Novas manifestações de repúdio contra o projeto “Escola sem Partido”

mordacaNós já sabemos que o Projeto de Lei do deputado Gilson de Souza (PSC), da turma de Ratinho Júnior, que prevê a “mordaça” contra professores está patinando na Assembleia Legislativa do Paraná. Mesmo assim, estão surgindo novas manifestações de repúdio contra a proposta. São educadores e sindicatos pedindo diretamente aos parlamentares para que o projeto “Escola sem Partido” seja reprovado naquela Casa de Leis.

Uma das manifestações veio Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (SISMMAC), que, na qualidade de representante sindical do magistério da capital, enviou uma moção de repúdio aos “representantes do povo” (leia abaixo).

Além disso, professores e funcionários dos colégios Dom João Bosco e Colombo, ambos situados no município de Colombo, região metropolitana de Curitiba, enviaram um abaixo-assinado manifestado sua oposição à “escola que não pensa”.

No documento, os educadores afirmam que “a liberdade de consciência é a mesma para alunos, professores e também para os nobres deputados. Não fazemos doutrinação política em sala de aula, não precisamos dessa lei para guiar nossa conduta porque nosso discurso e ações na escola têm embasamento em nossa formação acadêmica”.

A APP-Sindicato também já se manifestou sobre a proposta com uma nota em seu portal fazendo uma análise detalhada do PL, mostrando a sua inconstitucionalidade.

Por outro lado, o blogueiro Angel Rigon identificou numa apostila da rede municipal de ensino de Caraguatatuba (SP), administrada pelo PSDB, questões que têm mais que doutrina e ideologia, têm incitação ao ódio partidário.

A apostila usa frases como: “O PT é ladrão, traidor e enganador.” e “Dilma, a presidenta, e seus 40 ladrões afundaram o país.”

Numa primeira leitura poderia se concluir que este material vai além da “doutrinação”. Mesmo assim, já existem mecanismos legais para coibir excessos como esses, sem a necessidade imposição de uma censura prévia aos professores.

O autor do projeto solicitou a suspensão da tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia. Essa é uma boa deixa para que ele retire de vez o projeto e desista de tentar impor a mordaça contra os professores do Paraná.

Confira a moção do Sismmac: 

http://www.esmaelmorais.com.br/wp-content/uploads/2015/11/mocao_mordaça.pdf

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