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Ex-deputado foi demitido por espancar ex-mulher. Richa deveria renunciar pelo massacre de 213 professoras?

Governador Beto Richa jura que não teve outra opção senão surrar os "black blocs" que lutavam contra o confisco da ParanáPrevidência. Bertoldi, demitido por Richa, também se diz vítima de "armação" da ex-mulher que tenta extorquir-lhe R$ 1,7 milhão (leia abaixo nota de esclarecimento do ex-deputado).

Governador Beto Richa jura que não teve outra opção senão surrar os “black blocs” que lutavam contra o confisco da ParanáPrevidência. Bertoldi, demitido por Richa, também se diz vítima de “armação” da ex-mulher que tenta extorquir-lhe R$ 1,7 milhão (leia abaixo nota de esclarecimento do ex-deputado).

O governador Beto Richa (PSDB) foi rápido no gatilho ontem (20) ao demitir o diretor da Cohapar, ex-deputado Osmar Bertoldi (DEM), após repercussão da violência contra sua ex-mulher Tatiana Bittencourt. O tucano tomou a decisão com medo de que o entrevero também atingisse sua “imagem”.

Richa deveria utilizar a mesma métrica consigo mesmo para penitenciar-se pelos pecados do dia 29 de abril, quando 213 professoras foram covardemente massacradas no Centro Cívico. Ou seja, o governador do PSDB poderia aproveitar a reflexão de fim de ano e pedir para sair.

O governador jura que não teve outra opção a não surrar os “black blocs” que lutavam contra o confisco da ParanáPrevidência. Bertoldi, demitido por Richa, também se diz vítima de “armação” da ex-mulher que tenta extorquir-lhe R$ 1,7 milhão.

Osmar Bertoldi é suplente do deputado federal pela coligação que reelegeu Richa (PSDB-DEM-PR-PSC-PTdoB-PP-SD-PSD-PPS). No início de 2015, ele assumiu a cadeira na Câmara, entre fevereiro e maio, com a licença de Fernando Francischini (SD), que no período foi secretário da Segurança Pública.

A seguir, leia a íntegra da nota de esclarecimento de Osmar Bertoldi:

“Aos Familiares, Amigos e Eleitores.

Em razão da publicidade que vem sendo dada às inverídicas acusações feitas por Tatiane Lucia Selhorst Bittencourt, venho a público esclarecer que, em 15 de agosto de 2015, houve efetivamente um lamentável desentendimento. Ambos tivemos ferimentos e acabei sofrendo lesões nos braços, rosto e dentes, inclusive tendo me submetido a exames e lavrado laudo de corpo de delito. Tal desentendimento foi motivado pela discordância sobre o regime de casamento.

É inverídica a afirmação de que Tatiane foi mantida em cárcere privado, eis que permaneceu em minha residência por livre e espontânea vontade, pelo tempo que quis ficar. Tinha as chaves da casa e controle do portão, acesso a telefones, ligando para familiares e amigos, internet, inclusive com postagens em redes sociais e recebeu visita de três amigas. Em suma, teve vida normal durante todo o tempo.

Após deixar a minha residência Tatiane, para não tornar público o fato, passou a exigir a quantia de aproximadamente R$1,7 milhão, mediante documento protocolado em cartório. Tudo isso vem sendo investigado pela Polícia Civil.

Por não receber os valores exigidos, quatro meses após os fatos Tatiane Bittencourt vem a público distorcer a verdade.

Também em relação às medidas restritivas, esclareço que a decisão judicial está suspensa por ordem expedida pelo Tribunal de Justiça do Paraná e contra mim não existe nenhum mandato de prisão ou medida judicial que implique em restrição de liberdade. Portanto, não são verdadeiras que as notícias de que estaria foragido.

Sou um homem honrado e um pai de família. Todos que me conhecem em mais de 20 anos de carreira pública sabem de minha conduta pacífica e conciliadora. Nunca agrediria qualquer pessoa.

Estou à disposição para esclarecer todos os fatos e acredito que em breve poderei provar minha inocência.

Osmar Bertoldi”

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