Araupel, que doou R$ 150 mil na campanha, agora pressiona para Beto Richa descer a lenha no MST

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A empresa Araupel trouxe manifestantes do Sudoeste do estado, nesta segunda-feira (24), para exigir que o governador Beto Richa (PSDB) use a força contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (PSDB). Eles estão reunidos no Centro Cívico, em frente ao Palácio Iguaçu, e pressionam para que o tucano force a desocupação da fazenda Rio das Cobras que fica no município de Quedas do Iguaçu.

A empresa que explora a produção de papel no Paraná está colocando seus trabalhadores e fazendeiros da região contra o MST usando o argumento da perda do emprego se a ocupação continuar.

O problema é que já foi provado na Justiça que a fazenda Rio das Cobras pertence à União e que o título de posse usado pela Araupel para explorar a área é falso. Além disso, o MST defende que a utilização de grandes áreas para reflorestamento e produção de papel é prejudicial à natureza, causando a desertificação e degradação dos solos.

O deputado Requião Filho (PMDB), em sua coluna de 28 de maio de 2015, aqui no Blog do Esmael, denunciou que a Araupel doou R$ 150 mil para a campanha de reeleição do governador do PSDB. Segundo o parlamentar, à luz da Justiça, a empresa é considerada “invasora”.

Na realidade, nas palavras de Requião Filho, a Araupel estaria usando os trabalhadores e moradores da região para cobrar a fatura das doações que fez à campanha de Beto Richa no ano passado. Resta saber se o governador vai entrar nessa e colocar a polícia a serviço dos latifundiários do papel.

Com o retorno da posse da fazenda para a União, o MST propõe que seja construída uma universidade para os trabalhadores do campo no local.

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