22 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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PT “vaza” vídeo do programa que será exibido nesta terça-feira; assista

do Brasil 247

Como já anunciado previamente, a propaganda partidária do PT, a ser veiculada nesta terça-feira 23 em rádio e televisão, fará uma defesa contundente do ex-presidente Lula, que vem sendo alvo de acusações diárias na imprensa. Nesta segunda, o nome do petista foi citado em relatório da Polícia Federal pela nova fase da Operação Lava Jato.

Na peça, um locutor afirma, diante de fotografias de Lula: “os que hoje tentam manchar sua história, Lula, são os mesmos de ontem. Os preconceituosos que não querem aceitar suas ideias e suas origens. Mas não vão conseguir. As ofensas, as acusações, a privacidade invadida. Tudo isso passa, Lula. A luta é antiga, e nós vamos vencer novamente. Porque você permanece sendo a voz de um país forte. Você tem respeito, amor e morada definitiva”.

O próprio ex-presidente também aparece no vídeo, voltando a admitir que o PT cometeu erros, sem especificá-los, mas acertou “muito mais”. “Somos o país que mais resolveu as desigualdades. Quem diz isso é a ONU. É isso no fundo que incomoda essa gente […]. É verdade que erramos, mas acertamos muito mais. E podemos acertar muito mais ainda”, diz o líder petista.

Sobre a presidente Dilma Rousseff, os narradores destacam que “já tentaram anular o resultado das eleições”, “pediram a recontagem dos votos”, “tentaram ganhar no tapetão” e “quiseram instalar uma comissão de impeachment na marra”, mas nada deu certo. O texto defende a democracia brasileira: “O Brasil já mostrou que ninguém é mais poderoso que o nosso povo. Ninguém é mais forte que a nossa democracia”.

Assista, assista a íntegra:

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22 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Requião promove “degola de infiéis” ao vivo no PMDB do Paraná; assista

A executiva estadual do PMDB do Paraná, presidida pelo senador Roberto Requião (PMDB), promove nesta segunda-feira (22) mais uma série de “degolas” de diretórios municipais infiéis.

No início desta noite, a executiva dissolveu o diretório do município de Ivaiporã, na região Vale do Ivaí, Norte.

Os membros do diretório de Ivaiporã apoiaram a reeleição do governador Beto Richa (PSDB), em 2014, em detrimento da candidatura própria peemedebista.

Há outras “degolas” de infiéis na pauta, ou seja, vários diretórios deverão ser defenestrados nesta noite chuvosa em Curitiba.

Transmissão ao vivo encerrada às 19h50. Veja como foi a “degola” pela TV 15:

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22 de fevereiro de 2016
por admin
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Beto Richa segue fechando turmas e professores PSS ficam a ver navios

Os professores que trabalham contratados pelo Processo Seletivo Simplificado, os chamados PSS, estão sofrendo mais do que o costume neste início de 2016. Acontece que na maioria dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) praticamente não há aulas para esses profissionais.

Por que faltam aulas aos PSS? Ora, porque o governador Beto Richa (PSDB) segue fechando turmas escolares estado afora. Menos turmas significa menos aulas, e, portanto, menos professores.

Só que a demanda e o número de estudantes não diminui, muito pelo contrário. Com a tão falada “crise”, muitas famílias estão desistindo de manter os filhos nas escolas particulares para migrar às escolas da rede pública.

O resultado dessa equação é desastroso. São turmas superlotadas em que um aprendizado satisfatório é praticamente impossível. Professores ficam extenuados, sujeitos ao estresse, a doenças da fala, à depressão. Tudo para o governo do estado economizar o dinheiro que não falta para a publicidade e para a corrupção.

Beto Richa planejava fechar 150 escolas no ano passado. Devido à reação das comunidades escolar, o tucano recuou e ainda fez demagogia contra a extinção de instituições de ensino. Agora, para não chamar a atenção, o governo segue defenestrando as turmas iniciais, de 6° anos do ensino fundamental, e de 1° ano no ensino médio.

Esse procedimento tem efeito cascata. Se uma escola tinha três turmas de 6° ano em 2015, pode ter somente uma em 2016. São duas turmas fechadas agora, quatro ano que vem, e seis no próximo. E por aí vai, até o fechamento “natural” da escola.

Voltemos aos PSS.

Como esses professores não são concursados, eles não têm garantia do emprego. Recebem menos, têm atrasos nos salários, não têm direito a progressões na carreira, etc. São tratados como professores de segunda classe. São “quase-escravos”, pois muitos sequer conseguem trabalhar para assim serem chamados.

Embora sejam menosprezados, os professores PSS sempre estiveram na linha de frente das greves — a exemplo das de 2015. Mesmo que a luta não os beneficie diretamente, e as bandeiras não sejam exatamente as suas, lá estiveram eles no front da batalha de 29 de abril.

A solução para esses profissionais é aguardar a realização de mais concursos, e torcer para que haja vagas nas suas áreas de conhecimento. Ainda restam muitos candidatos aprovados do último concurso que podem ser chamados. É preciso a realização de um novo concurso para preencher as vagas que o concurso vigente não preencheu.

Mas enquanto o governo do estado seguir com a política de fecha Leia mais

22 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Ao espanhol El País, Murilo Hidalgo prevê menos pesquisas em 2016

O presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, em entrevista ao jornal espanhol El País, na semana passada, disse que a crise econômica diminuirá o número de sondagens nas eleições municipais de 2016.

A crise econômica e o limite de gastos estabelecido para as campanhas deste ano devem diminuir a quantidade de pesquisas eleitorais encomendadas durante as eleições municipais, previu Hidalgo, dono da marca “Paraná Pesquisas” que se transformou em pouco tempo a mais relevante do estado no mercado brasileiro.

Além da curiosidade com o aspecto econômico, o jornal El País também repercutiu os insistentes “erros” dos institutos de pesquisas. A reportagem coloca no mesmo balaio Datafolha e Ibope, que mais erraram do que acertaram na disputa presidencial de 2014 — entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

A seguir, leia a íntegra da reportagem de El País:

As pesquisas não devem acertar quem será o prefeito da sua cidade. E não estarão erradas

Menor tempo de campanha deve aumentar importância da internet na eleição, dizem institutos

Por Rodolfo Borges

Foi uma reviravolta. Após ultrapassar a ex-senadora Marina Silva na reta final do primeiro turno, o senador Aécio Neves disparava na disputa pelo Palácio do Planalto contra a presidenta Dilma Rousseff, em 2014. Era o que apontava a primeira pesquisa sobre o cenário do segundo turno. Mas os 54% de intenções de voto do tucano contra os 46% de Dilma aferidos pelo instituto Paraná Pesquisas a pedido da revista Época se transformariam em empate técnico logo no dia seguinte, na contagem dos institutos Ibope e Datafolha. A mudança brusca de expectativas deixou dúvidas sobre a lisura dos institutos e, se você está entre aqueles que enxergam motivações escusas na divulgação dessas pesquisas, prepare-se: variações como essa prometem ser ainda mais intensas nas eleições deste ano, avisam os institutos.

Com a determinação, na mini-reforma eleitoral do ano passado, de que o tempo oficial de campanha será cortado pela metade (de 90 para 45 dias) e de que haverá um Leia mais

22 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Marcelo Belinati flerta com o PMDB

O deputado federal Marcelo Belinati, pré-candidato a prefeito de Londrina, estuda trocar o PP pelo PMDB. Nos próximos dias, ele analisará o quadro com correligionários antes de bater o martelo.

O parlamentar deverá aproveitar a janela partidária — Emenda Constitucional 91/2016 –, que possibilita a troca de legenda até 19 de março sem que seja punido com a perda de mandato.

Belinati tem intensificado contatos com o também deputado federal João Arruda, secretário-geral do PMDB do Paraná e coordenador da bancada paranaense no Congresso Nacional.

Os dois lados confirmam que há conversas nesse sentido e dizem que “as janelas estão abertas”.

Além de Marcelo Belinati, o ex-prefeito de Maringá e ex-secretário de Estado do Planejamento, Silvio Barros II, também está de malas prontas para o PMDB.

A movimentação peemedebista visa ganhar musculatura para a volta do senador Roberto Requião ao Palácio Iguaçu, em 2018.

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22 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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João Santana, ex-marqueteiro do PT, é alvo da 23ª fase da Operação Lava Jato

do Brasil 247

A Polícia Federal (PF) deflagrou a 23ª fase da Operação Lava Jato nesta segunda-feira (22). A ação, batizada de Acarajé, uma referência ao apelido usado pelos alvos para designar dinheiro, é realizada em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Um dos alvos desta etapa é o publicitário João Santana, que foi marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff e da campanha da reeeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Há um mandado de prisão expedido contra ele, mas Santana está no exterior. Além dele, a empreiteira Odebrecht e o engenheiro Zwi Skornicki, que operava propinas no esquema da Petrobras, são alvos.

Com a colaboração da promotoria suíça, a força-tarefa da Operação Lava Jato investigavarepasses atribuídos a subsidiárias da Odebrecht em contas no exterior controladas pelo marqueteiro João Santana; o publicitário comandou todas as campanhas presidenciais do partido desde a reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. O juiz Sergio Moro negou acesso à defesa de João Santana aos autos da investigação e ainda ironizou o pedido dos advogados: “Evidente, querendo, poderá o investigado antecipar-se à conclusão da investigação e esclarecer junto à autoridade policial seu eventual relacionamento com o grupo Odebrecht”, afirmou.

Nova fase ocorre menos deu mês depois da operação Triplo X, realizada em 27 de janeiro em São Paulo e Santa Catarina, que investigava a abertura de offshores e a compra de apartamentos no Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), construído pela OAS, que, segundo investigações, teriam sido usados para repasse de propina do esquema de corrupção da Petrobras.

O despacho do juiz Sérgio Moro diz que uma cunhada de o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, Marice Correa de Lima, pagou R$ 200 mil por um apartamento em construção no Solaris, até 2012. No ano seguinte, desistiu do negócio e recebeu como devolução da OAS R$ 430 mil.

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22 de fevereiro de 2016
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Mirian Dutra, o fio da meada

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Gleisi Hoffmann*

À parte o drama pessoal, o fato é que o relato público de Mirian Dutra sobre sua relação com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, expõe uma intrincada relação entre interesses privados sustentados por favores públicos na era tucana do poder. Por isso, como diz o ditado popular, esse é apenas o fio da meada, que se puxado com vontade, desmancha todo o novelo.

Mirian foi contratada por uma empresa instalada nas Ilhas Cayman, um paraíso fiscal, a Eurotrade. Essa empresa pertencente à Brasif, grupo que operou por muitos anos os free shops no Brasil, lojas sem impostos para produtos estrangeiros. Importante anotar que essa exploração comercial, mesmo concentrando-se em aeroportos públicos, não foi licitada.

Mirian também alega que nunca trabalhou, apenas recebia da empresa e que o pagamento era feito com dinheiro ou a pedido do ex-presidente para complementar seu salário na Rede Globo, que havia sido reduzido depois que estava no exterior. Também informa que seu filho ganhou um apartamento do ex-presidente FHC na Espanha.

O ex-presidente nega que tenha enviado dinheiro à Brasif ou que tenha pedido para ela pagar Mirian. Nega também que o filho é seu por dois exames de DNA feitos com resultados negativos. Perguntas que não querem calar: por que dar um apartamento para alguém que não era seu filho? Por que ajudar a sustentá-lo? Qual a origem dos recursos do ex-presidente para comprar um apartamento desses, uma fazenda no interior de Minas e apartamento em Paris? Sociólogo e professor universitário, nunca constou que tinha recebido grande herança de família. Por que uma empresa com negócios no Brasil e bem relacionada com o poder contrata uma jornalista que não lhe entrega serviço algum?

Mirian continua e coloca seu cunhado e a irmã no caso. Segundo ela, a irmã, Margrit Dutra Schmidt era dona da Polimídia, uma empresa de lobby em sociedade com o marido, Fernando Lemos, que cresceu nos anos 90, com a venda de serviços de gestão de crise e era chamada de “a cunhadinha do Brasil”. Funcionária pública sem nenhuma expressão, tem um patrimônio muito grande. Só o terreno dela, em Trancoso, segundo Mirian, vale mais de 1 milhão de reais. Tem conta no Canadá e apartamentos no Brasil. Agora se sabe que tem cargo de assessora no gabinete do senador José Serra e, também segundo consta, não aparece para trabalhar.

Afirma ainda que, sua Leia mais

22 de fevereiro de 2016
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: O fim do caciquismo nos partidos

“Nem todas as verdades são para todos os ouvidos”
Umberto Eco

Luiz Cláudio Romanelli*

Foi-se Umberto Eco, último guerreiro contra o pensamento idiota, ficam as suas lições, e também os imbecis com suas opiniões maltrapilhas.

Ainda não será dessa vez, que haverá a moralização do funcionamento dos partidos políticos no Brasil. Em dezembro do ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral publicou a Resolução nº 23.465, que disciplina a criação, organização, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos. A novidade foi a edição do artigo 39, segundo o qual “as anotações relativas aos órgãos provisórios têm validade de 120 dias.” Segundo o § 1º, “em situações excepcionais e devidamente justificadas, o partido político pode requerer ao presidente do Tribunal Eleitoral competente a prorrogação do prazo de validade previsto neste artigo, pelo período necessário à realização da convenção para escolha dos novos dirigentes”.

O artigo gerou verdadeiro pânico nos partidos políticos que se uniram para subscrever ação direta de inconstitucionalidade (ADI) para impugnar o artigo. O entendimento era que a nova regra inviabilizaria o lançamento de milhares de candidaturas de prefeitos e vereadores nas eleições de outubro deste ano, já que apenas partidos com diretório municipal instituído poderiam lançar candidatura própria, já que comissões provisórias podem existir por, no máximo, 120 dias. O presidente do TSE fez uma nova “interpretação” e explicou que as comissões provisórias poderão “escolher” candidatos às eleições em 2016, acalmando os ânimos dos mais afoitos.

Eu concordo com o entendimento que as comissões provisórias não podem se tornar permanentes, em substituição aos diretórios.

E não é de hoje que penso assim. Em 15/07/2013 o jornal Gazeta do Povo publicou artigo de minha autoria, intitulado “Partido que não faz eleição não pode participar da eleição”, em que defendi exatamente essa tese.

No artigo manifestei minha convicção que “a lei em vigor não exige que os partidos exercitem a democracia interna. O resultado é que comissões provisórias se perpetuam no comando. É preciso acabar com cúpulas partidárias que se mantêm por manipulação de comissões provisórias. Filiado que não tem o direito de eleger o seu diretório, partido que não escolhe seus próprios dirigentes, não pode participar de eleição e deveria ficar proibido de lançar candidatos, passando a exercer uma função meramente administrativa, sem tempo de tevê, sem fundo partidário”, escrevi.

A intenção do artigo 39 da Resolução 23.465/2015-TSE é claramente por fim a uma prática que se tornou corriqueira quando deveria ser exceção, a criação de comissões provisórias ao bel prazer dos dirigentes estaduais ou nacionais dos partidos, em benefício deste ou daquele grupo político, sem o voto dos filiados, a quem cabe l Leia mais