Coluna da Gleisi Hoffmann: É por Dilma, pela mulher, pela dignidade feminina

Gleisi Hoffmann, em sua coluna desta segunda-feira (9), denuncia sistemáticos crimes contra mulheres brasileiras; colunista cita que nem a presidenta Dilma Rousseff escapa de agressões, traduzidas em tatuagens que a mostram com um pênis na boca outra a retratando como diabo; "Esse ataque a Dilma não tem nada de crítica política, protesto oposicionista, liberdade de expressão. É crime e ofende a todas nós, mulheres, independente de posição política", protesta Gleisi; senadora tem percorrido o país pela ampliação dos direitos políticos das mulheres e agora ela quer lutar contra a violência sexual e pela punição exemplar dos agressores; leia, ouça, comente e compartilhe.

Gleisi Hoffmann, em sua coluna desta segunda-feira (9), denuncia sistemáticos crimes contra mulheres brasileiras; colunista cita que nem a presidenta Dilma Rousseff escapa de agressões, traduzidas em tatuagens que a mostram com um pênis na boca outra a retratando como diabo; “Esse ataque a Dilma não tem nada de crítica política, protesto oposicionista, liberdade de expressão. É crime e ofende a todas nós, mulheres, independente de posição política”, protesta Gleisi; senadora tem percorrido o país pela ampliação dos direitos políticos das mulheres e agora ela quer lutar contra a violência sexual e pela punição exemplar dos agressores; leia, ouça, comente e compartilhe.

Gleisi Hoffmann*

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Mais uma vez, a presidenta Dilma foi agredida e desrespeitada em sua condição de mulher. Uma ação grosseira, com uma tatuagem ofensiva à dignidade feminina, tal qual o adesivo machista para tanque de gasolina feito meses atrás.

Esse ataque a Dilma não tem nada de crítica política, protesto oposicionista, liberdade de expressão. É crime e ofende a todas nós, mulheres, independente de posição política. É a representação mais bruta, grotesca e animalesca que se pode ter: a ação masculina sob forma de violência sexual, acontecendo bem diante de nossos olhos.

Estamos em pleno 2015 e assistimos a ações impensadas contra as mulheres. A Câmara dos Deputados quer retroceder em direitos conquistados, com discurso falso moralista, de ataque a questões de gênero, além de vermos sistematicamente deputados agredindo suas colegas de mandato.

O Enem deu um passo importantíssimo no debate a violência contra a mulher ao colocá-la como tema de sua redação. Sete milhões de jovens pensaram e escreveram sobre isso. Tivemos reações críticas inimagináveis, alegando-se direcionamento ideológico por parte do MEC. É como se a violência contra a mulher não fosse fato real e corriqueiro em nossa sociedade. Sobrou até para Simone de Beauvoir.

Como não ficar triste ao relembrar centenas, milhares de casos de violência sexual e física seguida de morte de mulheres, muitas meninas, sem solução. Essa permissividade de parte da sociedade brasileira com a violência contra a presidenta é responsável também pela impunidade nos casos de homicídios, feminicídios agora, contra nossa população feminina.

Só no Paraná, nosso Estado, terceiro no ranking da violência contra a mulher, sobram casos não esclarecidos e não punidos contra nossas meninas. São os casos de Raquel, Tayná, Giovana, Elisabeth, Cecília, Alessandra, Julia… Sem contar os casos contra as mulheres jovens e adultas, principalmente aqueles que pretendem se esconder atrás de motivos ditos passionais, que graças à legislação mais moderna que temos hoje no Brasil, não prosperam.

Os homicídios, feminicídios agora, por “amor”, ciúme, “posse”… A maioria está vegetando em gavetas de delegacias, promotorias, juizados. O que podemos fazer em relação a isso? Não cabem as forças tarefas, tão utilizadas pelo Ministério Público, Polícia, para apurar casos de outras áreas. Recebem até nomes glamourosos e criativos. Por que não fazem isso em relação as nossas meninas, as nossas mulheres?!

Infelizmente, a cultura do estupro, da violência contra a mulher, da pedofilia, do machismo, está entranhada em nossa sociedade. Os homens, mesmo os que não são opressores, estão sentados em cima de privilégios históricos e sociais que os deixam, num primeiro momento, cegos para as injustiças que as mulheres sofrem todos os dias.

Precisamos lutar contra isso! Contra a cultura da agressão sexual, contra a cultura de qualquer agressão. Se nos calamos diante dos ataques e desrespeito à mulher que preside o nosso país, com certeza não teremos força, como está acontecendo, para cobrar punição a todos os outros casos. A solidariedade aqui é #peladignidadefeminina.

*Gleisi Hoffmann é senadora da República pelo Paraná. Foi ministra-chefe da Casa Civil e diretora financeira da Itaipu Binacional. Escreve no Blog do Esmael às segundas-feiras.

18 Comentários

Os comentários não representam a opinião do Blog do Esmael; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

  1. IRINEU SEU MERDA…COMO TUDO É MESMA COISA? qUANDO NÃO SE RESPEITA UMA MULHER QUE É A MAIOR AUTORIDADE DE UM PAÍS… O QUE NÃO FARÃO IMPUNEMENTE COM A SUA MULHER, COM A SUA FILHA? e VC VEM DIZER ESTE MONTE MERDA? cOM CERTEZA, VC DEVE SER UMA “DAQUELAS QUE SE TRANSFORMAM” NAS ESQUINAS EM BUSCA DE UM PROGRAMA. nADA CONTRA ELAS…mAS CONTRA VC SEU ANIMAL. o QUE É QUE VC FAZ COM A SUA MULHER-ESPOSA EM CASA SEU BICHO PEÇONHENTO?

  2. O sexo e suas variações são utilizados como instrumento de opressão, tanto pelo estado quanto pela igreja, a Presidenta Dilma não é assexuada, ao que se saiba os sinais exteriores provam que não. Se uma pessoa tem este fetiche, é apenas uma visão dela, repercutir este tipo de curiosidade é próprio de jornais e mídia sensacionalista, no entanto se a mídia que a propaga preocupa-se em desvendar os aspectos psicológicos da questão, consultando psicanalistas e cientistas que estudam o fenômeno, talvez pudesse sair alguma coisa boa deste fato, neste caso, a nobre Senadora não foi feliz esta sua coluna se equipara ao moralismo barato de um folhetim qualquer, è uma besteira como qualquer outra qualquer, que se encontra no dia a dia, trazer a baila uma matéria desta é deixar de ser propositiva no que tange ás discussões de real interesse da sociedade brasileira, é ficar na mesmice da mídia moralista brasileira, o tatuado, fez do fetiche dele uma imagem com um intuito e esta conseguindo este propósito graças a vocês que neste caso, esta propagando a cultura do ódio e do moralismo sexual, como se isto fosse o fim do mundo e que o sexo em suas variantes fosse uma violência ou tenha um lado pecaminoso, esta matéria é pior do que a imagem, não agrega, não acrescenta, é uma armadilha em que caíram, onde prevalece a mediocridade, poderia ter feito uma análise Freudiana, Younguiana, Willelmiana, sei lá, desmontado a imagem e a atitude, mas não o fez, ficou no rame rame de qualquer boletinzinho e detona de forma equivocada a atitude do tatuador e da pessoa que pediu para ser tatuado, estigmatizou a tatuagem como se fosse um horror, como se isto não fosse possível. Pelo meu olhar, a forma como a matéria foi pautada e comentada é equivocada, a Senadora é melhor que isto, a fala da Senadora é de um falso moralismo total, a imagem não sugere nada do que ela escreve é dissonante do fato, a pessoa que fez a tatuagem em seu próprio corpo de forma irrefletida ou não, pagará um preço moral e político por isto, terá de conviver com a sua atitude, na praia, no serviço, na igreja, nos círculos sociais mais variados haverá reação algum tipo de manifestação, nos dias de calor intenso, bermuda já era, comprou uma briga com mais metade da população, por outro lado vai ter e ser assunto por muito tempo e refletir se deve ou não continuar com a tatoo, é uma atitude forte e complexa que vai além do simples fato de ter. Voltando ao texto, embora a matéria não faça juízo de valor, ela dá espaço a ele, no caso, a da Senadora Gleisi Hoffmann, que não deve ser assexuada também, neste momento o blog se torna porta voz daquele juízo de valor que não coincide com o desenho, a saber, o mundo tem mais 9 bilhões de pessoas, o que quer dizer que foram nove bilhões de trepadas bem sucedidas e mais centenas de bilhões que foram feitas com o proposito de lazer, é um rio de gozo, um manancial de liquido que daria para encher uma parte do Sistema cantareira, sexo é o assunto que mais vende no mundo, qualquer revista da família fala a respeito das preliminares e das formas de fazer sexo, movimenta centenas de bilhões de dólares por ano, neste exato momento tem pelo menos quinze milhões de pessoas fazendo sexo oral e dezenas de milhões de pessoas fazendo as mais variadas formas de sexo, o que é chocante nisto tudo é que ainda existam pessoas que se choquem perante um pênis, uma vagina ou o desenho de alguém fazendo sexo oral, transformar um desenho numa questão de manchete é o símbolo da idiotia moral que favorecem os felicianos e bolsonaros da vida, é o discurso atrasado da TFP, é estigmatizar uma das coisa boas da vida. Sexo é muito bom, o sexo oral tem o condão de ser uma ótima preliminar, se você gosta pratique, se não gosta faça outra coisa, mas sugiro, faça sexo com preliminares, é orgânico, veganos e vegetarianos também podem fazer, dá prazer, alivia abaixa a tensão é excelente método natural de reprodução e de lazer, mas fica um aviso, para sexo seguro use camisinha, se estiver sozinho não precisa.

  3. Nosso país vive um tempo muito revelador, sempre escutamos falar de um povo pacífico, sem preconceitos, hoje se revela extremamente conservador, violento, preconceituoso, antidemocrático, sem nenhuma consciência política… sinto muita tristeza de ver o quanto estamos atrasados, as escolas tinham que trabalhar com autores como: Darcy Ribeiro, Milton Santos, Florestan Fernandes, Sérgio B. de Holanda etc para iluminar um pouco a cabeça do povo.

  4. Liberdade com o que-lhe pertence, agora no Brasil não se respeita a opinião das pessoas, são pior do que torcidas organizada.
    Já ouvi pessoas falando que isto esta acontecendo por que na presidência não é lugar de mulher, ora se não tem competência para ganhar de uma mulher então dixe quem quer trabalha livre.
    Eu diria isto não é liberdade, é falta de respeito nada mais justo do que entrar na borracha da policia.
    Até quando vão tolerar?

  5. Eu admiro quem tem coragem de criticar usando argumentos convincentes.Eu repudio quem usa sua liberdade de expressão para desrespeitar seja quem for.Concordo com o comentário da Neuza,tenho medo e me assusto com tanto ódio e bacharia apresentada por alguns brasileiros.

  6. O grau de desenvolvimento social de uma nação mede-se pelo respeito que os seus cidadãos dedicam às mulheres. Ainda falta muito ao Brasil e não é por culpa do governo federal.

    • Não se deu a devida importancia matérias escolares que desenvolvesse habilidades cognitivas, e ensinasse respeito uns aos outros. Nosso país vem de um paternalismo e machismo muito grande, foi passado de pai para filho. Em nossos lares os pais sempre protegeram seus filhos machos, eles podiam tudo, a menina não, era ensinada a casar, restrita de tudo, sendo um ser inferior. Se sai da linha é puta, o menino quanto mais transam mais homens são, está aí o resultado que colhemos. Cabe a nós mulheres mudar essa cultura, criar nossos filhos como homem e não como machões. Tenho 3 filhos homens, nenhum desrespeita as mulheres e nem traem, estão tão assustados quanto eu e voces com esse desrespeito total às mulheres que vimos ultimamente. Cabe a nós mulheres repudiar em público toda essa gente.

  7. Cada dia que passa eu fico mais assustada com o comportamanto de alguns Brasileiros, nunca achei que ia ver tanto ódio tanto lixo na minha vida 🙁

    • A imagem que a burguesia plantou que brasileiro é gente boa, solidaria,da paz, caiu por água abaixo. Isso foi plantado para que ficassem quietos, mas eles mesmos promoveram essa onda de ódio, que vai virar contra eles mesmos. Ainda temos milhões que não são assim, ninguém do lado de cá, faz adesivos pornôs, tatuagem, agridem nas ruas, restaurantes, hospitas, porque? porque esse lado é o lado do verdadeiro brasileiro, respeitador, civilizado, democráticos, são os que lutaram pela democracia, contra a ditadura, ou são seus descendentes. Os que receberam os direitos que conquistamos com luta e sangue, são os revoltados, infantis, que querem tudo do jeito deles, e nem percebem que usam dos direitos que esses que eles agridem foram os conquistadores.

  8. Toda forma de violência deve ser penalizada, porém a violência que é praticada de forma gratuita, e dirigida a pessoa pelo simples fato desta pessoa ser o que é, traz um agravante, pois essa agressão não é feita a pessoa, mais sim, a uma condição inerente a essa pessoa. Se por exemplo voce agride uma pessoa por ela ser mulher negro etc, você está praticando uma violência sobre algo do qual ela não tem comi mudar . Isto é; a pessoa não pode mudar essa condição, não pode simplesmente deixar de ser negro ou mulher, só por que sofre este itipo de violência. Portanto quem tem que mudar é a sociedade. Se não for assim, nós mulheres estaremos sempre a mercê deste tipo de violência pelo simples fato de ser quem são. Ou seja mulher.

  9. Sempre que se trata de crimes contra mulheres, a sociedade faz questão de não ver, não comentar, não partilhar. Incrível.

  10. Gleisi, parabéns pelo seu trabalho no Senado. Deixo aqui, uma dica para o PT, que virou alvo da velha mídia. Para deixar claro aos brasileiros o ataque mentiroso da imprensa à família de Lula, seria bom o partido exibir na TV o “pedido de desculpas” do jornal O Globo, lembrando que a matéria mentirosa sobre Lulinha foi fruto do recém-contratado Lauro Jardim, e serviu à Caiado e demais opositores do PT como arma para denegrir a imagem do ex-presidente. Gleisi, confio em você.

  11. A senadora mistura os fatos e mais desinforma do que informa.
    Todos os crimes seja contra quem for devem ser esclarecidos.
    A figura da presidente deve ser respeitada, porém não pode ser cerceado o direito de críticas, que fique bem claro que as críticas devem ser feitas com o devido respeito, embora o povo está sendo desrespeitado e pior totalmente ignorado.
    A questão de genero é o seguinte quem nasce homem deve ser considerado homem, sexo masculino e quem nasce mulher deve ser considerada mulher, sexo feminino e ponto final.
    A família, para que tenha condições de se reproduzir, cumprir com sua função social, deve ser resultado da união entre homem e mulher.
    Agora, cada age de acordo com sua vontade e desde que não agrida aos outros, tem todo o direito e deve ser respeitado como cidadão ou cidadã em seus plenos direitos e deveres.

    • Caro Irineu,
      Acredito que você não entendeu o teor. No texto, não se trata de defender a presidente e sim, todas as mulheres, que sofrem diariamente com preconceito, insultos, frase, brincadeiras machistas. Você já imaginou se fosse sua filha, tatuada na perna de algum homem, na mesma situação em que Dilma foi tatuada? Pense…. Ah! Podia ser sua mãe também, ou sua esposa.

      • Cada idiota faz a tatuagem que quiser…a Dilma vai se ofender por conta disso??? Transformar isso em agressão contra todas as mulheres não é exagero? A violência contra a mulher deve ser sempre combatida, mas uma tatuagem de um idiota, passa longe disso.

    • caramba, não é sobre política ser…é sobre VIOLÊNCIA!VOCÊ NÃO SABE SOBRE ISSO PORQUE NÃO SOFREU ASSÉDIO SÓ POR SER HOMEM, NÃO SOFREU VIOLÊNCIA SÓ POR SER HOMEM, NÃO FOI CHAMADO DE VADIO E PUTO SÓ POR TER RECUSADO UM CONVITE…