Coluna do Enio Verri: Baixa adesão frustra golpe contra a democracia

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Em sua coluna desta terça-feira, o deputado federal Enio Verri (PT) comenta o fracasso das manifestações pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) no domingo (13) por todo o País. Segundo ele, a desarticulação das manifestações mostram que a oposição escolheu o lado obscuro do golpismo atentando contra a democracia nacional. Leia, comente e compartilhe.

Enio Verri*

De exilado na ditadura militar a patrocinador de um processo de impeachment baseado em atos políticos e não legais, as estranhezas que rondam a trajetória do senador José Serra e do PSDB refletem o metrô desgovernado que se encontra a oposição brasileira.

A desarticulação das manifestações nas ruas contra o impedimento da presidente Dilma Rousseff, promovidas por setores da direita e apropriadas por opositores, não só comprovam que, novamente, a oposição escolheu o lado obscuro, como ainda, a desorientação de uma pequena parcela que pede menos democracia.

Representado por lideranças do PSDB, patos de borracha, camisas com frases ofensivas e a presença de subcelebridades, como Alexandre Frota, os protestos se enfraquecem ao passo que seus atores agridem minorias e assumem a defesa de Eduardo Cunha, atolado em denúncias de corrupção.

Posições questionáveis até mesmo para os eleitores e apoiadores de uma elite que a todo custo, mesmo que represente o fim de avanços e garantias de um estado democrático, visa a tomada do poder e a retomada de um projeto que prevalece as individualidades e desigualdades.

Todavia, é imprudente e irresponsável ignorar as demandas que pairam sobre o momento político, assim como, comemorar qualquer resultado das manifestações. O Brasil pede e quer união e solidez política para superar o momento de dificuldades econômicas e retomar o desenvolvimento econômico, conhecido na última década.

A baixa adesão nas manifestações desse fim de semana, reitera a posição contrária da população a qualquer tentativa de golpe a democracia e as garantias do voto popular, assim como, para acordos obscuros que visam a deposição de uma presidenta democraticamente eleita. Entretanto, ainda assim, levanta questões a serem refletidas, como a corrupção endêmica.

O Brasil não carece de uma ponte para o futuro. E, sim, de retomar os trilhos do desenvolvimento social e econômico, fruto de políticas públicas e programa de governo do Partido dos Trabalhadores durante os últimos 13 anos. O mesmo que sofre ataques preconceituosa de uma elite, mas que mundialmente é reconhecido pelos avanços sociais conquistados.

Optou-se, com o voto de mais de 50 milhões de brasileiros, pelo PAC, Minha Casa Minha Vida e protagonismo mundial, renegando os tempos de FMI, privatizações e desemprego desgovernado. Cabe, assim, o respeito à democracia e união para o fim da crise política que tanto prejudica nosso País.

*Enio Verri é deputado federal, presidente do PT do Paraná e professor licenciado do departamento de Economia da Universidade Estadual do Paraná. Escreve nas terças sobre poder e socialismo.

12 Comentários

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  1. REFORMA POLÍTICA JÁ!
    NÃO DÁ MAIS PARA CONVIVER COM ESSE CAOS NO PAÍS!

  2. O problema é que temos tanto a manifestar, que chega a ser exaustivo! Temos que trabalhar para pagar as contar, e os impostos abusivos!

    Se vcs deputados, e demais políticos, exercessem os cargos com ética, honestidade e respeito ao próximo, não precisaríamos sair muitas e muitas vezes para protestar.

    Agora que essa política brasileira virou uma vergonha, há isso virou!

    São poucos nos quais podemos confiar. Então como está chegando o final de ano, e de reflexão, esperamos que SEJA FEITA A JUSTIÇA NESSE PAÍS!!!!

    E QUE OS POUCOS QUE AINDA
    SÃO DO BEM, CONTINUEM FIRME NO TRABALHOS ÁRDUO DE FORMAR UM PAÍS MELHOR.

    CONTAMOS COM VCS!

  3. O Enio é professor da Universidade Estadual de MARINGÁ – UEM…bom artigo e com reflexões lúcidas. É lamentável o processo seletivo a que se propuseram os grandes veículos de comunicacão.

  4. Este tal de John não sabe a diferença de Capitão de Fragata com Cafetão de gravata.

    • Henrique, do alto de sua cultura e conhecimento, por favor só me esclareça 2 fatos recentes: a operação do Bumlai, o amigão do Lulla e o Delcídio. Pegou 12.000.000 do renomado e conhecido Banco Schahim (você conhecia o banco???|)e depois, pela bondade dos donos, quando tiveram um contrato com a Petrobrás, perdoaram a pequena dívida. O Delcídio era o líder do governo no senado, amigão do Lulla e porta aberta no Planalto. Foi gravado na maior maracutaia e preso (se não fosse gravado, o que o PT diria da história??)Tudo normal?
      Traga argumentos, porque seu partido tem muita gente presa, alguns pela segunda vez.
      Beijo no coração! kkkkkkkkkkkkkk!!!!!!

    • Vixi Hemrique…o Bumlai disse que deu os 12.000.000 para caixa 2 do PT, para fazer inclusive pagamento a um chantagista!! Eu sei que pra você ele deve ser funcionário da Globo ou da Veja, talvez filho do FHC ou do Aécio e que o PT jamais usaria caixa 2 por ser um partido limpo que teve 2 tesoureiros presos por conluio do PSDB com a FIFA e a CIA, mas que complica não dá pra negar. kkkkkk!!! Contra fatos, não há argumentos sabidão.

  5. Nada mais falso, essa idéia do golpe. Até agora, ao contrário de 64, a maioria dos setores empresariais( bancos, empreiteiras e agronegócio) apoiaram o governo de Dilma que, a exemplo de Lula, os favoreceu com juros altos e benefícios fiscais que, só em 2015, alcançaram R$ 408 bilhões. A agitação do fantasma do golpe de 64 é uma tentativa do PT de distrair as massas do ajuste fiscal que é um verdadeiro golpe aos direitos dos trabalhadores. Que os ricos e os patrões paguem a conta da crise e não os trabalhadores!

  6. Quando o Collor foi cassado (e depois absolvido pela justiça)o PT participou ativamente e pulou de alegria. Não foram poucas as vezes, no governo do FHC, que o PT falou sobre impedimento. Agora, quando é contra a presidenta petista, é golpe? Golpe é ficar obstruindo, como o Cunha faz em relação a sua cassação. Golpe é ser intolerante com manifestações. Golpe é mentir nas eleições para garantir a vaguinha e continuidade no governo. Golpe é mentir sobre a real situação do país. Golpe é se aliar ao Maluf, para eleger o Hadad. Golpe é olíder do governo no senado ser um picareta que se não fosse a gravação o PT estaria defendendo com unhas e dentes (aliás, oimagine o que acontece que não chega aos nossos ouvidos). Golpe é ter amigo com dívida de 12.000.000 perdoada após contrato com a Petrobrás, aquela que abasteceu campanhas e o cofre do PT e petistas. Portanto deputado, se são apenas os 99 votos que o pai do Ferreirinha contabiliza contra a presidenta, chega de desespero e deixem o processo correr. Isso seria democrático. Golpe é chamar a imprensa de golpista, quando, se não fosse por ela, grande parte das notícias relacionadas ao PT não chegariam no povo, ou os blogs petistas, que são a parte boa da imprensa, publicariam? Esse discurso seu deputado, está vencido, todas as pesquisas mostram que a população apoia a saída da presidenta.

    • o que algumas pessoas como o sr acima não entendem, ” é que o povo não engole o golpe sendo tramado por um bando de corruptos em pele de cordeiro .”
      o BRASIL esta em crise e com problemas é verdade, mas com esses urubus o golpe não sai; eleições 2018 e boa sorte.

  7. Folga momentânea, deputado. O povo ainda demonstra fé nas instituições – mesmo sob suspeitas como cooptadas. Fachin, por exemplo, “nomeado” recentemente pela sua presidAntA.

    Polícia Federal agora mesmo adentrando as casas – e que casas, de mil gentes, com destaques para as de Eduardo Cunha, que vem se mantendo no cargo chantageando o Executivo.

    Saia até a janela para ouvir o grito de maaaaaaaadeeeeeeiraaaaaaaa, aquele dado pelo lenhador quando a árvore está prestes a tombar.

  8. Não mencionou Álvaro Dias, o articulista/golpista do Paraná, mais Beto Richa.

  9. Simples assim!
    Veremos a presença dos pro Dilma nesta quarta feira dia 16 e daí faremos a comparação.