Beto Richa mente e continua fechando escolas, denunciam educadores

Governador Beto Richa (PSDB) conta com a desmobilização da comunidade escolar, no recesso de fim de ano, para continuar fechando escolas no Paraná; tucano havia "suspendido de mentirinha" a extinção de estabelecimentos de ensino, mas continua silenciosamente praticando esse crime contra o futuro da nossa gente; o melhor está por vir?

Governador Beto Richa (PSDB) conta com a desmobilização da comunidade escolar, no recesso de fim de ano, para continuar fechando escolas no Paraná; tucano havia “suspendido de mentirinha” a extinção de estabelecimentos de ensino, mas continua silenciosamente praticando esse crime contra o futuro da nossa gente; o melhor está por vir?


O governador Beto Richa (PSDB) sentiu a força da mobilização de professores e das comunidades escolares e anunciou que o governo havia desistido de fechar escolas e turmas escolares. Era mentira, segundo educadores ouvidos pelo Blog do Esmael, pois, na prática, a decisão foi mantida e o tucano continua programando a junção de escolas e o fechamento de turmas já para o início de 2016.

Portanto, a “suspensão” do fechamento de escolas foi de “faz de conta” para desmobilizar a comunidade. Ou seja, Richa até pode cantarolar aquela tese quase infantil “enganei um bobo na casca do ovo…”.

Veja o caso do Colégio Victor do Amaral, no Bairro Hauer, em Curitiba. Segundo o plano inicial, o Colégio passaria a dividir as instalações com o Colégio Gottlieb Müller, no Bairro Boqueirão. Agora, a intenção do governo é de que o CEEBJA Maria Deon de Lira passe a funcionar nas dependências do Colégio Victor do Amaral.

O motivo é o aluguel do CEEBJA Maria Deon de Lira, que o governo não paga há mais de um ano, forçando uma ação de despejo. Aliás, calote em aluguéis é uma prática generalizada no governo Richa.

O Blog do Esmael já noticiou que diversos órgãos do governo passam pelo mesmo problema. São Agências do Trabalhar, Agências da Copel, Sanepar, Detran, delegacias, além de dezenas de escolas, cujos proprietários dos imóveis estão a ver navios há muito tempo.

Na questão do Colégio Victor  do Amaral, os professores e a comunidade prometem resistir. Para semana que vem estão programadas uma assembleia da comunidade escolar e uma manifestação na Avenida Floriano Peixoto.

Acontece que o prédio não comporta duas instituições tão diferentes. O CEEBJA é uma escola de adultos, por isso, os estudantes têm liberdade para entrar e sair a qualquer hora. Já o Colégio Victor do Amaral têm estudantes de ensino fundamental e médio, que ficam sob responsabilidade da instituição e têm horas certas para entrar e sair.

Além disso, o Colégio Victor do Amaral terá diversas turmas fechadas já no ano que vem. As turmas iniciais, de 6° ano do ensino fundamental e 1° ano do ensino médio, não deverão ser ofertadas no ano de 2016. Serão pelo menos onze turmas a menos. Essa decisão deve provocar o fechamento completo da escola em cerca de quatro anos.

E não há como o governo argumentar que as turmas serão fechadas por ociosidade, pois a procura por matrículas é grande. Com o fechamento das turmas os estudantes vão ter que se locomover até outro bairro, alguns quilômetros distante do atual.

Este caso demonstra o que muita gente já suspeitava. Beto Richa jamais desistiu de fechar escolas. O plano do governador é destruir a carreira do magistério, contratando professores por organizações sociais, e privatizando a gestão escolar. Mas como a resistência foi forte, o plano foi adiado, e será executado de maneira mais discreta.

O final do ano e o “recesso” escolar se aproximam. Quando os professores e estudante estiverem em seu merecido descanso será o momento perfeito para o governador e sua equipe colocarem em prática todas as maldades que as mobilizações conseguiram reverter. Com as escolas vazias, será mais fácil. Aguardem (ou resistam).

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