Outdoor contra “privilégios de deficientes” é mais um tiro no pé da “Prefs” de Gustavo Fruet

privilegios_fruetA comunicação do prefeito Gustavo Fruet (PDT), em 24 horas, disparou um tiro de bazuca no pé do próprio prefeito de Curitiba. O que era para ser mais uma daquelas “brincadeiras” sem graça da equipe da rede social denominada “Prefs” tornou-se motivo de nojo, sinônimo de piada de mau gosto, antipropaganda, enfim, coisa para no mínimo demitir o secretário Municipal da Propaganda.

O quiproquó começou ontem (30) com a instalação de outdoors misteriosos na capital paranaense pedindo o “fim dos privilégios para deficientes”. O material foi assinado por um grupo autodenominado “Movimento pela Reforma de Direitos”, com uma página no Facebook.

As fotos dos outdoors fascistas rodaram o país em questão de minutos através da internet. Desencadearam todo tipo de reação. A maioria deles, como era de se esperar, foi de repúdio e de choque. Mas houve quem concordou, e não foi pouca gente.

Imagine daqui a pouco outros serão encorajados a publicar outdoors chamando uma pessoa negra de “macaco” e, diante da repercussão e reprovação, esses virão a público dizer que tudo não passou de “brincadeirinha”. Uma ova! Todo preconceituoso é um filho da puta.

Diante da péssima repercussão, o que danifica a imagem de bom moço de Fruet, foi escalado o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência para assumir a criação da falsa campanha contra os “privilégios dos deficientes”. Isto apenas ampliou a confusão.

Vivemos na era da informação em que a facilidade e a abundância dos meios de comunicação permitem que um assunto se dissemine como rastilho de pólvora. São os chamados “virais”. A internet e as redes sociais são “terra de ninguém”, onde sob um pretenso anonimato muita gente destila ódio e conta todo o tipo de mentiras.

As fotos dos absurdos outdoors rodaram o país em questão de minutos através da internet. Desencadearam todo tipo de reação. A maioria deles, como era de se esperar, foi de repúdio. Mas houve com concordou, e não foi pouca gente.

Não é a primeira vez que a “Prefs” utiliza linguagem e mecanismos, digamos, ousados para chamar a atenção às suas campanhas institucionais. Em março deste ano, o Conselho de Enfermagem manifestou repúdio por uma ilustração de apelo sexual para representar uma enfermeira utilizada pela Prefeitura no Facebook.

Também já houve mensagem institucional dizendo que prefeito Gustavo Fruet (PDT) faz uma gestão “assexuada” na capital paranaense(!).

Os tropeços são tantos que existe até uma página de paródia, a “Prefescura de Curitiba“, que por ironia, muitas vezes é mais séria que a própria prefeitura, a autoapelidada “Prefs“.

Nada contra a descontração e a ousadia. Mas em tempos de levantes fascistas, de gente indo para as ruas pedir a volta da ditadura, de agressões a mulheres muçulmanas em plena rua em Curitiba; é melhor pegar leve e não incitar o ódio. Mesmo que seja por uma boa causa. Os resultados podem ser o avesso do esperado.

Se Fruet não demitir o secretário de Comunicação é porque ele concorda com essa política estúpida de preconceitos.

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