Faciap também diz não ao ‘pedágio mais caro do mundo’ de Beto Richa

Governador Beto Richa (PSDB) se isolou completamente na luta pela prorrogação do pedágio mais caro do mundo; Federação das Associações Comerciais do Paraná (Faciap), presidida pelo empresário Guido Bresolin Júnior, se posiciona oficialmente contra a medida que atrapalha competitividade de produtos do estado; liderados pela Federação das Indústrias do Paraná, a Fiep, cinco entidades do G7 são contrárias a perpetuação do modelo de pedágio nas rodovias do estado; enfim, o “Rei do Pedágio” está nu.

Governador Beto Richa (PSDB) se isolou completamente na luta pela prorrogação do pedágio mais caro do mundo; Federação das Associações Comerciais do Paraná (Faciap), presidida pelo empresário Guido Bresolin Júnior, se posiciona oficialmente contra a medida que atrapalha competitividade de produtos do estado; liderados pela Federação das Indústrias do Paraná, a Fiep, cinco entidades do G7 são contrárias a perpetuação do modelo de pedágio nas rodovias do estado; enfim, o “Rei do Pedágio” está nu.

A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), por meio de seu conselho administrativo, há pouco mais de uma semana, posicionou-se contra a prorrogação dos contratos do ‘pedágio mais caro do mundo’ como pretende o governador Beto Richa (PSDB).

O posicionamento da entidade é importante porque ela é uma das integrantes do G7 — o grupo das sete maiores do setor produtivo paranaense. A informação da manifestação contra a prorrogação dos contratos do pedágio é do site da Faciap.

Para os empresários do sistema Faciap, “o problema não está no pedágio em si, mas nos altos valores cobrados nas praças do Paraná, além das diversas e importantes obras ainda não realizadas nas estradas, e sem previsão de concretização”.

Além da Faciap, já se posicionaram contra a prorrogação do pedágio mais caro do mundo a Fiep (Federação das Indústrias do Paraná), Fecomercio (Federação do Comércio do Paraná), Fecoopar (Federação e Organização das Cooperativas do Paraná) e ACP (Associação Comercial do Paraná).

Só querem a perpetuação das pedageiras nas rodovias do estado, até o ano de 2.050, as próprias concessionárias, o governador Beto Richa, conhecido como o “Rei do Pedágio”, e estranhamente a Faep (Federação da Agricultura do Paraná) e a Fetranspar (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná).

Ou seja, no mundo produtivo ligado ao G7, o placar é de 5 contra dois. Portanto, o lobby do pedágio perde esse debate de goleada para a sociedade e para daqueles que geram riqueza e trabalho.

A recente decisão da Faciap, que reforça a posição de vanguarda da Fiep, ocorre num momento em que a política de ampliação das praças de pedágio despertam interesse das editorias policiais, pois, na semana passada, o empresário Tony Garcia, amigo de infância do governador tucano, denunciou que há mutreta na Parcerias Público-Privada (PPP) para duplicar a PR-323.

De acordo com o amigo de infância de Beto Richa, a obra da PR-323, orçada em R$ 8 bilhões, prevê o depósito anual de R$ 95,7 milhões pelo governo do estado para ajudar a custear as despesas com a duplicação de 220 quilômetros da rodovia entre Paiçandu e Francisco Alves.

Segundo Tony, a forma de escolhida da Odebrecht — “única” interessada na obra — foi “criminosa”. E é sobre isso que o amigo de infância do governador se dispõe a falar aos deputados, se convocado pela Assembleia Legislativa.

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