2 de dezembro de 2015
por Esmael Morais
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Requião diz que “porras-loucas” da oposição têm apenas 99 votos pró-impeachment

cunha_requiao_dilmaO senador Roberto Requião (PMDB-PR), matemático nas horas vagas, chamou a oposição na Câmara de “porras-loucas” e acha que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) não passa por um motivo simples: os golpistas têm, no máximo 99 votos.

Veja o tuíte de Requião sobre isso:

Requião lembra aos navegantes que, para aprovar a admissibilidade do impedimento de Dilma seriam necessários 342  dos 513 votos na Câmara.

No início da noite desta quarta-feira (2), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou o pedido de impeachment de Dilma. O parlamentar está prestes a perder o mandato, pois é acusado de manter contas secretas na Suíça e prestar favores para o banco BTG Pactual. Leia mais

2 de dezembro de 2015
por Esmael Morais
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Cunha atira primeiro e abre processo de impeachment contra Dilma

do Brasil 247

Prestes a ser cassado por suas contas secretas na Suíça e também acusado de prestar favores ao BTG, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu aceitar nesta tarde o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff feito pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale e pela advogada Janaína Paschoal, e abraçado pela oposição.

Segundo Cunha afirmou em entrevista coletiva, a aceitação do pedido “tem natureza técnica” e o processo seguirá seu rito “normal, com amplo direito ao contraditório”. O pedido de impeachment cita as “pedaladas fiscais” pelo governo em 2014, segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que rejeitou as contas da gestão Dilma no ano passado, e a continuidade dessa prática contábil em 2015.

Na tarde desta quarta, o peemedebista tratou do assunto, em seu gabinete, com deputados de PP, PSC, PMDB, DEM, PR e SD.

A decisão do presidente da Câmara ocorreu poucas horas depois que a bancada do PT decidiu que votará pela continuidade da ação no Conselho de Ética que pede a sua cassação por quebra de decoro parlamentar.

Cunha também anunciou que autorizou a criação da comissão especial que irá analisar o processo de impeachment de Dilma. “Não falei com ninguém do Palácio. É uma decisão de muita reflexão, de muita dificuldade. […] Não quis ocupar a presidência da Câmara para ser o protagonista da aceitação de um pedido de impeachment. Não era esse o meu objetivo. Mas, repito, nunca, na história de um mandato houve tantos pedidos de impeachment como neste mandato”, ressaltou o peemedebista.

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2 de dezembro de 2015
por Esmael Morais
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“Turma do WhatsApp assumiu a campanha da situação?”, questiona oposicionista no Atlético

O empresário João Alfredo Costa Filho, candidato à presidência do Atlético, em entrevista ao Blog do Esmael, nesta quarta-feira (2), comemorou jantar realizado ontem com 1,5 mil torcedores. O evento serviu para apresentação e lançamento oficial da chapa oposicionista “Atlético de Novo”.

Assista ao vídeo sobre o jantar, de Luis Gumulski:

“Enquanto a chapa da situação está em crise, substituindo equipe de marketing a 10 dias da eleição, nós realizamos um evento vitorioso com torcida e ídolos”, comparou João Alfredo, que é colunista do Blog do Esmael. Ele escreve aos sábados sobre o tema “Bola na Rede”.

“Será que a turma do WhatsApp assumiu a coordenação da campanha situacionista?”, questionou o representante da chapa “Atlético de Novo”.

João Alfredo se referiu, sem dizer nomes, aos parceiros do atual presidente do clube, Mario Celso Petraglia, os coxas-brancas André Macias e Ricardo Gomyde. A amizade entre ambos teria se materializada durante disputa pela Federação Paranaense de Futebol (FPF).

A ironia do titular da chapa de oposição se justifica pela amizade entre Petraglia, Gomyde e Macias. Este último, ex-vice-presidente do Coritiba, caiu devido ao vazamento de conversas “politicamente incorretas” sobre companheiros de direção no Alto da Glória.

Ironias à parte, João Alfredo afirmou que ídolos eternos da torcida como Paulo Baier, Sicupira, Oséas, Paulo Rink, Alex, goleiro Roberto Costa, dentre outros, bem como de ex-presidentes do Atlético, apoiam a mudança sem “altruísmo”, sem querer nada em troca. “É por amor mesmo”, emocionou-se.

“Uma chapa tem o apoio do Sicupira, a outra tem o apoio do Doático Santos e da turma coxa-branca que toca o WhatsApp da situação”, comparou Leia mais

2 de dezembro de 2015
por Esmael Morais
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Scalco vai coordenar campanha de reeleição de Fruet em 2016

scalco_macO ex-ministro e ex-presidente de Itaipu Binacional, Euclides Scalco, um dos cardeais do PSDB nacional, será o coordenador-geral da campanha de reeleição do prefeito Gustavo Fruet (PDT) em Curitiba.

Scalco ainda não foi confirmado oficialmente para a missão, pois isso só ocorrerá após o Carnaval de 2016.

Uma capivara sabida que come as gramas da Prefeitura de Curitiba informou ao Blog do Esmael que a escolha de Scalco seria uma maneira de enfraquecer e diminuir a influência do capitão Ricardo Mac Donald na campanha e num eventual segundo mandato. Leia mais

2 de dezembro de 2015
por Esmael Morais
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Por unanimidade, comissão da Câmara pró-Bolsa Família aprova repúdio a Ricardo Barros

da Agência do Brasil
Por unanimidade, 30 deputados da Comissão de Seguridade Social aprovaram hoje (2) uma moção de repúdio a qualquer redução no orçamento do Programa Bolsa Família. A atitude foi tomada em meio a uma série de críticas, tanto de deputados governistas quanto da oposição, ao corte de R$ 10 bilhões no programa, proposto pelo relator do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP-PR). A unanimidade foi possível porque o relator já havia se ausentado da comissão, destinada a ouvir a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

“Continuo apreensiva [com o assunto], porque este seria um prejuízo muito grande para o Brasil, mas estou agora certa de que contamos com o apoio de um conjunto de deputados muito importante, que vão defender essa ideia e comprovar que temos de avançar com o país e com o Bolsa Família”, destacou a ministra.

“Não retire isso do povo brasileiro”, pediu o deputado Odorico Monteiro (PT-CE). “O que temos de tirar é essa percepção, no Brasil, de que desigualdade é normal”, acrescentou o deputado cearense.

Números

Segundo ela, caso a proposta de corte de R$ 10 bilhões no orçamento destinado ao Bolsa Família seja efetivada, 23 milhões de pessoas podem deixar o programa. Deste total, 11 milhões são menores de 18 anos, e 3,7 milhões, crianças e jovens de até 17 anos. Com isso, 8 milhões podem voltar à situação de extrema pobreza, o equivalente a 2,52 milhões de famílias. A Bahia pode ser o estado mais prejudicado por esse corte, com 706.061 famílias – ou 2,27 milhões de pessoas – saindo do programa.

O relator defendeu o corte. “O que proponho é um enxugamento, para que quem não precisa do Bolsa Família não o receba mais. E para que quem precisa dele, o receba. Tenho recebido os parabéns dos funcionários de limpeza, motoristas e de pessoas humildes por isso. Eles estão de acordo com essa reestruturação do programa. Se fizermos essa redução, ninguém que realmente precisa deixará de receber”, disse Ricardo Barros durante a audiência, após assistir à apresentação de Tereza Campello.

Segundo a ministra, 23,4% da população estava em situação de pobreza e 8,3%, em extrema pobreza em 2002. Percentuais que, em 2015, caíram para 7% e 2,5%, respectivamente, graças ao Bolsa Família. Além disso, o percentual de estudantes de 15 anos da rede pública que estão na série esperada saltou de 32,1% para 58,2%, entre os 20% mais pobres. “É um aumento de 80%”, enfatizou a ministra. Entre os 80% com melhor renda, o salto foi de 63,1% para 78,8%. “Essa é uma vitó Leia mais

2 de dezembro de 2015
por Esmael Morais
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Polêmica dos outdoors “contra privilégios deficientes” chega à Assembleia Legislativa do Paraná

requiaofilho_outdoor_fruetO deputado estadual Requião Filho (PMDB), ao Blog do Esmael, nesta quarta-feira (2), adiantou que pedirá da tribuna esclarecimentos à Prefeitura de Curitiba sobre a campanha contra os deficientes espalhada em outdoors na capital paranaense e nas redes sociais.

O parlamentar quer saber quanto custou, quem pagou, onde foi veiculada e qual o resultado prático além do ódio despertado pela errante campanha da equipe do prefeito Gustavo Fruet (PDT).

“O Gustavo Fruet faz falta no parlamento. Ele poderia ser um bom deputado estadual, nosso colega aqui na Assembleia, mas como chefe do executivo…”, disse Requião Filho. Leia mais

2 de dezembro de 2015
por Esmael Morais
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Governadores do PT dão show de aprovação; Camilo Santana, do Ceará, tem 58%, diz Paraná Pesquisas

camilo_richaO instituto Paraná Pesquisas foi ao Nordeste brasileiro, entre os dias 21 e 24 de novembro, onde entrevistou 1.340 eleitores, em 60 municípios do Estado do Ceará, e tirou a seguinte conclusão: os governadores do PT estão dando show de aprovação país afora.

Segundo a sondagem, 58% dos eleitores cearenses aprovam a administração Camilo Santana (PT).

A título de curiosidade, na semana passada o mesmo instituto realizou levantamento em Minas Gerais. Lá, a exemplo do estado nordestino, o governador Fernando Pimentel (PT) tem 54% de aprovação.

Por outro lado, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), de acordo com a Paraná Pesquisas, é o pior avaliado do Brasil com 73% de rejeição. Leia mais

2 de dezembro de 2015
por admin
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Eleição para diretores de escolas testa “democracia” de Beto Richa

Professores, funcionários, pais e alunos escolhem nesta quinta-feira (3) novo diretor de 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná. O processo eleitoral envolve, direta e indiretamente, cerca de seis milhões de paranaenses. O mandato do gestor eleito será de quatro anos.

Portanto, amanhã será mais um capítulo de uma conturbada novela que vem desde o adiamento nas eleições que seriam no ano passado, até a proposição de novas regras pelo governador Beto Richa (PSDB), e a aprovação da nova lei pela Assembleia Legislativa.

Todo esse processo vem sendo marcado por um lado pela tentativa de Beto Richa em emplacar seus aliados no chão da escola; e por outro pela resistência de professores, estudantes e comunidades escolares para garantir o mínimo de democracia e autonomia de pensamento das instituições de ensino.

Nas eleições desta quinta-feira não será diferente. Em muitas escolas vão estar na disputa dois projetos distintos. Um mais democrático, de valorização da educação pública, de valorização dos servidores. Outro partidário do governador, representando o massacre de 29 de abril e a escola que não pensa.

Parece uma disputa simples, menor. Mas ela poderá fazer toda a diferença para planos de Beto Richa. Basta lembrar que foi a mobilização das comunidades escolares, a partir das escolas, que reverteu momentaneamente a intenção do governo de fechar cerca de 150 escolas por todo o estado.

Com diretores favoráveis e obedientes às ordens do governo, a resistência fica mais difícil.

Várias lideranças políticas estão se engajando nessa batalha. O senador Roberto Requião (PMDB), pede através de um vídeo que as comunidades não votem em diretor que apoiou o massacre dos professores no último dia 29 de abril.

Com o voto universal, aumenta o peso do voto dos estudantes e pais e diminui a importância do voto dos professores e funcionários. Assim, fica mais fácil usar estruturas políticas locais, de aliados do governador, para mobilizar e fazer campanha.

Por isso, mais do que nunca é importante a presença e o diálogo dos professores e servidores com as comunidades.

O que está em jogo é o futuro das escolas públicas do Paraná.

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2 de dezembro de 2015
por Esmael Morais
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Alckmin reprime estudantes em protesto contra fechamento de escolas em SP; presidenta da UBES é presa

O estudante Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), foi presa ontem (1) à noite em São Paulo durante protesto contra fechamento de escolas pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB).

A “reorganização” tucana também está em curso no governo Beto Richa (PSDB), no Paraná, que trama o fechamento de escolas “silenciosamente” na virada do ano.

Camila, ex-presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), agora na condição de dirigente estudantil nacional, participava ontem de manifestação promovida pela Escola Estadual Maria José, na Bela Vista, no centro da capital paulista.

A presidenta da UBES Camila Lanes, que é colaboradora do Blog do Esmael, foi solta em seguida, mas a polícia chegou a agredir e prender outros 4 manifestantes.

No Paraná, a UPES segue se preparando para ocupações em caso de fechamento de escolas pelo governador Beto Richa. O novo presidente da entidade, Matheus dos Santos, em entrevista ao Blog do Esmael, avisou o tucano: “Se fechar escolas, a gente ocupa”.

Com informações do Portal Vermelho. Fotos: Sérgio Silva e Jornalistas Livres

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2 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna do Rafael Greca: Não existe área calma onde ronca a motosserra

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Rafael Greca*

Três imagens recentes traduzem bem a desorientação do atual prefeito de Curitiba.

A primeira, o massacre das magnólias da Inácio Lustoza, derrubadas cruelmente pela prefeitura.

A segunda, o outdoor-pegadinha dos deficientes, narcisismo da infrutífera gestão publicitária municipal — que chamou mais atenção para a campanha que para o problema, feriu o CONAR, recebeu nota negativa da OAB-PR e foi rejeitado, como “brincadeira de mau gosto”, pelas sérias entidades que lutam com o devido respeito e cuidado pela inclusão dos nossos irmãos deficientes.

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E a terceira, a mal ensaiada jogada de rompimento do prefeito com o queimado PT na véspera da eleição, para escapar da ira de uma Cidade capital da Lava-Jato.

Sobre a primeira, disse o seguinte: não existe área calma onde ronca a motosserra. Foi o pensamento que saltou-me diante da cena terrível das perfumadas magnólias massacradas na rua onde fui menino, rua da casas de meus pais e meus avós,a rua Inácio Lustoza.

A troca do perfume de magnólias centenária pelos abusivos radares Consilux — máquinas mortas da indústria da multa, metálicas, sem folhas, sem perfume, sem viva natureza — desencadeou na consciência curitibana uma revolta e um processo de reflexão: a que ponto chegamos?

Que inconsciência é esta que desadministra Curitiba, capital que consagrou a área verde como princípio urbano?

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2 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna do Alvaro Dias: Congresso precisa avançar para o Brasil ser passado a limpo

Alvaro Dias*

Neste triste momento que vivemos, no Congresso Nacional e no País, há missões que são espinhosas, mas inevitáveis. O Senado Federal, na esteira do que decidiu o Supremo Tribunal Federal, viveu um desses momentos que podemos considerar trágicos, mas no cumprimento de uma responsabilidade que não se transfere.

Esse levantar de tapete pela Operação Lava Jato sinaliza para um novo tempo neste País. O Supremo Tribunal Federal certamente ressuscitou esperanças ao decidir à luz da Constituição e da legislação vigente no País de forma implacável, determinando a prisão inclusive de um colega senador.

São episódios negativos que enlutam a alma brasileira, mas certamente deles temos que retirar também o que há de positivo: a valorização do Supremo Tribunal Federal e a reconquista da confiabilidade e da credibilidade, ao adotar uma postura implacável diante dos escândalos de corrupção que envolvem os que têm foro privilegiado.

O STF sinaliza para essa postura nova, quando afirma que a impunidade não derrotará a justiça. E cabe também ao Congresso Nacional refletir sobre a sua responsabilidade. Não podemos ficar distanciados desses avanços promovidos pela Operação Lava Jato na esteira do trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público.

Há projetos de lei que não podem dormitar nas gavetas do Congresso. É importante o aprimoramento da legislação. Não podemos fazer prevalecer a tese de que a Operação Lava Jato é uma voz solitária, que ecoa no deserto. É preciso que Congresso Nacional responda às expectativas da sociedade brasileira aprovando propostas de lei que signifiquem o endurecimento à corrupção.

O Ministério Público apresenta dez medidas de combate à corrupção, mas há medidas já em tramitação no Congresso Nacional, como, por exemplo, a proposta de emenda constitucional que torna automática a perda de mandato do parlamentar condenado; o projeto que transforma a corrupção em crime hediondo e a proposta que acaba com manobras protelatórias nos julgamentos, entre outros.

Temos que assumir a nossa responsabilidade, votando a favor ou contra. Somos eleitos para decidir e não para cultivar a indefinição, sobretudo em matérias dessa importância. Precisamos avançar nesse momento tão importante para que o País possa ser passado a limpo.

*Alvaro Dias é senador pelo PSDB e líder da Oposição no Senado Federal. Ele escreve nas quartas-feiras para o Blog do Esmael sobre “Ética na Política”.

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