SindiUrbano: ‘Máfia chantageia por tarifaço no ônibus em Curitiba; de que lado está Gustavo Fruet?’

Presidente do SindiUrbano, Valdir Mestrini, ao Blog do Esmael, disse nesta sexta-feira (13) desconfiar que o prefeito Gustavo Fruet (PDT) esteja fazendo o jogo da máfia do transporte em Curitiba; “ele falou que anularia os contratos se houvesse decisão judicial, e agora que há decisão judicial, ele recorre”, fulminou o dirigente sindical dos trabalhadores da Urbs – a empresa que gerencia o transporte público na capital.

Presidente do SindiUrbano, Valdir Mestriner, ao Blog do Esmael, disse nesta sexta-feira (13) desconfiar que o prefeito Gustavo Fruet (PDT) esteja fazendo o jogo da máfia do transporte em Curitiba; “ele falou que anularia os contratos se houvesse decisão judicial, e agora que há decisão judicial, ele recorre”, fulminou o dirigente sindical dos trabalhadores da Urbs – a empresa que gerencia o transporte público na capital.

A máfia do transporte coletivo continua chantageando o prefeito Gustavo Fruet (PDT) para reajustar a tarifa técnica de R$ 3,21 para até R$ 4. Segundo as empresas, o sistema está a beira do colapso e se o valor repassado pelo poder público não aumentar, os ônibus não terão mais como circular.

Por outro lado, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que itens que “engordam” a tarifa técnica sejam retirados do cálculo, pois não fariam parte da composição direta dos custos. Se a decisão fosse acatada, não só a tarifa técnica, como também o preço da passagem poderia ser reduzido.

Só para citar o exemplo mais óbvio, o combustível entra com preço médio de mercado na planilha. Mas, pelo volume utilizado, as empresas compram direto das distribuidoras a preço de atacado, muito menor que o de mercado.

O diabo é que a Urbs, a empresa que deveria zelar pelos interesses dos curitibanos na área do transporte público, recorreu da decisão. Ou seja, a Prefeitura de Curitiba além de aceitar a chantagem, age como se fosse “advogada” da máfia do transporte.

Segundo o presidente do SindiUrbano, Valdir Mestriner, o Tribunal de Contas determina uma série de ações no seu relatório que já são obrigação da Urbs, mas que não são cumpridas. Isso faz com que a tarifa atual seja estabelecida por suposições e não por dados concretos.

O que as empresas querem é receber cada vez mais pelo serviço que prestam. Se a Urbs não cumpre seu papel de gerenciar e fiscalizar o sistema, as empresas apresentam os números que lhes forem favoráveis.

“O prefeito Gustavo Fruet (PDT) tem todos os elementos para anular os contratos com as empresas de ônibus. Exitem inúmeras irregularidades apontadas em relatórios da própria Urbs, do TCE, da OAB, da CPI da Câmara, do Sindiurbano, etc. Mas ele falou que anularia os contratos se houvesse decisão judicial, e agora que há decisão judicial, ele recorre”, completou Valdir.

Enquanto isso, o pequeno município de Tijucas do Sul, a 50 km de Curitiba, decidiu municipalizar o transporte público a partir do próximo dia 4 de dezembro quando vence a concessão de 25 anos.

A Prefeitura vai oferecer ‘tarifa zero’ para os 15 mil potenciais usuários tijucanos-do-sul. Atualmente, o serviço concessionado tem tarifa que custa entre R$ 3,50 e R$ 5.

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