Indústria da multa atua sem contrato na “área calma” de Gustavo Fruet

À esquerda, a foto publicada pelo jornal Gazeta do Povo. Quem paga pela mudança dos radares para a 'área calma'.

À esquerda, a foto publicada pelo jornal Gazeta do Povo; quem paga pela mudança dos radares para a “área calma”?

A novela da área calma de Curitiba teve mais um capítulo surreal nesta semana. Não pela restrição da velocidade em si, mas pelo ímpeto da administração municipal em implantar o programa mesmo sem ter condições e infraestrutura para isso.

Como todos sabem, a Prefeitura de Curitiba não tem contrato com a empresa Consilux, que é dona dos radares utilizados no trânsito da cidade.

A confusão começou em 2011, quando o programa Fantástico da Rede Globo veiculou reportagem apontando a existência de uma máfia da indústria da multa em diversos pontos do País, que manipularia licitações, pagando propina para obter contratos com prefeituras para a operação de radares e lombadas eletrônicas. Entre as envolvidas estaria a Consilux, que desde 1998 mantém contratos com a Prefeitura de Curitiba.

Devido à divulgação das denúncias e à repercussão nacional do caso, o então prefeito Luciano Ducci (PSB) havia determinado a suspensão do contrato com a Consilux, anunciando a “estatização” de radares e lombadas, o que de fato não se concretizou.

Para resumir a história, a Prefeitura paga até hoje mensalmente, em caráter emergencial, para a tal Consilux pela utilização dos radares. E são 16 desses aparelhos da Consilux que estão sendo instalados na dita “área calma”.

A primeira pergunta que surge é por que a Prefeitura simplesmente não faz uma nova licitação? Já se passaram quatro anos desde o rompimento e a Consilux continua atuando e faturando às custas das multas aplicadas nos curitibanos.

O advogado especialista em trânsito, Marcelo Araújo, chama atenção para um outro detalhe bizarro: quem está fazendo a mudança desses aparelhos? Não se trata de uma operação simples.

O jornal Gazeta do Povo publicou ontem (12) foto de um trabalhador, identificado na legenda como funcionário da Prefeitura de Curitiba,  instalando um dos radares. Mas é difícil acreditar que o poder público municipal tenha servidores com conhecimento técnico para mudar esses aparelhos de lugar.

Será que a Prefeitura de Curitiba agora inovou trabalhando para a Consilux, fornecendo, inclusive, servidores pagos pelo erário?

Quem vai pagar por essa operação? Será mais um aditivo emergencial ao contrato da Consilux que nem existe?

Isso tudo sem falar que 16 cruzamentos agora estão sem radares.

É claro que a Prefeitura tenta dar um verniz moderno, copiando um conceito que deu certo nas Marginais do Rio Tietê, em que a diminuição da velocidade máxima determinada pelo prefeito de São Paulo, Fernando Hadad (PT), resultou em menos acidentes e menos engarrafamentos.

Mas Gustavo Fruet deveria, pelo menos, fazer uma licitação decente e transparente para fechar a questão. Do jeito que está, fica evidente que a Consilux ainda tem poder e influência na administração municipal.

8 Comentários

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  1. I simply want to tell you that I am just beginner to weblog and really enjoyed you’re page. More than likely I’m want to bookmark your site . You really come with impressive stories. Many thanks for sharing your blog.

  2. Esqueceram de lembrar que CURITIBA e o estado do BRASIL que mais MULTAAAA , ridículo e ainda essa de 40 km/h curitibano em dia de chuva anda a 10 km/h agora com essa merda, o problema nem e este e sim MULTA MULTA e guardas corrutos blitzz em tudo que lugar pra multar.Ai vc se encomoda dias recorrendo 1, 2 e 3 instancia por guardas corruptos e mal treinados.Alem tambem dos FANTASMAS NAS SEOP (secretaria de obras públicas) nego que ganha 8mil reais e nunca apareceu para trabalhar ! Serio uma hora o brasileiro vai se injuiar de tanta sacanagem e vai explodir todos esses corruptos safados…

  3. Além da indústria da multa, tem outra questão, o trânsito de Curitiba já é lento, colocar radares de 40 km/h numa região tão grande é ridículo, agora sim que a cidade pára, pois com radar de 40 o povo andará à 10 km/h.

  4. Esqueceram de dizer que os mesmos radares que multam deveriam estar sendo usados para localizar veículos com alerta de furto ou roubo,mais por estar nas mãos da Setran,Ela não pode atuar sobre o tema.
    Dinheiro jogado fora!!!
    Aliás só para arrecadar!!!

  5. Zé Richa e Maurício Fruet devem estar se perguntando
    uma ao outro, em algum lugar da eternidade:
    Onde foi que erramos?!?

  6. Esmael, vc que é um blogueiro BAGUAL de autentico, não te entregues a um governo MEDIOCRE como esse do Gustavo Fruet. È a pior gestão da historia de CURITIBA, é um prefeito OMISSO e FRACO – um desastre em termos de gestão. É duro dizer mas um RATO JR é melhor mil vezes que essa tartaruga chamado Gustavus Fruits….Curitiba precisa retornar o que sempre foi em termos de URBANISMO e GESTÃO SOCIAL – Veja o absurdo da passagem, dos contratos que Frutis não mexe por medo dos tubarões….SALVEM CURITIBA DESSE MAL CHAMADO GUGA FRUITS>

  7. Este prefeitinho incompetente só sabe pintar faixas e instalar radares com o único intuito de arrecadação. Volto a repetir: Este é o pior prefeito que Curitiba já teve. Em 2016, vamos tirar Este sujeito da administração municipal Fora Fruet “calminho” para asfaltar e conservar ruas…

  8. Fruet é criticado em Curitiba e Haddad em São Paulo. Mas lá, apesar do bombardeio da mídia tucana, saiu esta boa notícia:
    “A agência de classificação de risco Fitch Ratings concedeu à Prefeitura de São Paulo a nota de crédito AA+ em nível nacional e BBB- em nível mundial. A classificação gradua a capital paulista com o selo de “bom pagador”, ou seja, com baixo risco de crédito. “São Paulo nunca teve grau de investimentos e nem podia pleitear isso, porque as finanças estavam em uma situação de insolvência.” (brasil247.com)