Blog do Esmael

A política como ela é em tempo real.

25 de dezembro de 2015
por esmael
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Racha tucano divide direita em 2018

do Brasil 247

A unidade sempre foi um objetivo difícil de ser alcançado dentro do PSDB. E mesmo agora, diante das fragilidades do atual governo e da perda de apoio do PT na sociedade, os tucanos não mudam este quadro. Pelo que sinalizam suas principais lideranças, essa fragmentação tende a ganhar contornos mais sérios com o lançamento de várias candidaturas em 2018, por diversos partidos em busca do lugar ocupado hoje por Dilma Rousseff. Os senadores Aécio Neves, José Serra e Álvaro Dias e o governador Geraldo Alckmin poderão ser candidatos a presidente na próxima eleição. No quadro que se desenha, Aécio é o único que se manteria no PSDB. Alckmin começa a acenar para o PSB e José Serra deseja abrigo no PMDB, enquanto Álvaro Dias é o mais adiantado neste assunto: ele já anunciou que se filiará ao PV para disputar a presidência. Em se confirmando este cenário, como ficará a direita no Brasil e quem terá mais chances de se tornar o principal adversário de Lula? O ex-presidente caminha para disputar novamente o comando do país, fortalecido numa ampla frente de esquerda.

Desde 2002 que os tucanos não marcham unidos nas eleições presidenciais: Serra, Alckmin e Aécio se alternaram nas disputas contra o PT, sempre levando a pior. E um dos motivos apontados em todos os pleitos foi a falta de empenho da parte de um pelo outro. Mas para 2018, esta divisão pode chegar ao extremo, com os tucanos deixando seus ninhos para se enfrentarem de frente, sem subterfúgios. Os demais partidos acompanham a movimentação de forma atenta. Tanto PSB quanto PMDB desejam lançar candidatura própria a presidente, mas não possuem nomes nacionais ou candidatos naturais entre seus filiados para concretizar tal intento. No caso do PSB, o diretório paulista comanda hoje a legenda e é muito próximo de Alckmin, tanto que o vice-governador do Estado, Márcio França, da sigla socialista, é o maior entusiasta desta possibilidade. Já o PMDB, extremamente tocado pela operação Lava Jato, pode ter em Serra um nome nacional para se lançar à disputa.

O PSB aposta no acirramento da disputa interna no PSDB entre Alckmin e Aécio e já se prepara para receber o governador paulista. O assunto já foi tema inclusive de reuniões da Executiva da legenda. A ideia é trabalhar com o surgimento de “um novo Alckmin”, que foi contra o acordo da bancada tucana na Câmara com Eduardo Cunha e um dos últimos do PSDB a embarcar na tese do impeachment de Dilma (leia aqui). Em publicação desta sexta-feira (25), o jornalista

25 de dezembro de 2015
por esmael
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Centrais sindicais cogitam abandonar defesa de Dilma, caso governo ataque conquistas dos trabalhadores

Centrais sindicais cogitam abandonar Dilma, caso governo ataque conquistas dos trabalhadores

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Única dos Trabalhadores (CUT), ambas entidades que foram ao combate das ruas contra o golpe, podem abandonar de vez a defesa da presidente Dilma Rousseff (PT) caso o governo leve adiante a Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, em nota oficial, considera essas reformas “ataques aos direitos e conquistas que a duras penas foram acumulados ao longo da história de lutas da classe trabalhadora brasileira”.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, também em nota oficial, afirma que o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, repete o discurso do antecessor Joaquim Levy.

“O povo quer a Dilma que elegeu. Esse foi o canto que ecoou nas ruas em todas as manifestações que fizemos, especialmente, a do último dia 16, quando milhares de pessoas foram às ruas de mais de 70 cidades do Brasil e o Distrito Federal dizer que quer a Dilma que elegeu”, exortou o dirigente cutista.

Para Miguel Torres, presidente da Força Sindical, o governo quer nas costas dos trabalhadores “apenas para mostrar ao mercado que realmente vai buscar o equilíbrio fiscal”.

As centrais têm razão na reação, pois essas reformas colocarão em jogo a existência da organização sindical e, com certeza, se levadas a cabo, extinguirão a maioria dos sindicatos brasileiros com o intuito de beneficiar o capital em detrimento do trabalho.

A seguir, leia a íntegra as notas oficiais da UGT e da CUT:

Nota oficial da UGT:

Aumentar exclusão não desenvolve a Nação

Mais uma vez, se anunciam às vésperas do Natal medidas que só fazem prever um Ano Novo repleto de tristezas e incertezas para os trabalhadores e suas famílias.  Novamente, erra no alvo e na forma o Governo Dilma. Atropela o diálogo com as Centrais Sindicais e arbitrariamente aponta a tesoura dos cortes ao muito pouco que o Estado Brasileiro retorna aos trabalhadores efetivamente contribuintes da Previdência Social. Enquanto isso, nada é apresentado para conter a verdadeira sangria do Tesouro Nacional, representada pelos privilégios e favores bilionários que sustentam as castas de uma elite empresarial e política que vive de sugar o Estado Brasileiro.

Escolher este momento de grave crise, com o País à beira da depressão econômica, para propor Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista é um verdadeiro crime de lesa-trabalhador. Falar em negociado sobre o legislado, terceirização e outras flexibilizações, enquanto o desemprego cresce descontroladamente é dar cobertura do Governo à negociação entre a corda do patrão e o pescoço da classe trabalhadora.

UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES rejeita e repudia a adoção de medidas nas áreas previdenciária e trabalhista tramadas em gabinetes, à revelia das mesas de negociação e concertação das quais participam as Centrais Sindicais e as organizações de aposentados. Reafirmamos nosso empenho pela adoção dos consensos estabelecidos no Compromisso Pelo Desenvolvimento, firmado entre as Centrais Sindicais e setores empresariais realmente preocupados em tirar o Brasil do atoleiro em que foi lançado.

Por tudo isso, a UGT conclama os brasileiro

25 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna do Bruno Meirinho: O valor humano do Natal

natalsBruno Meirinho*

O exemplo de Cristo, motivação sagrada do Natal, fica em segundo plano diante do consumismo que dominou a celebração deste dia.

Em uma sociedade que passou a considerar a religião algo careta ou uma crendice, o evento sagrado foi incorporado às celebrações “mundanas” do ano novo que, em si, não têm nada de errado. Mas essa mistura tem afastado qualquer valor imaterial desta data.

O que nos falta é considerar com a importância que merece o significado deste dia, ainda que tenha sido definido em data arbitrária, ainda que utilizado para substituir, no passado, datas de confraternização pagãs ligadas ao solstício de dezembro.

O fato de o natal ter se tornado uma festa global, que domina o mundo ocidental, é, seguramente, fruto de uma hegemonia cristã de séculos e que não merece defesa, já que foi constituída sobre práticas violentas e intolerantes.

25 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna do Marcelo Belinati: Contra a gana arrecadatória dos governos

Marcelo Belinati*

Gostaria de chamar a atenção para o projeto (PL 3178/2015) que apresentei proibindo aumentos abusivos nas tarifas públicas, especialmente nas contas de luz e água.

Fim de ano em Londrina e o prefeito já anunciou 3 aumentos de uma única vez: 121% de aumento da taxa de iluminação pública, aumento do IPTU e aumento da tarifa de transporte coletivo, que ainda não teve índice divulgado.

É uma tendência de quase todos os governos, quando a coisa aperta, joga a conta no colo da população.

Visando coibir aumentos abusivos e proteger a população dessa gana arrecadatória dos governos, apresentei projeto que, além de beneficiar a população de um modo geral, caso seja aprovado e vire lei, vai beneficiar o setor produtivo (indústria e agricultura), o comércio e também o setor de prestação de serviços.

Aliás, essa iniciativa é fruto muitas reuniões de trabalho que tive com representantes da indústria e agricultura, do comércio, do setor de prestação de serviços, entidades de classe, com a sociedade civil organizada, associações de bairros e também com pessoas da população.

Os governos de modo geral, com uma visão distorcida da realidade, têm a tendência, de quando as coisas não vão tão bem, de jogar a conta no colo da população aumentando impostos e tarifas públicas.

Isso desaquece a economia, gera desemprego, quebra empresas, atinge em cheio o cidadão (que muitas vezes não tem sequer condições de pagar a conta), prejudica a sociedade como um todo e, como que num círculo vicioso, a longo prazo prejudica também o próprio governo.

Pra acabar com esse verdadeiro abuso, apresentei projeto de lei para que as concessionárias nunca possam aumentar a conta de luz/água em índices maiores que o inflacionário medido pelo INPC/IBGE.

Precisamos de efici