Coluna do Requião Filho: Eduardo Cunha e Beto Richa, desmandos e trapaças

Deputado Requião Filho (PMDB) aborda em sua coluna semanal, nesta quinta-feira (17), no Blog do Esmael, a crise política nacional na qual a democracia dá sinais de fragilidade; segundo colunista, presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usa a crise para fazer chantagem contra o governo federal visando escapar da cassação por quebra de decoro parlamentar; Requião Filho também analisa o processo de impeachment contra Dilma Rousseff (PT), que, de acordo com ele, não tem base legal, pois, continua o colunista, pelos motivos apresentados o governador Beto Richa (PSDB) já teria sido removido do cargo há muito tempo; leia, ouça, comente e compartilhe.

Deputado Requião Filho (PMDB) aborda em sua coluna semanal, nesta quinta-feira (17), no Blog do Esmael, a crise política nacional na qual a democracia dá sinais de fragilidade; segundo colunista, presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usa a crise para fazer chantagem contra o governo federal visando escapar da cassação por quebra de decoro parlamentar; Requião Filho também analisa o processo de impeachment contra Dilma Rousseff (PT), que, de acordo com ele, não tem base legal, pois, continua o colunista, pelos motivos apresentados o governador Beto Richa (PSDB) já teria sido removido do cargo há muito tempo; leia, ouça, comente e compartilhe.

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Requião Filho*

Em um momento histórico em que o Brasil deve escolher pela permanência ou pelo afastamento  dos Presidentes do Executivo e da Câmara dos Deputados, a democracia mostra sinais de fragilidade. A crise política e a estagnação econômica  pós-eleitoral revelam inúmeros problemas, dentre eles a dificuldade dos brasileiros em se sentirem representados. Culpa do distanciamento dos partidos e dos políticos perante a sociedade.

Falar o assunto “política” é como tocar na ferida, é como falar daquilo que ninguém aguenta mais ouvir. Nas redes sociais, o ódio tomou conta do senso comum. Motivos não faltam!

O “Malvado Favorito dos Coxinhas” – Eduardo Cunha, por exemplo, enxergou na crise do Executivo, oportunidade perfeita de barganha e chantagem. Situação esta que ficou clara com o pedido de Impeachment da presidente transformado em processo.

Pedido de Impeachment que não possui base legal! Se assim tivesse, o governador Beto Richa já teria sido sumariamente cassado aqui no Paraná, no início deste ano, por conta de suas pedaladas fiscais realizadas após o exercício fiscal. Isto tudo sem contar as estranhas ligações com os auditores fiscais suspeitos de fraude na Receita Estadual, os escândalos pela falta de pagamento de precatórios, apropriação indevida dos fundos previdenciários dos servidores e da Criança e Adolescentes, além da violência contra os professores estaduais no massacre de 29 de abril.

O descontentamento é enorme. As denúncias de corrupção são inúmeras e aparecem estampadas nos telejornais a todo momento. É uma avalanche! Não tem como evitar o surgimento dos “haters” – pessoas que odeiam algo e se utilizam das redes sociais para dissipar este sentimento, puro e simples, sem dó nem piedade, instalando uma rede de ódio que preocupa e coloca em cheque a própria segurança da sociedade.

As forças políticas se esvaem, assim como a crise institucional que cresce e toma conta do país. E falar sobre isso é como caminhar sobre areia movediça o tempo todo! Sim, porque os interesses particulares dos representantes eleitos, na luta pelo poder a qualquer custo, estão se sobrepondo descaradamente aos interesses da Nação, insegura e desprotegida.

A verdade é que a política econômica está absolutamente equivocada e fazendo um arrocho em cima dos mais pobres. É preciso criar um pacto para a retomada do crescimento do Brasil. Se a economia vai mal, não há porque se voltar contra a democracia, mas sim pressionar o governo para mudar a política econômica que está acabando com o país. É preciso lutar pela manutenção do Estado Democrático de Direito, sob pena de passarmos a reviver os anos sombrios da história do Brasil. Há de se prezar pelo cumprimento da Lei, acima de qualquer coisa, e não perder a esperança de se fazer justiça!

Entrei para a política porque acredito que é possível SIM fazer a diferença. E recomendo que mais gente faça isso e se candidate, ao invés de ficar apenas compartilhando suas ideias nas redes sociais.

Esta semana, por exemplo, foi decisiva. E, no entanto, as galerias da Assembleia estavam praticamente vazias. O Executivo enviou, via “tratoraço”, uma série de projetos cheios de artimanhas e pegadinhas, na intenção de votar no atropelo, sem tempo suficiente para os deputados analisar cada ponto detalhadamente, fiscalizar, discutir e questionar. O resultado foram sessões pesadas e intermináveis, porque SIM precisávamos fazer a nossa parte e tentar evitar que mais absurdos fossem cometidos.

Como se vê, a democracia representativa envolve questões complexas e o eleitor precisa ser mais participativo, estar atento e comprometido nas próximas eleições. Tem que saber discernir o que é propaganda enganosa e o que é realidade, quem é o candidato que o representa e quem quer chegar lá só para fazer negociatas sem se preocupar com o bem comum e a causa pública.

*Requião Filho é advogado, deputado estadual pelo PMDB, vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, especialista em políticas públicas.

11 Comentários

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  1. I just want to tell you that I’m very new to blogging and absolutely liked you’re web site. Likely I’m going to bookmark your site . You really come with exceptional stories. Regards for sharing your website page.

  2. SOBRE A NOVA LEI DE CONSIGNAÇÕES:
    Associações de classe deveriam ter o direito de somente implantar a mensalidade associativa, e nada mais.
    Implantaram código ALUGUEL DE CASA, somente para promover DESPEJOS e humilhar famílias que vivem há mais de cinco décadas em moradias cedidas no passado, sem exigência de Contrato por ser um BENEFÍCIO SOCIAL.

  3. Uma coisa é certa. Todos os políticos sabem onde o calo dói no pé do seu colega de Congresso, Assembleias e Câmaras Municipais. Isso que está ocorrendo com Cunha, só está ocorrendo porque foi um país sério e respeitador das leis e de seu povo que o desmentiu em público quando afirmou que não tinha contas no exterior. E cabe nós brasileiros a partir destas eleições de 2016 a começar a eleger gente séria e comprometida com os valores morais e ética, porque os que hoje nos “representam” é de deixar qualquer um com vergonha de ser brasileiro por este aspecto.

  4. Engraçado o nobre deputado Requião Filho, faz bravatas e criticas a outros setores e instituições, mas nem mesmo dentro do PMDB Estadual ele é tão VALENTE a nível de Expulsar os senhores Luiz Cláudio Romanelli e Orlando Pessuti e Doático. Deputado Requião Filho acredito que você e seu pai deveriam primeiro colocar os pingos no iiiii, aqui no Paraná e enquadrar esses que faltam com a Fidelidade do PMDB, para depois cobrarem e escrever assuntos de outros segmentos.

  5. DILMA é a única garantia de que as investigações cheguem a um final feliz.
    O impeachment dela esta sendo orquestrado por aqueles que assinaram um compromisso com a roubalheira geral da nação.

  6. E o deputado podia aproveitar e declinar o nome, caso exista na honrada Alep, de quem entrou na política para fazer negociatas sem sem preocupar com o bem comum e a causa pública. Caso não haja nenhum nome, vamos considerar que são todos honrados e estamos bem representados. Como digo, na prática a teoria é outra.

    • Li o texto do deputado e não encontrei nenhuma referência que desabonasse a Alep, ainda que essa casa de leis tenha lá seus defeitos. Parece que você não leu o texto, na urgência de fazer uma crítica. Sugiro que você leia o texto e que pare de ser tão verborrágico.

      • Beijo no seu coração.
        Aproveitando, li o texto.
        Você deve viver em uma realidade paralela. Minhas críticas são relacionadas com a forma de se fazer política no país, sobre essa cumplicidade que existe entre os políticos, mesmo os honestos. Se você acha normal, ok, respeito sua posição, mas vou continuar achando que o modelo precisa ser reinventado.

  7. O discurso de indignação é o mesmo de sempre, mas nunca vi ninguém do PMDB denunciar o Cunha antes das barbaridades descobertas pelos pobres mortais, porque quem é político já sabia disso faz tempo. Agora chutam o cachorro morto. Também nunca ouvi seu pai, ou outro político do PMDB, questionar a situação do Renan, seu colega de Senado, picareta profissional, milionário com a política. Defendo, desde sempre que há uma ética perversa entre os políticos, que permite um eventual discurso mas nunca medidas concretas. Foi assim quando o Richa assumiu seu primeiro governo e acusou seu pai de ter deixado uma dívida enorme do estado. Salvo engano, nem o Richa propôs alguma ação, nem seu pai contra as afirmações dele. A mesma coisa entre o Fruet e o Ducci. Política no Brasil se tornou a arte da enrolação, da dissimulação e um dos caminhos mais fáceis de enriquecer desonestamente. O povo está bem cansado destes discursos vazios. Você pratica a mesma velha política de sempre, apesar da pouca idade.

    • Esse seu discurso interminável de que nenhum político presta só atende aos interesses daqueles que realmente não prestam. Seu raciocínio, se de boa fé, é resultado da sua incapacidade de avaliar o cenário político.
      Tente sair do senso comum, abstenha-se de frases feitas e informe-se melhor, que você conseguirá separa o joio do trigo.

      • Os que eu citei, Cunha e Renan, não prestam. Os que prestam não tem voz, porque o Congresso é dominado pelos picaretas. Até o Sarney se aposentar parecia que só ele ou o Renan podiam ser presidentes do Senado. Hoje, só o Renan. Quanto à incapacidade de análise do cenário político, isso é muito subjetivo e depende de inúmeras variáveis, portanto não vale a pena discutir isso aqui.