Gaeco faz megaoperação contra corrupção no governo Beto Richa

publicanoO Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) iniciou na manhã desta quinta-feira (3) a quarta fase da Operação Publicano, que investiga corrupção no governo Beto Richa (PSDB), cumprindo 47 mandados de prisão e 62 de condução coercitiva para depoimentos.

O Gaeco, que é o braço policial do Ministério Público do Paraná (MP), cumpre a incrível quantia de 109 mandados judiciais. Ou seja, a 4ª fase da Publicana pode ser considerada uma das maiores operações contra corrupção que esse país já viu.

Os mandados estão sendo cumpridos em Londrina, onde a operação é sediada, e em Curitiba, onde parece estar o centro nervoso do esquema. Há quem afirme que o comando da quadrilha fique mesmo dentro o Palácio Iguaçu.

Iniciada em março deste ano, Operação Publicano vem desmontando um esquema de corrupção instalado na Receita Estadual, baseado no relaxamento das fiscalizações e multas sobre as empresas em troca de propina. Os recursos desviados eram embolsados pelos auditores fiscais da Receita, mas também há denúncias de que cerca de R$ 4,3 milhões tenham abastecido o caixa da campanha pela reeleição do governador Beto Richa.

Entre os presos desta fase, 44 são auditores fiscais; 35 já estavam envolvidos em outras fases da operação. Um dos presos é o ex-inspetor geral da Receita Estadual Márcio de Albuquerque Lima, considerado o gerente da quadrilha pelo Ministério Público. O moço era copilo do governador tucano nas corridas de 500 Milhas de Londrina.

Com informações do Portal G1.

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