Que isso dona ONU, que coisa feia!

Jornalista Renata Mielli, do Instituto Barão de Itararé, em relato direto de João Pessoa (PB), denuncia violência de agentes de segurança das Organizações das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (10), durante abertura do 10º Fórum de Governança da Internet (IGF2015); abaixo, leia o texto.

Jornalista Renata Mielli, do Instituto Barão de Itararé, em relato direto de João Pessoa (PB), denuncia violência de agentes de segurança das Organizações das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (10), durante abertura do 10º Fórum de Governança da Internet (IGF2015); abaixo, leia o texto.

Por Renata Mielli*

No exercício de sua liberdade de expressão, ativistas de organizações da sociedade civil brasileira fizeram um protesto silencioso e pacífico durante a sessão de abertura do 10º Fórum de Governança da Internet (IGF2015), evento promovido pela ONU e pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.Br), em João Pessoa, capital da Paraíba.

Os participantes do IGF levantaram meia dúzia de cartazes e uma faixa para chamar a atenção para a defesa da neutralidade de rede e os riscos que este princípio para o livre fluxo de informações pela Internet vem sofrendo no Brasil e no mundo. Também uma faixa protestando contra o projeto financiado pelo Facebook, o Internet.org.

O protesto foi reprimido pelos seguranças da ONU, alguns usando até de força física. Em seguida, os ativistas foram filmados, fotografados, alguns foram pressionados a mostrarem seus celulares e foram vigiados durante toda a sessão, numa explícita intimidação e violação da privacidade. Além disso, também tiveram seus crachás fotografados e retidos pela segurança, e foram impedidos de participar do IGF.

Tal repressão é incompatível com um evento que está, justamente, debatendo como proteger a liberdade de expressão na internet e como garantir a privacidade de quem usa a rede mundial de computadores.

Exigimos que os crachás sejam devolvidos e que o direito de cada um e cada uma em se expressar democraticamente seja preservado em um evento das Nações Unidas. Esperamos que as autoridades brasileiras se manifestem rapidamente para garantir que o acesso das organizações e ativistas não seja impedido.

João Pessoa, 10 de novembro de 2015

*Renata Mielli, jornalista, é do Instituto Barão de Itararé.

2 Comentários

Os comentários não representam a opinião do Blog do Esmael; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

  1. A ONU restringiu o fórum apenas aos estrangeiros, os brasileiros não tem acesso, fui fazer o cadastramento a 2dias no local do evento e voltei hj novamente o mesmo foi negado pois tem um prazo de 24h fizeram q eu preenchesse os mesmo documentos as 2 vezes. Forum restritos as delegações apenas. Detalhe: sou empresário do ramo de internet , prorietario de provedor na cidade local do evento, e nos pequenos provedores somos quem realmente promove a inclusao digital nesse país, indo onde está a população desprovida dos próvedores de grande porte estão.lamentável. Mais uma prova que o Brasil, mesmo sediando o evento,continua desprovido de autoridade. Falta de um governo que imponha respeito e não abra as perna para o mundo