14 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Governo Beto Richa jura que não está privatizando a Previdência. Então, que diabo é isso?

O diretor-presidente da ParanáPrevidência, Rafael Iatauro, em nome do governo Beto Richa (PSDB), enviou nota de esclarecimento ao Blog do Esmael negando que houve confisco da poupança previdenciária dos servidores públicos.

O abnegado diretor-presidente tal qual aquele que descrê que o homem foi à Lua ou aquele fanático que se recusava acreditar na derrota do Japão na 2ª Guerra Mundial, por consequência e analogia, nega que houve o massacre de 29 de abril, quando 213 pessoas ficaram feridas no Centro Cívico.

Se não houve confisco, como advoga o governo Richa, então, por que educadores e servidores públicos foram alvos de bombas, tiros de balas de borracha, cães, spray de pimenta, enfim, da violência toda empregada pela PM?

Na nota, Iatauro defende a Previdência Complementar Privada, mas, ao mesmo tempo, também nega que haja privatização do sistema.

Ora, se o que o governo tucano pleiteia é a Previdência Complementar não estatal é evidente que abrirá o setor para a exploração privada. Se será realizado um leilão para a venda dessa bilionária carteira, que nome dar a isso se não privatização?

O presidente da ParanáPrevidência faz jogo de palavras para confundir os mais desavisados, haja vista que o governo do estado utiliza parte da poupança previdenciária de R$ 8 bilhões para pagar folha de inativos. Como se sabe, o dinheiro deveria ser usado para aposentadorias e pensões futuras.

Até ferozes cães da PM sabem que Richa realizou diversos saques da poupança previdenciária para fazer caixa no governo e, consequentemente, apresentar superávit nas contas e pagar salários dos servidores da ativa.

O especialista em previdência, Renato Follador, no início do ano passado, havia decretado a morte da ParanáPrevidência em pouco tempo se esse modelo de Beto Richa fosse em frente. Agora se vê que a sanha privativista na área das aposentadorias e pensões segue adiante, apesar da negativa do governo.

Portanto, o Blog do Esmael reafirma o que registrou na sexta-feira (12): “Após confisco do fundo de aposentadoria, Beto Richa quer privatizar a previdência dos servidores”.

A seguir, leia a íntegra da nota de esclarecimento da ParanáPrevidência:

A PARANAPREVIDÊNCIA esclarece, acerca de material publicado no “Blog do Esmael” em 11 de fevereiro de 2016, que:

1. Inexistiu “confisco” de valores relativos ao Fundo de Previdência gerido pela PARANAPREVIDÊNCIA. A Lei 18.469/15 instituiu um novo corte de massas, amparada por estudos técnicos e atuariais, que demonstram a garantia de equilíbrio financeiro e atuarial do Regime Próprio de Previdência Social – RPPS do Estado do Paraná.

2. A Lei 18.469 determina a criação de um grupo de trabalho, com participação paritária de servidores de todos os Poderes, incluindo MP e TC para discutir matérias pertinentes ao aperfeiçoamento do RPPS, bem como o Regime de Previdência Complementar.

3. Existem estudos acerca da instituição da Previdência Complementar, nos moldes do que foi praticado pela União e vários Estados da Federação (Espirito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, dentre outros), contudo nenhum projeto de lei sobre essa matéria foi encaminhado à ALEP.

4. A legislação de regência da Previdência Complementar é federal (Lei Complementar 108 e 109) de onde se extrai que é necessário para os entes federados a criação de entidade fechada, de natureza pública (Fundação), que teria a finalidade de administrar e executar plano de benefício para os servidores.

5. Portanto, não há qualquer hipótese de privatização da previdência pelo Estado do Paraná.

6. Com a instituição do Regime de Previdência Complementar o valor das aposentadorias e pensões no serviço público deixará de ser integral ou de ter por base de cálculo a totalidade da remuneração, e ficará limitado ao teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). E para fazer jus a esse benefício o servidor contribuirá com 11% até esse limite.

7. Essa regra valerá, obrigatoriamente, p Leia mais

14 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Deputados pró-Richa se reúnem nesta segunda para avaliar saída do PMDB

pmdb_infieisOs deputados estaduais do PMDB, que compõem a bancada de apoio do governador Beto Richa (PSDB), na Assembleia Legislativa do Paraná, reunir-se-ão nesta segunda-feira (15), para discutir o que fazer diante do “convite” para deixarem o partido.

O senador Roberto Requião pressiona para que os parlamentares do partido que sustentam Richa — Jonas Guimarães, Luiz Claudio Romanelli, Artagão Filho e Alexandre Curi — saiam do “velho MDB de guerra” aproveitando a abertura da janela para a troca de legenda, no próximo dia 18, sem que eles sejam punidos com a perda de mandato.

Os quatro deputados pró-Richa não querem deixar a agremiação, mesmo com as conhecidas divergências com os requianistas. “Vou lutar para ficar”, disseram uníssono, separadamente, ao Blog do Esmael Romanelli e Curi.

Na guerra psicológica dentro do PMDB, Requião distribuiu na última sexta-feira (12) cópia de uma reportagem da revista CartaCapital aos 54 deputados da Assembleia com o título “Família, amigos e menores”, a qual exibe uma foto de Richa ao lado do ex-assessor Marcelo Tchello Caramori – acusado de pedofilia e promover festinhas com menores de idade.

O senador Requião, que é o atual xerife no PMDB do Paraná, também anexou um cartão com o seguinte recado aos parlamentares: “Apoiar um governo assim é uma indignidade”. Leia mais

14 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Lava Jato vira central de fofocas, enquanto o país é saqueado

A força-tarefa coordenada pelo juiz Sérgio Moro, a partir de Curitiba, transformou-se numa verdadeira central de fofocas da qual se esbaldam os barões da mídia e adversários do ex-presidente Lula.

Funciona mais ou menos assim: a velha mídia promove devassa na vida dos petistas, aí Moro dá a chancela, independente da veracidade ou não das “suspeitas” sem provas veiculadas nos veículos de comunicação.

A Operação Lava Jato virou fofoca tucana contra o PT. E, por essa e outras, a força-tarefa do “justiceiro” Moro perdeu fôlego e já cansou o distinto público.

O diabo é que setores petistas e da esquerda em geral caíram na pauta (armadilha) da velha mídia ao discutir essas bobagens de triplex (Lula), apartamento em Paris (FHC), sítio (D. Marisa) e mansão (dos Marinhos).

Enquanto os barões da velha mídia promovem um divertere supostos bens ocultos, como sempre frisa o senador Roberto Requião (PMDB-PR), no sentido de desviar do que realmente é essencial, o Brasil vai sendo saqueado aceleradamente.

Para o país, mais essencial que a pauta (armadilha) do falso moralismo, algo udenista, seria reduzir os juros do cartão de crédito que bate na casa dos inacreditáveis 431% ao ano (nos EUA é de 20% ao ano), bem como os lucros pornográficos que os bancos vêm obtendo (em 2015: Itaú R$ 23,32 bilhões, Bradesco R$ 17,19 bilhões, Santander R$ 6,62 Bilhões…).

Nessa linha do divertere, do desviar da atenção ao que realmente interessa, o Congresso Nacional deverá retomar o projeto das terceirizações, a quebra do monopólio no pré-sal, e o governo Dilma colocará na pauta as reformas da Previdência e dos sindicatos. Enfim, pautas contra os trabalhadores.

Volto à vaca fria, ou seja, às fofocas dos lavadeiros e das lavanderias da Lava Jato.

Quem melhor narrou esses factoides (fofocas) da Lava Jato com o excelente jornalista Luís Nassif, que disseca o modus operandi da força-tarefa comandada pelo juiz Moro.

“O bordão anterior de que “a Lava Jato investiga fatos, e não pessoas” é substituído por insinuações graves contra as “altas esferas do Governo Federal”, modo pouco sutil de se referir a Lula”, anotou Nassif neste domingo (14).

O jornalista ainda observou que “o caso Solaris, o edifício que tem o tal tríplex que pretendem atribuir a Lula”, teve a pauta derruba após o DCM (Dário Centro do Mundo) publicar uma matéria sobre a casa da família Marinho em Parati. Recupera uma reportagem da Bloomberg de 8 de março de 2012. A reportagem narra os crimes ambientais da família Marinho.

Por causa dos factoides — fofocas histéricas — contra Lula, como no caso das cachaças do ex-presidente transportadas para o sítio ou os pedalinhos em Atibaia, a Lava Jato vai perdendo apoios porque até os mais encarniçados entusiastas das investigaç Leia mais

14 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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‘Lula venceria se a eleição fosse hoje’, diz novo marqueteiro do PT

Com informações do Brasil 247

O novo marqueteiro do PT, Edson Barbosa, o Edinho, em entrevista ao Estadão, edição deste domingo (14), afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio da Silva é o favorito para vencer as eleições 2018. Por isso, segundo ele, o petista é caçado como nunca já fora antes. Talvez só haja paralelo na história com os ex-presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

“O Lula é o Cassius Clay da caatinga”, disse Edinho ao repórter Luiz Maklouf Carvalho. Para o novo marqueteiro, “Lula venceria para presidente da República se a eleição fosse hoje.”

A comparação com Cassius Clay diz respeito a uma épica luta no Zaire, em que pugilista apanhou até o oitavo round de George Foreman, antes de reagir de forma fulminante.

“Achei o presidente sereno e tranquilo, muito Cassius Clay contra George Foreman, na luta do Zaire. Respirando, esperando o momento, entendendo que o processo precisa rodar, muito consciente de que não existe materialidade de práticas ilícitas nas investigações contra ele. Até comentei: ‘Ô, presidente, achei que ia encontrá-lo mais preocupado’. Ele disse: ‘Estou chateado, né, velho, família, filhos, amigos…’. O Lula é o Cassius Clay da caatinga. Está muito chateado, é claro, porque é incômodo você tomar tanta porrada”.

Em julho de 2015, o Blog do Esmael fez um cruzamento de dados do Ibope que decretou a entrada da oposição no “volume morto” ao mostrar que Lula poderia vencer eleição no 1º turno. A referência a “volume morto” tinha a ver com a crise hídrica no estado de São Paulo.

Edinho foi marqueteiro de Eduardo Campos na eleição passada, antes de ser convidado pelo PT para assumir o lugar de João Santana.

Segundo ele, o momento é de tentar devolver governabilidade à presidente Dilma Rousseff. “O tiroteio foi muito excessivo, está tudo muito excessivo, e a racionalidade das coisas exige que todo mundo baixe a bola. Se essa turma do PT Leia mais

14 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Professores reavivam movimento “Fora Beto Richa”; assista ao vídeo

O governador Beto Richa (PSDB), com a segurança reforçada, foi alvo de intenso protesto de educadores, ontem (13), no município de Ponta Grossa, região dos Campos Gerais, durante a inauguração de uma trincheira no trecho urbano da PR-151.

Professores portavam faixas — e gritavam palavras de ordem — com os dizeres “Fora Beto Richa”, “Beto Richa Ladrão”, “deputado da corrupção não tem voto da educação”, “Governador! Deputados! Prefeitos! Eleitos com dinheiro da educação! Vergonha!”, “Plauto Miró, educação não combina com corrupção”, esta última em referência ao 1o secretário da Assembleia Legislativa do Paraná. investigado pela “Operação Quadro Negro” do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Assista ao vídeo:

Policiais militares e seguranças do Governo do Estado fizeram um bloqueio e conseguiram impedir que os manifestantes chegassem perto de Beto Richa e dos outros políticos citados. Mas mesmo longe do palanque das autoridades, os professores não se calaram e os gritos foram ouvidos.

As manifestações foram organizadas pelo Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sinduepg) e pelo Núcleo Sindical de Ponta Grossa (APP-Sindicato). Em resposta aos protestos, Richa disse que tudo foi articulado pelo PT, novo mantra do tucano para se esquivar de cobranças públicas.

“Isso é coisa do sindicato petista que quer bagunçar o jogo”, acusou o governador.

A professora Séfora Regiane Ferreira ficou indignada por ser impedida de chegar perto do governador. “Nós gostaríamos de estar mais perto do governador, mas fomos proibidos por que estamos nos manifestando contra o governo. Nós queremos lembrar o massacre do dia 29 de abril e pedir para que o governador não assalte mais a previdência dos servidores”, disse.

Segundo a professora Selma Dutski, o protesto se estende a todos que apoiam Beto Richa. “Todos aqueles que apoiam esse governador tem nosso repúdio, como prefeito de Ponta Grossa, o deputado Plauto, o  deputado Sandro e todos os que votam contra a educação”, destacou.

Com informações do Blog da Mareli Martins, de Ponta Grossa.

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