Apesar da crise, Richa libera farra para “consultores estratégicos” na Sanepar

Alexandre Schmerega, presidente do Sindael, que representa a categoria, protestou contra a liberação do ponto para os “consultores estratégicos”: "Essas pessoas entraram pelas portas dos fundos da Sanepar, ganha altos salários e envergonham o corpo de funcionários concursados"; educadores também reclamaram da “afrouxada de sutiã” da diretoria da companhia.

Alexandre Schmerega, presidente do Sindael, que representa a categoria, protestou contra a liberação do ponto para os “consultores estratégicos”: “Essas pessoas entraram pelas portas dos fundos da Sanepar, ganha altos salários e envergonham o corpo de funcionários concursados”; educadores também reclamaram da “afrouxada de sutiã” da diretoria da companhia, pois eles, nas escolas, tiveram a vigilância redobrada em setembro por meio do Relatório Mensal de Frequência de Profissionais da Educação (RMF).

A diretoria da Companha de Saneamento do Paraná (Sanepar), nesta terça-feira (3), “afrouxou o sutiã” para os cerca de 30 “consultores estratégicos” daquela empresa de água e esgoto, isto é, os dispensou de registrar o ponto na entrada e saída do trabalho.

A medida de controle havia sido adotada para todos os seis mil funcionários da Sanepar, mas o afrouxamento da regra somente para os consultores, hoje, causou revolta nos demais funcionários da companhia.

“Todos são iguais, menos para os consultores, afinal, eles têm que fazer a campanha deles mesmos”, criticou um funcionário de carreira da Sanepar, ironizando o fato de que boa parte dos “consultores estratégicos” serem pré-candidatos em 2016.

Em abril deste ano, até o Ministério Público do Paraná (MP) observou que as tetas de R$ 22 mil se configura numa verdadeira farra na Sanepar.

Entre os aliados políticos de Beto Richa (PSDB) que estão mamando gostoso na Sanepar estão ex-vereadores, ex-deputados, ex-prefeitos, esposa de secretário de Estado, integrantes da Tenda Digital e dirigentes do PSDB.

Para um seleto grupo palaciano não há crise quando as despesas são pagas pelo erário. Se faltar dinheiro, não tem problema, basta reajustar as tarifas públicas… O que importa é felicidade, seja em Paris seja na China.

Os professores da educação básica também ficaram indignados com a leniência de Richa com os “consultores estratégicos” ao mesmo tempo em que eles, desde setembro, têm rígido controle de frequência por meio do Relatório Mensal de Frequência de Profissionais de Educação (RMF). As escolas são casas mais vigiados que aquela do Big Brother Brasil (BBB) da TV Globo.

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