Dilma corta R$ 530 mi de outros poderes. No Paraná, a farra continua

Pergunta que não quer calar, enviada ao Blog do Esmael por educadores: terá coragem o governador Beto Richa de cortar os privilégios dos outros poderes tal qual teve a presidente Dilma Rousseff, ou ele não está nem aí?

Pergunta que não quer calar, enviada ao Blog do Esmael por educadores: terá coragem o governador Beto Richa de cortar os privilégios dos outros poderes tal qual teve a presidente Dilma Rousseff, ou ele não está nem aí?

A presidente Dilma Rousseff (PT) propôs esta semana corte no orçamento do ano que vem para os outros poderes. A contenção de gastos tem a ver com a crise que abate o país.

Enquanto isso, nas terras das araucárias a história é outra.

O governador Beto Richa (PSDB) pôs à venda o Paraná, conforme projeto enviado à Assembleia Legislativa. Ele quer arrecadar R$ 100 milhões com a alienação de imóveis pertencentes ao estado.

O deputado federal João Arruda (PMDB) tem uma opinião sobre a “rifa” do tucano: “O governador queria fechar as escolas para vendê-las no pacote de imóveis do estado que ele resolveu leiloar.”

Para aonde irá esse dinheiro da venda do Paraná? Ora, para a farra sem-fim promovida pelo próprio Richa, Tribunal de Justiça, Assembleia e Ministério Público. Enfim, viagens internacionais, prorrogação de contratos de alimentação, etc.

Parcela da dinheirama arrecadada a custa do “couro” do contribuinte paranaense, através de tarifaços e impostos, e agora pela venda de patrimônio, pensa-se utilizar em benefícios como auxílio-creche para funcionários do Ministério Público e auxílio-saúde para servidores comissionados do Tribunal de Justiça.

Quanto ao auxílio-creche, trata-se de reivindicação justa por parte dos servidores do Ministério Público. No entanto, cabe ao Poder Público Municipal ofertar gratuitamente tal serviço.

O diabo é que o alto escalão desses poderes já abocanha auxílio-moradia de R$ 4,4 mil ao mês, mesmo residindo no mesmo município que atua profissionalmente.

Sem planejamento, o governo do estado pretende obter dinheiro fácil para gastar mal e tapar um buraco sem fundo chamado “auxilio-disso” e “auxílio-daquilo” para algumas categorias do funcionalismo público.

A Assembleia, por exemplo, embora a atual legislatura tenha piorado sua qualidade em relação as anteriores, a Casa teve aumento de 200% no orçamento nos últimos 10 anos. Por isso sempre “sobra” aquele “checão” frio que é “devolvido” ao governador, que o recebe com aquele sorriso amarelo.

Agora cabe a pergunta que não quer calar: terá coragem Beto Richa de cortar os privilégios dos outros poderes tal qual Dilma?

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