Considerada de “direita”, UGT do Paraná é a única central que aprovou moção pelo “Fica Dilma”

Em tempos de Cunha, golpe, impeachment, o mundo parece estar virado de ponta-cabeça; considerado de “direita” nos meios sindicais paranaenses, a UGT, que apoio a reeleição do governador Beto Richa (PSDB) e Aécio Neves (PSDB), foi a única centra a aprovar em assembleia geral moção contrária ao afastamento da presidente Dilma Rousseff; Paulo Rossi, presidente da entidade, encaminhou proposta durante plenária com 300 sindicalistas em Guaratuba, litoral do Paraná; no entanto, movimentos sociais e demais centrais se manifestaram “por meio de nota” contra o impeachment e prometem engrossar manifestação no dia 16 em favor da democracia e contra o golpe.

Em tempos de Cunha, golpe, impeachment, o mundo parece estar virado de ponta-cabeça; considerado de “direita” nos meios sindicais paranaenses, a UGT, que apoio a reeleição do governador Beto Richa (PSDB) e Aécio Neves (PSDB), foi a única centra a aprovar em assembleia geral moção contrária ao afastamento da presidente Dilma Rousseff; Paulo Rossi, presidente da entidade, encaminhou proposta durante plenária com 300 sindicalistas em Guaratuba, litoral do Paraná; no entanto, movimentos sociais e demais centrais se manifestaram “por meio de nota” contra o impeachment e prometem engrossar manifestação no dia 16 em favor da democracia e contra o golpe.

As centrais sindicais, movimento estudantil e movimentos populares estão se organizando para a mobilização nacional em repúdio ao golpe do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) no próximo dia 16 de dezembro, quarta-feira.

No Paraná, a CUT, CTB, NCST, Força Sindical e até a UGT já se manifestaram contra o processo de impeachment aberto pelo presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Para o secretário geral da CUT Paraná, Marcio Kieller, a decisão do governador Beto Richa de apoiar o  impeachment deve reforçar o movimento contra o golpe no Estado. “Se o Beto Richa está a favor desse absurdo, muitos trabalhadores, especialmente os professores, devem se mobilizar contra o impeachment”, completou Kieller.

A Força Sindical do Paraná publicou uma nota se posicionando contrária ao golpe e também deve se juntar à mobilização do dia 16. Para a Central, o processo só vai atrasar ainda mais a retomada econômica, além de colocar em risco a democracia e os direitos trabalhistas e sociais.

As entidades do movimento estudantil (UPES, UPE, UBES e UNE) também estão mobilizadas e vão jogar peso na mobilização do dia 16. Centenas de estudantes de todo o Brasil estão acampados em Brasília desde quarta-feira (9) em frente ao Congresso Nacional, para pressionar os deputados contra o golpe do impeachment.

O presidente da UPE, Bruno Pacheco, afirmou que os estudantes vão às ruas dia 16 contra o golpe, mas também pressionar por uma nova política econômica, onde os ricos paguem pela crise. “Queremos a taxação das grandes fortunas e a repatriação de recursos enviados para o exterior”, completou Bruno.

Diversas entidades que estão se organizando no Fórum de Lutas 29 de Abril realizarão uma plenária neste sábado (12) para discutir os detalhes da mobilização. Participam deste Fórum a CUT, a APP-Sindicato, entre outras entidades e sindicatos.

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