Mulheres curitibanas promovem ‘pedalada’ neste domingo contra machismo de Aécio e Cunha

regina_cut_cunhaaecioO Blog do Esmael registrou ontem (4) que o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) materializa o machismo de seus principais articuladores — o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, e do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Pois bem, neste domingo (6) haverá em Curitiba a “IV Pedalada Pelo Fim da Violência Contra a Mulher” a partir das 9 horas na Praça Santos Andrade (UFPR). O sexismo dos golpista também é uma forma de violência e ataque à dignidade da mulher, como já denunciou aqui a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

O evento de amanhã faz parte do calendário oficial de eventos da CUT Paraná, quando reúne militantes em defesa das mulheres e engajados na luta pelo vim da violência contra as mulheres.

“É uma forma saudável de mostrarmos nossa disposição para a luta pelo fim da violência contra as mulheres. É uma situação que, apesar de todos os esforços, segue sem uma solução ou um cenário de melhoras”, declarou a presidente da CUT Paraná, Regina Cruz.

A data foi escolhida em virtude do Dia Internacional do Laço Branco – Homens Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

O percurso definido será com saída da Praça Santos Andrade até o Parque Barigui, seguindo o trajeto das pedaladas anteriores.

“Teremos sorteio de brindes, inclusive de uma bicicleta, a exemplo das edições anteriores, assim como bicicletas para locação para quem não tem uma em casa. O importante é a mobilização dos nossos militantes para mais uma atividade da CUT, que desde sempre esteve engajada neste tema”, relata a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT Paraná, Anacélie Azevedo.

Dados da violência

A CUT Paraná adotou como uma de suas prioridades o combate à violência contra a mulher. Os dados são alarmantes. Uma investigação realizada pela Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI) sobre o tema mostrou que o Paraná é o terceiro estado da federação com maior número de assassinatos de mulheres.

“Somente neste ano foram registrados 68 assassinatos de mulheres no Paraná, mas o número pode ser ainda maior segundo nos revelou o Ministério Público.

Enquanto isso, no Paraná, dos 399 municípios apenas 17 têm delegacias da mulher e apenas 12 têm secretarias específicas para o tratar de políticas públicas para as mulheres”, relata a diretora da CUT Paraná e idealizadora da Pedalada, Eliana Maria dos Santos.

Os dados revelam a necessidade de ampliação das políticas públicas voltadas para as mulheres que hoje, na avaliação de Anacélie Azevedo, são praticamente inexistentes.

“Faz anos cobramos a criação de uma secretaria estadual da mulher para articular essas políticas públicas, mas o Governo do Estado se faz de surdo e não atende as reivindicações. Mas o que esperar de uma gestão que recebe ônibus o para o atendimento de mulheres vítimas de violência e os deixa parado na garagem por mais de um ano?”, questiona.

Por isso, de acordo com ela, a atividade tem um caráter recreativo, mas de cobrança.

“Não há duvida que a pedalada também tem esse objetivo, de cobrar a criação e implementação de políticas públicas, além de dar visibilidade para um problema tão sério e que segue sem a atenção que merece”, avalia Anacélie.

As inscrições e solicitações de materiais, como a camiseta da IV Pedalada, podem ser realizadas pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (41) 3232- 4649.

As inscrições são gratuitas e o valor da camiseta é de R$ 10. Para locação de bicicletas a CUT fechou uma parceria com a Bicicletaria Cultural que fará o aluguel no valor de R$ 30. Mais informações na Rua Presidente Faria, nº 226 ou pelo telefone (41) 3153 0022 com Fernando.

Serviço: IV Pedalada Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres
Data: 06/12/2015
Horário: 9h
Local: Praça Santos Andrade

6 Comentários

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  2. a pedalada contra violencia da mulher EU apoio.mas colocar q a Dilma e uma vitima de violencia Ai nao da.

  3. Nosso país está muito bem representado pelas mulheres, professores e alunos! Parabéns a todos eles por lutarem pelos direitos dos cidadãos!

  4. A intenção dessa matéria é misturar matéria policial
    com política, escudando a incompetência administrativa
    de Dilma, com um suposto machismo por ela ser mulher.
    Isso é enganar o povo.
    Sarney foi incompetente e corrupto, Collor e FHC idem.
    E Dilma, é “incompententa”, pelo menos até o momento.
    Escudar isso sob o disfarce de machismo, é enganar
    o povo.

  5. A tragédia mostra a carência do País, só no Brasil poderia ser possível que um bandido acusado pela PGR por uma pena de 184 anos de prisão, por vingança pessoal, viesse a aceitar o pedido de impeachement contra a Presidenta da República que não tem contra si nada que desabone sua conduta pessoal ou pública.Nós mulheres temos que combater o ódio e o preconceito contra as mulheres.

  6. Uma cidade de mulheres é estuprada a cada ano.Mesmo assim, homens supostamente normais e supostamente educados acham isso normal.Até algumas mulheres machistas acham. Então essas pedaladas são benvindas.