Blog do Esmael já havia registrado ontem (23) que os professores ficaram revoltados com alguns temas da Semana Pedagógica do Paraná. A Secretaria da Educação (Seed) optou por temas espinhosos para o governo como os direitos humanos, o combate a corrupção e a democracia. Um verdadeiro deboche, portanto. (Abaixo, assista ao vídeo).

Eles também se revoltaram com a desorganização e a baixa qualidade dos materiais da tal Semana Pedagógica. Os mediadores dos temas foram escolhidos em cima da hora e não receberam nenhum preparo para desenvolver as atividades. Resumindo, as atividades que deveriam preparar os professores só serviram para causar revolta.

O resultado é que os professores não aguentaram e simplesmente vaiaram as apresentações e os vídeos. Professores de várias escolas chegaram a escrever e assinar cartas de repúdio ao governador e à Seed.

No Colégio Estadual Angelo Gusso, os educadores chegaram e improvisar uma faixa e gravaram um vídeo de protesto contra Beto Richa. O grito foi: “Governador, preste atenção: mais respeito com a nossa formação!”

Confira a seguir: 

A pergunta

24 de Fevereiro de 2016
por esmael
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Ao vivo: Senado vota entrega do pré-sal

O Senado Federal vota na tarde desta quarta-feira (24) o projeto de lei 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que desobriga a Petrobras de explorar o pré-sal.

Os senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Roberto Requião (PMDB-PR), integrantes do grupo denominado “Desenvolvimentistas”, assumiram a linha de frente contra a proposta do tucano.

A pauta lesa-pátria poderá impactar diretamente na qualidade de vida dos brasileiros, pois a lei estabelece que 75% dos royalties do pré-sal sejam investidos na educação e 25% na saúde.

Assista ao vivo pela TV 15:

24 de Fevereiro de 2016
por esmael
Comentários desativados em Em tempos de entrega do pré-sal, trabalhadores realizam seminário sobre crise energética em Curitiba

Em tempos de entrega do pré-sal, trabalhadores realizam seminário sobre crise energética em Curitiba

Os trabalhadores do setor energético brasileiro não querem ficar vendo a banda passar, onde fala-se abertamente em entregar a operação do pré-sal da Petrobras às petrolíferas multinacionais. Por isso, eles realizam nesta quinta-feira (25), em Curitiba, o Seminário Regional de Energia e Saneamento no Estado do Paraná.

Na esteira dessa calorosa discussão no Congresso Nacional, que vota o PL 131/2015, nesta quarta-feira (24), de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que abre as reservas de petróleo para a exploração das Shell e Chevron da vida, a classe pretende se posicionar frente à crise nacional nos setores energético e hídrico.

O evento, gratuito e aberto ao público, terá início às 9 horas, e é organizado pela CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria) em conjunto com o Sindenel (Sindicato dos Eletricitários de Curitiba) e pelo  Sindelpar (Sindicato dos Eletricitários no Estado do Paraná), com o apoio da UGT (União Geral dos Trabalhadores).

Os temas centrais serão: O estado atual do setor de saneamento no Brasil; Os efeitos da crise hídrica e seus reflexos no meio ambiente, no consumo e na economia brasileira; Energia elétrica, consumo e preservação/ensaio elétrico – arco voltaico; O estado atual do setor elétrico brasileiro; Os efeitos da crise energética na economia e no cotidiano.

Nesse encontro será feito um diagnóstico atual da crise hídrica e seus reflexos na economia brasileira, com o objetivo de informar e subsidiar a sociedade organizada sobre esse importante tema.

“É de vital importância a participação de líderes sindicais, comunitários, profissionais liberais, independentemente de serem ou não ligados ao setor energético, pois as consequências da falta de uma política nacional de abastecimento hídrico e energético poderá levar ao colapso de várias cadeias produtivas”, destaca o presidente do Sindenel, Alexandre Donizete Martins.

Para o presidente do Sindelpar, Paulo Sérgio dos Santos, que também preside o Conselho Estadual do Trabalho do Paraná, os profissionais do setor energético já vêm alertando o governo federal sobre os desdobramentos de uma crise de energia no país.

“Infelizmente, pouco se tem feito para modernizar as malhas de distribuição, que estão envelhecidas e que não vem acompanhando a demanda nos períodos de pico, ocasionando os tão conhecidos apagões nos grandes centros urbanos”,  alerta Paulo Sérgio.

SERVIÇO:

SEMINÁRIO SOBRE A CRISE NACIONAL NO SETOR ENERGÉTICO E HÍDRICO.

Local: HOTEL LIZON

Avenida Sete de Setembro, 2246

Data: 25 de fevereiro (quinta-feira)

Horár

24 de Fevereiro de 2016
por admin
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Justiça manda Beto Richa exonerar comissionados na Cohapar

Uma sentença proferida pelo Juiz Luciano Augusto de Toledo Coelho, da 12ª Vara do Trabalho de Curitiba, nesta terça (23), obriga a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) a exonerar os funcionários comissionados contratados sem concurso público.

Em caso de descumprimento, a sentença prevê multa diária no valor de R$ 5 mil por pessoa contratada nesta situação. A empresa também foi condenada a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos.

A decisão se dá com base em reclamatória trabalhista feita pelo Ministério Público a partir de uma representação do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR).

Em seu despacho, o juiz determina que a Cohapar se abstenha de admitir novos trabalhadores a título de “emprego em comissão”, em cargos ou funções não criados por lei específica. Também determina que no prazo de 90 dias sejam exonerados os trabalhadores comissionados em situação irregular.

A decisão da Justiça se dá quase cinco anos após o Senge-PR ter entrado com representação junto ao Ministério Público, o que ocorreu em setembro de 2011, e da própria recomendação do MP, feita julho de 2014, para a extinção de cargos em comissão. A Cohapar havia criado 45 cargos sem respaldo legal.

O Ministério Público também já recomendou a extinção de cargos em comissão da Sanepar, em atendimento à mesma representação do Senge; mas até o momento a Justiça não julgou esse processo.

Se a moda pega, vai ter muito funcionário comissiona

24 de Fevereiro de 2016
por esmael
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Dilma recupera popularidade em meio a tiroteio contra Lula, diz pesquisa

dilma_lulaDilma ganha refresco, mas Lula continua na linha de tiro da velha mídia.

O ex-presidente é o terror dos barões da moribunda imprensa, da oposição e dos coxinhas de direita. (Em julho passado, o Ibope mostrava que a oposição já estava no “volume morto” e, pelo jeito, continua lá).

Reflexo disso, segundo pesquisa CNT/MDA, a rejeição à presidente Dilma Rousseff recuou em fevereiro, mas segue em patamares ainda elevados em meio à forte recessão econômica e crise política no país.

A avaliação ruim/péssima do governo passou para 62,4 por cento, ante 70,0 por cento em outubro.

24 de Fevereiro de 2016
por esmael
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Requião: “Se petróleo for entregue às multinacionais, acabará de vez o governo Dilma”

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), da bancada desenvolvimentista, ao Blog do Esmael, fez uma previsão sombria caso o plenário aprove, na tarde desta quarta-feira (24), o projeto que revoga a participação obrigatória da Petrobras na exploração do petróleo da camada do pré-sal. Segundo o parlamentar, se o petróleo for entregue às multinacionais, acabará de vez o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

“Se petróleo for entregue às multinacionais, acabará de vez o governo Dilma”, prevê.

Requião e o grupo de desenvolvimentistas no Senado, dentre os quais também se destacam os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), não descartam com a possibilidade de romper com o governo Dilma, se o projeto 131/15, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), for aprovado na sessão que começa hoje às 14 horas.

O senador paranaense acusa os suplentes dos senadores licenciados para o ministério da presidente Dilma de votarem com o tucano José Serra. Ontem (23) à noite, os senadores derrubaram, por 33 votos a 31, requerimento que pedia a retirada da urgência para a votação da matéria.

“Se os suplentes de senadores que estão nos ministérios não tivessem apoiado o projeto entreguista do petróleo teríamos enterrado essa barbaridade”, lamenta o senador do PMDB.

Para Roberto Requião (PMDB-PR), sem o pré-sal a Petrobras irá à falência.

“A Petrobras e suas operações do pré-sal são de extrema importância para a retomada do desenvolvimento e para combater o desemprego. A Petrobras é a espinha dorsal do desenvolvimento industrial brasileiro. A questão do petróleo não é essa brincadeira fútil de que o Brasil está parado ou não está parado”, disse.

Na manhã desta quarta, o senador Lindbergh Farias agendou uma reunião de emergência com o ministro-chefe da Casa Civil, Jacques Wagner, com o intuito de lançar uma ofensiva nesta tarde em defesa do petróleo brasileiro.

Com informações

24 de Fevereiro de 2016
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Coluna do Rafael Greca: Fruet na lanterna dos afogados

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Rafael Greca*

Anteontem, durante o temporal de 50mm, ocupando o cargo de prefeito, nós não estaríamos debaixo da mesa ou da cama, como ficou o Fruet — pois ninguém mais uma vez o viu, como sempre ninguém o vê, é ausente. Também não colocaríamos o terceiro escalão da prefeitura para falar — não usaríamos funcionários públicos de escudo, esperando a chuva passar.

Estaríamos na linha de frente, na rua; desentupindo bueiros; salvando gente; resgatando a cidade; e, sobretudo, aprendendo as lições para que a surra que a intensa chuva localizada nos deu, não mais se repetisse.

Nós sabemos fazer, porque já fizemos antes. Foi assim que vencemos a enchente em janeiro de 1995, quando estava em curso a canalização do rio Ivo, obra de nossa administração, pouco lembrada, porque subterrânea, mas de útil até hoje.

Imagine como teriam ficado Vicente Machado, Rua XV, Praça Zacarias, Praça Carlos Gomes, Pedro Ivo, anteontem sem o canal de vazão construído por nós? Só imagine.

Naquele janeiro de 1995 tivemos uma cheia do Iguaçu. Choveu muito mais do que 50mm. Deixei de ir à China. Voltei do aeroporto. Decretei a emergência. Chamei o Engenheiro sênior Nicolau Kluppel.

Cavamos com urgência urgentíssima dois canais extravasores, um de cada uma das margens – a direita e a esquerda do rio Iguaçu. Retiramos os moradores nas áreas de risco do vale entre Uberaba, e deixamos livres o vale onde depois surgiram o Parque Japonês – ainda inacabado e não usado – e a Vila Icaraí.

Em tempo recorde, rebaixamos o leito dos rios. E canalizamos e dragamos dez rios: 1) o Ivo; 2) o Boqueirão; 3) o Ribeirão dos Padilha; 4) o Henry Ford; 5) o Atuba; 6) o Tarumã; 7) o Juvevê;8) o rio Ponta Grossa; 9) o rio Uvú; 10) o rio Passaúna;11) o Bacacheri;12) o Belém, próximo de sua foz.

O trabalho não parou por aí. Revisando o mapa de nossas 6600 obras em Curitiba, na sede do Instituto Farol do Saber, relembrei que refizemos 200 pontes, em apenas quatro anos.

Destaco “em apenas quatro anos” para deixar claro que a obra acontece quando existe vontade de fazer; que a obra acontece quando o prefeito sabe como fazer — vontade que atualmente não há; capacidade de realizar que atualmente não existe.

Nós sabemos como fazer. E nós viemos de longe. Da luta pela libertação dos escravos, ideal do meu bisavô, Comendador Macedo, junto com o Barão do Sêrro Azul, na

24 de Fevereiro de 2016
por admin
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Coluna do Alvaro Dias: A luz não pode ser apagada

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Alvaro Dias*

Diante do turbilhão provocado pela crise que se abateu sobre a Petrobras e do anúncio de cortes, o Paraná pode vir a sofrer consequências. A Usina do Xisto, de São Mateus do Sul, estaria sendo incluída entre as economias propostas pela direção da Petrobras. A decisão seria lamentável.

A Usina do Xisto é vital para a economia local. Apesar dos problemas de gerenciamento, a usina não é deficitária; pelo contrário, ela pode se constituir em importante instrumento de superávit para a Petrobras.

A unidade tem mil funcionários e gera mais de três mil empregos indiretos. Inúmeras empresas se instalaram na região após a construção da usina, que recolhe aproximadamente R$98 milhões em impostos e royalties por ano. Esse montante representa 48% da renda do município; R$60 milhões são repassados ao governo do Paraná.

As atividades da usina têm impacto sobre a vida de 16 mil pessoas, mais de um terço da população de São Mateus do Sul.

É importante ressaltar a dimensão estratégica dessa usina, sediada sobre as maiores reservas mundiais de xisto. Sua produção atende aos mercados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Na cadeia de problemas que o fe