Coluna do Requião Filho: A farra da propaganda com o dinheiro público

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Em sua coluna desta quinta-feira, o deputado estadual Requião Filho (PMDB) fala dos gastos desenfreados com publicidade promovidos pelos governantes. Ele cita o caso bizzaro da campanha da Prefeitura de Curitiba “pelo fim dos privilégios para deficientes”. “Brincadeira de mau gosto, propaganda ruim, dinheiro público jogado fora”. Leia, ouça, comente e compartilhe.

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Requião Filho*

Está aberta a temporada da gastança, das campanhas do poder público, sem pé nem cabeça, criadas para chocar, emocionar, convencer a população a qualquer custo. Estamos a menos de um ano eleitoral, período em que aparentemente tudo ainda é permitido, gasto fácil com dinheiro do cidadão, sem a menor cerimônia.

Parece que virou moda criar factoides, inventar um número de contratações, estampar em letras garrafais num banner, num jornal de grande circulação e esconder a verdade debaixo do tapete. Como fez recentemente nosso governador quando disse que havia contratado dez mil policiais. Onde? Em que planeta ele vive? Mentira tem perna curta, pelo menos até que alguém tropece no canto da sala e toda sujeira venha à tona!

Ser inovador é realmente fazer por merecer. Mas há de se tomar cuidado!

Uma brincadeira bem intencionada pode causar diferentes reações sobre a mesma ideia. Foi o que se viu esta semana em Curitiba. Uma campanha que ultrapassou os limites do bom senso e, ao invés de chamar atenção para um problema tão sério como a equidade de oportunidades e acessibilidade aos deficientes físicos, levantou a indignação e a ira da população.

Um deslize grotesco, uma campanha arriscada de repercussão negativa, criada pela equipe “brilhante” de comunicação das capivaras de Gustavo Fruet. Se o objetivo era causar repulsa, desaprovação, ódio e arranhar a imagem da “PREFS”, parabéns, atingiu-se o objetivo de maneira genial!

Até a Comissão de Acessibilidade da OAB-PR repudiou a ação. Aliás, o sentimento neste momento é o mesmo em todos os cantos. Indignação. Brincadeira de mau gosto. Propaganda ruim. Dinheiro público jogado fora.

Poderiam ter investido estes recursos em fiscalização para multar de fato os pilantras que param em vagas para deficientes e não respeitam os acessos às pessoas com mobilidade reduzida. É fácil jogar uma propaganda que choca ao povo, do que realmente criar ações efetivas para denunciar e fiscalizar os infratores.

Este tipo de atitude precisa ter um fim. Propaganda institucional tem que ser clara e objetiva, sem levar na brincadeira assuntos tão sérios. Vamos defender sim os direitos das Pessoas com Deficiência e à Acessibilidade, mas não é com outdoors grosseiros e de mau gosto que vamos alcançar este objetivo.

*Requião Filho é advogado, deputado estadual pelo PMDB, vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, especialista em políticas públicas.

9 Comentários

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  3. Comunicação social da prefeitura é uma tragédia,assim como a administração parasita

  4. O propósito do outdoor, a meu ver, era criticar as políticas de amparo aos deficientes. Porém, a despeito do que esperavam seus idealizadores, as pessoas reagiram. Então, criativamente, os idealizadores argumentaram que a intenção era chamar a atenção das pessoas para o problema dos deficientes. Rapidamente inverteram a dinâmica da propaganda.

  5. Com a palavra, o excelentíssimo secretário de comunicação social Paulo Vítola.

  6. Você fala em factóides, mas o seu pai foi o criador, entre outros, do Ferreirinha.
    Se o deputado é tão combativo, queria vê-lo agir contra os seus pares picaretas. Não vi sua indignação com o esquema gafanhoto do Nelson Justus, por exemplo. Vá para a Tribuna contra este tipo de gente que daí passará a ter o respeito do povo. Se ficar só no discurso, uma hora o povo cansa.

  7. Por favor, deputado, então defenda. Grotesca é a omissão constante de muitos que estão apontando o dedo agora.

  8. Isso sem falar nas propagandas da Copel e Sanepar; teve um tempo que tinha propaganda até da Sabesp de SP na Bandnews Curitiba!

  9. Me parece o Requiao talquinho se engana pois essa eh justamente funcao das instituicoes publicas no PR: rasgar dinheiro publico em coisas malfeitas. Isso contudo é o ganha pao de meia duzia de familias de mamadores que se tivessem no livre mercado, que retoricamente tanto pregam, nao teriam a minina chance pela falta de competencia.