Corrupção na Receita teria abastecido campanha da reeleição de Beto Richa com R$ 4,3 milhões, diz delator

receitaA principal manchete do jornal Gazeta do Povo, edição desta segunda-feira (30), vem confirmar notícia já registrada pelo Blog do Esmael e outros órgãos de imprensa. A corrupção na Receita Estadual serviu para financiar a campanha pela reeleição do governador Beto Richa (PSDB).

O esquema foi desbaratado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, através da Operação Publicano. A investigação iniciada em Londrina vem avançando, apesar das tentativas de censura, rumo ao centro do poder estadual, o Palácio Iguaçu.

Desta vez foi a delação do auditor fiscal Luiz Antonio de Souza, de Londrina, que apontou o nome do ex-delegado da Receita em Curitiba, Roberto Pizzato. Ele teria sido responsável pela arrecadação R$ 2 milhões, de um total de R$ 4,3 milhões arrecadados em seis delegacias regionais da receita.

O dinheiro teria a mesma origem dos valores já apurados nas denúncias anteriores. Seriam fruto de propinas pagas por empresas para que fossem diminuídas multas por sonegação, ou concedidos descontos sobre dívidas fiscais.

Acontece que, em função do foro privilegiado do governador Beto Richa, o Ministério Público e o Gaeco não podem avançar mais nas investigações.

Mas já há indícios mais que convincentes de que Richa sabia e se beneficiou diretamente do esquema de corrupção instalado na Receita Estadual. O que é preciso então para furar a blindagem ao governador? Já existe um inquérito na Procuradoria Geral da República exatamente sobre esse assunto. Será que vai?

Com informações da Gazeta do Povo.

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