Por Esmael Morais

Novas manifestações de repúdio contra o projeto “Escola sem Partido”

Publicado em 19/11/2015

No documento, os educadores afirmam que “a liberdade de consciência é a mesma para alunos, professores e também para os nobres deputados. Não fazemos doutrinação política em sala de aula, não precisamos dessa lei para guiar nossa conduta porque nosso discurso e ações na escola têm embasamento em nossa formação acadêmica”.

A APP-Sindicato também já se manifestou sobre a proposta com uma nota em seu portal fazendo uma análise detalhada do PL, mostrando a sua inconstitucionalidade.

Por outro lado, o blogueiro Angel Rigon identificou numa apostila da rede municipal de ensino de Caraguatatuba (SP), administrada pelo PSDB, questões que têm mais que doutrina e ideologia, têm incitação ao ódio partidário.

A apostila usa frases como: “O PT é ladrão, traidor e enganador.” e “Dilma, a presidenta, e seus 40 ladrões afundaram o país.”

Numa primeira leitura poderia se concluir que este material vai além da “doutrinação”. Mesmo assim, já existem mecanismos legais para coibir excessos como esses, sem a necessidade imposição de uma censura prévia aos professores.

O autor do projeto solicitou a suspensão da tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia. Essa é uma boa deixa para que ele retire de vez o projeto e desista de tentar impor a mordaça contra os professores do Paraná.

Confira a moção do Sismmac: 

http://www.esmaelmorais.com.br/wp-content/uploads/2015/11/mocao_mordaça.pdf