‘Custo Beto Richa’ também espanta a Bosch, que se manda para Índia. O melhor está por vir?

Trabalhadores paranaenses que estão prestes a perder o emprego perguntam a Beto Richa: "O melhor está por vir?"; promotores do Gaeco desconfiam que o Paraná só é competitivo para Nakano e Luiz Abi.

Trabalhadores paranaenses que estão prestes a perder o emprego perguntam a Beto Richa: “O melhor está por vir?”; promotores do Gaeco desconfiam que o Paraná só é competitivo para Nakano e Luiz Abi.

O gerente de recursos humanos da Bosch Curitiba, Duilo Damaso, em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, edição desta quinta-feira (5), afirmou que um dos motivos da empresa se transferir para a Índia, no continente asiático, são os custos da produção “em especial no Paraná”.

“Mas é fato que os custos de produção no Brasil, e em especial no Paraná, sofreram acréscimos nos últimos anos muito acima do resto do mundo”, disse o gerente ao repórter Fernando Jasper. A Bosch deverá perder a produção da bomba injetora VE para os indianos.

O ‘custo Beto Richa’ há tempos já é debatido no âmbito da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), por exemplo. Esse custo é recheado com pedágio, tarifas de água e luz, ICMS, dentre outros impostos elevados pelo governador tucano.

Ainda de acordo com a reportagem da Gazeta, em setembro último, a Bosch fechou a subsidiária Metapar na capital paranaense, que fabricava peças usinadas para bombas injetoras a diesel. O encerramento custou 145 postos de trabalho.

Resta na planta da Bosch, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), cerca de 2 mil funcionários. Em 2011, eram 4,6 mil postos de trabalho.

Há exatamente um ano, o metalúrgico Nelsão de Souza, presidente da Força Sindical do Paraná, acusou o governador Beto Richa de “espantar” empresas do estado. Na época, a Gerdau anunciou que fecharia as portas depois de 43 anos de atividades. Foram sacrificados mais 400 empregos.

Os trabalhadores paranaenses perguntam a Beto Richa: “O melhor está por vir?”

Promotores do Gaeco, braço policial do Ministério Pública, desconfiam que o Paraná só é competitivo para o Nakano e Luiz Abi.

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