2 de janeiro de 2016
por Esmael Morais
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Na putaria de Veja, governos Alckmin e Richa lideram ranking de “bons exemplos” para a educação

Na metade do mês passado, portanto em dezembro de 2015, o Blog do Esmael registrou que o governo Beto Richa (PSDB) estava fechando escolas para financiar o golpismo da revista Veja. Pois bem, esta página atirou no que viu e acertou no que não viu.

O anúncio duplo na revista da Abril chamou a atenção pelo desperdício de recurso público justamente na semana que Richa anunciara apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Passadas duas semanas, no último dia 31 de dezembro, no apagar das luzes do ano, eis que Veja divulga um “ranking” em que os governos do Paraná e São Paulo se destacam nas áreas de educação e segurança. A publicação dos Civita dá uma dourada na pílula ao classificar a putaria como “ranking da competitividade dos estados”.

O Paraná de Beto Richa estaria em segundo lugar geral, mas o troféu de primeiro lugar seria de São Paulo — governado pelo também tucano Geraldo Alckmin.

Como putaria pouca é bobagem, o governo Alckmin, que encerrou o ano batendo em alunos e fechando escolas, no ranking de Veja, é o melhor exemplo para a educação. Richa, que massacrou os professores no começo de 2015, não se fez feio ao ficar em terceiro lugar nesse quesito.

Veja perdeu a vergonha na cara. Richa e Alckmin, como já dissemos aqui antes, enterraram a compostura há muito. Definitivamente, não dá para levar a sério esse trio golpista haja vista que o problema deles, em relação ao povo, é ideológico. Mas a questão do ranking que beneficia os tucanos tem a ver com pixulecos, ou não?

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2 de janeiro de 2016
por Esmael Morais
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Dilma criticada por “privilégio” à Folha

O jornalista Leandro Fortes, ativista digital de esquerda, abriu o pelotão de críticas à presidente Dilma Rousseff, que escolheu ontem (1º) o jornal Folha de S. Paulo para saudar os brasileiros com a vinda de 2016 (clique aqui).

“Ou seja, a nossa querida presidenta não aprendeu nada”, concluiu Fortes, antes, porém, ele enumerou os motivos que  Dilma tinha para não “privilegiar” os Frias — a família dona do grupo de mídia.

“A mesma Folha que, há três meses, fez um editorial intitulado ‘Última chance’, no qual exigia a saída dela, de forma desrespeitosa e degradante”, pontuou.

O jornalista Paulo Nogueira, do Diário Centro do Mundo, também contestou o artigo de Dilma na Folha. “Lula deu também entrevistas coletivas não a jornalistas da Folha, Globo, Veja – mas a blogueiros”, demarcou.

“Em situações normais, a relação entre figuras públicas e a imprensa segue outro caminho, mais cordial. Mas estamos brutalmente distantes de uma situação normal”, anotou Nogueira.

A seguir, leia a íntegra das considerações dos jornalistas:

AOS FRIAS, COM CARINHO

por Leandro Fortes

O artigo da presidenta Dilma Rousseff com desejos de um feliz 2016 a todos brasileiros e brasileiras foi, primeiro, publicado na Folha de S.Paulo.

A mesma Folha que, há três meses, fez um editorial intitulado “Última chance”, no qual exigia a saída dela, de forma desrespeitosa e degradante.

A mesma Folha da ficha falsa, da campanha eleitoral de 2010.

Sem falar no fato de que, até o Blog do Planalto ser autorizado a reproduzir o artigo, às 13h39 do dia 1º, somente os assinantes da Folha (em sua maioria, partidários do impeachment) puderam ler o texto – a tempo de ridicularizá-lo nas redes.

Tiveram a primeira manhã inteira de 2016 para isso.

Redes que Dilma poderia ter usado para, democrática e gratuitamente, publicar o texto para todos os brasileiros e brasileiras.

Sobretudo para aqueles que enfrentaram a Folha de S.Paulo, entre outras cidadelas do golpe, para mantê-la no cargo, em 2015.

Ou seja, a nossa querida presidenta não aprendeu nada.

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A polêmica em torno do artigo que Dilma escreveu para a Folha

por Paulo Nogueira

A primeira treta de 2016 já está no ar. No centro está um artigo que Dilma escreveu para a Folha a propósito do Ano Novo.

A questão é: Dilma apanhou tanto da Folha, e é assim que ela responde?

Para mim, trata-se de um modelo mental obsoleto. Dilma enxerga a mídia ao velho modo – jornais e revistas impressos, rádios e televisão.

A internet, nesta ótica, é uma coisa exótica e para poucos.

Os que defendem o artigo na Folha usam também, essencialmente, o mesmo modelo mental obsoleto.

Eles dizem que é u Leia mais

2 de janeiro de 2016
por Esmael Morais
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Veja essa: Aumento na passagem de ônibus fez a terra tremer em Londrina

onibus_tremor_kireeffO prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), é apontado como principal suspeito pelo tremor sentido ontem (1º) na zona leste da cidade.

Moradores acreditam que o aumento da tarifa de ônibus, que subiu de R$ 3,25 para R$ 3,60, seja o “real” motivo da sequência de estrondos e tremores.

Durante o mandato de Kireeff, os reajustes na tarifa foram quase três vezes maiores (63,63%) que a inflação no período de (21,84%). Leia mais

2 de janeiro de 2016
por Esmael Morais
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Blog Gazeta do Povo vê dificuldades para a reeleição de Fruet

Convertido no mais “chapa branca” dos blogs ligados à Prefeitura de Curitiba, o Gazeta do Povo, na coluna do jornalista Celso Nascimento, admite neste fim de semana que o prefeito Gustavo Fruet (PDT) terá de rebolar bastante na tentativa de reeleger-se em outubro.

“Difícil citar uma obra do prefeito nestes três anos de mandato”, reconhece o blog, que, citando o cientista político Beto Almeida, adiante adverte Fruet: “prefeitos com aprovação abaixo dos 50% devem pensar duas vezes antes de buscar a reeleição. Com 48%, ele ainda se encontra abaixo da taxa de segurança”.

Segundo o instituto Paraná Pesquisas, na véspera da virada do ano, 48% disseram que a aprovam; 48,7%, que a desaprovam. Pouco mais de 3% não emitiram opinião.

O blog Gazeta do Povo, no entanto, vê uma luz no final do túnel nesses tempos de Lava Jato: “ele faz parte dos raros gestores sobre os quais não pesam acusações de escândalos”.

O espirituoso deputado Requião Filho (PMDB), um dos que enfrentará o prefeito nas urnas, a respeito dessa máxima do oficialismo municipal, já declarou anteriormente que Fruet é uma espécie de Maluf invertido: “não rouba, mas também não faz nada”.

A seguir, leia a íntegra da análise do blog Gazeta do Povo:

Que chance tem Fruet?

por Celso Nascimento

Os eleitores curitibanos entrevistados pouco antes do Natal pelo Instituto Paraná Pesquisa foram convidados a avaliar a administração do prefeito Gustavo Fruet: 48% disseram que a aprovam; 48,7%, que a desaprovam. Pouco mais de 3% não emitiram opinião.

Desconsiderando-se a diferença ínfima de sete décimos porcentuais, pode-se dizer que exata metade da cidade está satisfeita com o prefeito e outra parte do mesmo tamanho está insatisfeita. Se fosse para enxergar este empate de um jeito simplório, poderíamos dizer que Curitiba tem um prefeito que “não cheira nem fede”?

Não é bem assim. Como diria Einstein, tudo é relativo. Quando se observa a derrocada moral e administrativa pela qual passa grande parte dos gestores públicos do país e se toma conhecimento, por exemplo, de que a presidente Dilma Roussef e o governador Beto Richa amargam respectivamente 80% e 73% de reprovação, ser mal avaliado por “apenas” 48,7% não deixa de ser um trofeu para Fruet.

Difícil citar uma obra do prefeito nestes três anos de mandato. Difícil também perceber iniciativas inovadoras no modo de governar, muito menos soluções urbanas originais que devolvam Curitiba à condição de modelo.

Afora medidas cosméticas e de baixo custo, como pintar asfalto para delimitar caminhos exclusivos para ônibus e ciclistas, além de decretar como “calmas” algumas ruas onde não se pode trafegar acima de 40 km/h, são pouco visíveis ou sentidas quaisquer outras intervenções urbanas importantes. Sem falar na sensação de abandono que transparece para quem anda pela cidade.

Certamente vem daí a decepção que a administração de Fruet evoca para quase metade dos eleitores. Então, como explicar que a outra metade considere que ele faz uma administraçã Leia mais

2 de janeiro de 2016
por admin
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Coluna do Jorge Bernardi: Existe terrorismo no Brasil?

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Jorge Bernardi*

O mundo tem assistido estarrecido atos de terrorismo em diversas partes do planeta. O ataque do Estado Islâmico, em 13 de novembro passado, na boate Bataclan e em bares de Paris, com 130 mortes e dezenas de feridos, foi mais um destes atos insanos.

Além deste ataque, a capital francesa presenciou os atentados ao jornal Charlie Hebdo e a uma loja de produtos judaicos, com mais de uma dezena de mortos. Atos terroristas derrubaram um avião russo no Egito, e atacaram hotéis na África. O terrorismo deve ser condenado por todos. Não se justifica em nenhuma situação.

O Congresso Nacional está votando uma lei antiterror, que já foi aprovada pelas duas Casas mas, como sofreu alterações no Senado, deverá retornar para votação a Câmara dos Deputados. A lei define os crimes de terrorismo e estabelece competência para julgá-los a Justiça Federal.

É crime de terrorismo “provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativo de ofensa, à vida, à integridade física ou à saúde ou a privação da liberdade de pessoa. Pena – reclusão, de 15 a 30 anos”.

A pergunta que se faz: existe terrorismo no Brasil? Antes de responder, lembro de dois fatos ocorridos recentemente em nosso país. Em 13 de agosto passado, em Osasco e Barueri, São Paulo, grupos armados, entraram em bares, mercearias e em ruas da periferia daquelas cidades, “infundido terror e espalhando pânico”, atiraram e mataram 18 pessoas. Até hoje a autoria dos crimes é incerta, embora policiais tenham sido presos.

Outro fato: em 11 e 12 de abril de 2015, uma milícia em Itaguaí, saiu às ruas também “infundido terror e espalhando pânico”. Foram mortas sete pessoas em apenas 12 horas. Esta notícia nem foi destaque nos noticiários de televisão, ficou restrita ao Rio de Janeiro.

A lei antiterror vai pegar estes criminosos que atuam soltos na periferia das grandes metrópoles, ou será utilizada para combater movimentos sociais que reivindicarem melhorias nas condições de vida, combate a corrupção ou educação de qualidade?

O que vai acontecer se esta lei for aprovada ainda não se sabe. A certeza que se tem é que nas periferias pobres e abandonadas, o terrorismo impera há muito tempo. Poucos se Leia mais