Por Esmael Morais

2015, o ano que teima não terminar para os educadores do Paraná

Publicado em 18/12/2015

Além disso, a pressão para o fechamento de turmas é forte. Muitas escolas estão recebendo dos Núcleos Regionais de Educação autorização para abrir somente um terço das turmas iniciais de ensino fundamental ou médio em relação às deste ano. Por exemplo, se uma escola tem “três” sextos anos, a orientação é que só abra “um” no ano que vem. Os alunos restantes que procurem outra escola.

Desta maneira, Beto Richa quer tocar em frente seu plano momentaneamente frustrado de fechar turmas e escolas. Menos turmas representam menos professores, menos pedagogos, menos funcionários e menos recursos para a educação.

Toda essa pressão sobre os educadores vem “coroar” a ano em que eles sofreram calotes em progressões, atraso no pagamento dos terços de férias, tentativa de retirada dos quinquênios, confisco do fundo de aposentadoria e tiveram sonegado o direito à data-base.

Isso tudo sem falar no massacre de 29 de abril, na rede de intrigas e mentiras montada pelo governador Beto Richa para denegrir a imagem dos professores, na mudança das regras para a eleição dos diretores de escola, só para citar os ataques mais sofridos.

A resistência dos professores conseguiu manter a categoria de cabeça erguida, mas, literalmente, a custa de sofrimento e sangue dos servidores. Muitos, inclusive, adoeceram nos últimos meses devido à jornada excessiva.

Os educadores, estudantes e comunidades escolares só querem paz para tocar a vida em frente e cumprir seu papel da melhor maneira possível. Mas Beto Richa está obstinado em destruir a educação pública estadual.

Neste sentido, com a chegada de 2016, o Blog do Esmael renova sua condição de aliado — de forma altruísta — na trincheira em defesa das conquistas do magistério.