Agonia continua: usinas da Copel irão à privatização no fim de novembro

usinasO Ministério de Minas e Energia (MME) resolveu adiar o leilão que estava marcado para esta sexta-feira (6) em que seriam vendidas duas usinas da Companhia Paranaense de Energia (Copel) — Parigot de Souza e Mourão I. O certame de privatização foi remarcado para o próximo dia 25 de novembro.

As concessões venceram há dois anos e o governador Beto Richa (PSDB) cochilou ao não manifestar interesse em mantê-las como patrimônio dos paranaenses.

A decisão pelo adiamento foi para dar mais tempo para que os possíveis interessados se organizem. Bem que o governo poderia aproveitar a deixa e manifestar interesse em continuar com as usinas.

A usina de Parigot de Souza, em Antonina, tem capacidade de 260 MW e poderia atender toda a região Litoral. Ela entrou em operação em 1970 e está totalmente amortizada (paga) pelos usuários.

Além disso, esta usina tem um projeto ousado com escavação de mais de 14 km dentro de rochas, e o reservatório que alimenta as turbinas fica a 830 metros acima do nível do mar. É uma atração turística.

Já a usina Mourão I, instalada no município de Campo Mourão, também amortizada, começou operar em 1964. Sua capacidade é de 8,2 MW.

Ambas as usinas são motivos de orgulho para o Estado. Sua perda, além do revés para a memória técnica dos profissionais da engenharia, coroa a falta de planejamento do governo Beto Richa na estratégica área energética.

Mas só o que importa para o governador é dinheiro em caixa que ninguém vê para onde vai. É o jeito tucano de governar.

23 Comentários

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  3. O problema é q o PSDB entrega as empresas públicas de graça autoriza aumento de tarifas absurdas e o dinheiro arrecadado some… PSDB é uma praga que destrói o patrimônio público.

  4. QUEM TEVE COMO GOVERNADOR UM HOMEM COMO PEDRO VIRÍATO PARIGOT DE SOUZA, E TER HOJE UM INFAME LADRAVAZ COMO ESTA BETORELINCHA! ONDE CHEGAMOS?

  5. Resposta da justiça??????que defende o estado?????nada mais do que nada,justiça vergonha.

  6. Pessoal esse Beto Richa já era só falta dois anos e três meses para ele cair fora e tentar ser senador ,vai ser a maior derrota dele! Beto Richa quebrou o Paraná,Luz subiu 70% , Água subiu 35% ,subiu IPVA 40% , SUBIU O Icms das mercadorias , mafia na receita estadual , mafia das escolas , seu primo chefe de quadrilha , e pior de tudo massacrou e humilhou os professores..

  7. O povo do paraná já não tem mais a quem recorrer. Esses tucanos fazem dos gabinetes seus poleiros e se acham no direito de usurpar o bolso do povo paranaense. Até quando? Bilhôes, adentram aos cofres públicos e nunca tem dinheiro. Foi assim com a Previdência do funcionalismo público. A corrupção é a maior de todos os tempos e não aparecem os culpados. Esses profissionais da política no Brasil deitam e rolam em cima do dinheiro público e nasda lhes acontece. Em outro país, já estariam na cadeia. Até quando?

  8. Não sei que tanto medo esse pessoal ligado ao pete tem de privatização. O Governo já provou que é um péssimo gestor de empresas,muitas dessas por vezes viram cabides de empregos e sua diretoria e composta por pessoas que nem entendem do ramo que gerem. Na iniciativa privada não tem lugar pra vagabundagem,ou você trabalha ou é rua. Acredito que seja por esses motivo que petistas odeiam privatizações.

    • O problema não é PT ou privatização mas sim um governo que joga a culpa no governo federal não consegue manter duas usinas mas o bolso esta doendo com a conta de luz exorbitante por isso a chiadeira

    • O problema até não é a privatização, desde que feita
      com transparência, e sirva ao interesse público.
      No caso da maracutaia feita pelo Jaime Lerner, o
      Paraná e os paranaenses, simplesmente foram roubados.
      O Requião entregou o Banestado saneado e redondo ao
      Jaimão, que em 8 anos de governo, enterrou o banco
      e o Paraná.
      Veja um breve resumo dessa ópera bufa:
      R$ 1,45 bilhão – Preço de venda do banco para o Itaú.
      R$ 5,2 bilhões – Dívida assumida pelo Governo do Paraná para “sanear” o Banestado (deste valor, o Estado já pagou R$ 10,8 bilhões e ainda deve R$ 9 bilhões ao Banco Central).
      800 milhões – Parcela anual a ser paga pelo Governo do Paraná até 2026 pelo “saneamento” do Banestado.
      Como que um banco saudável financeiramente, virou
      nisso aí?
      Isso não é privatização, é roubo!

  9. Esmael, por curiosidade e a bem da verdade, porque as usinas vão a leilão? São do Governo Federal e a COPEL, digamos, tomava de conta? …

    • Não. As usinas, todas elas, em todo o país, são de propriedade da União. Os governos ou empresas só podem construí-las em regime de concessão federal, ou seja, pelo período de 25 anos. Vencido esse prazo, como é o caso da Copel, as usinas vão à leilão. A concessão pode ser comprada tanto pela própria Copel, outra estatal de outro estado, quanto pela CEMIG, por exemplo, ou uma empresa privada. Uma das formas de o governo do Paraná sinalizar de que teria interesse em continuar com as duas usinas seria aderir ao plano de redução da tarifa, há dois anos, que Richa se recusou ao lado de Minas e SP. É mais ou menos isso.

      • Huuuummmm … Obrigado. Esclarecedor.

      • Se houvesse adesão no caso da Copel Geração, possívelmente a Copel estaria em sérias dificuldades, a exemplo de muitas outras que aderiram e estão à beira do colapso. O PT, além do patrimônio que poderia ser revertido ao povo do PR, a exemplo da referida usina, está privatizando a distribuidora de energia de Goiás, que é da Eletrobrás (do governo federal), e tantas outras, e ninguém se manifesta de forma contrária.

    • Kaká, eu tenho muito apreço pela usina “Capivari/
      Cachoeira”, sendo que o seu reservatório é formado
      pelo Capivari, a água desce do planalto por dentro
      da montanha, move as turbinas e geradores em
      Antonina, e desagua no Cachoeira que é um rio de
      litoral.
      Ela ficou pronta em 1969, e foi o orgulho da Copel
      e do Paraná.
      Acontece que após tantos anos, a atual concessão
      expirou, e a União que é o poder concedente, mudou
      os termos para a sua renovação.
      A União propõe remunerar a Copel apenas pela
      operação da usina, mas, a manutenção fica fora.
      Assim, após 45 anos de operação, com a manutenção
      sempre em dia, a União quer se desonerar desse
      custo.
      Ora, a usina é antiga, precisa de manutenção e
      modernização, e isso implica em altos custos.
      Nestes termos, a Copel simplesmente deixou que a
      usina de GPS (Governador Parigot de Souza), fosse
      a leilão.
      Vamos fazer uma comparação: em 1960 o chique para
      os ricos era ter um automóvel Studebaker americano.
      Em 1964 esses carros já estavam quase todos, na
      mão da classe média, que se rendia à beleza da
      nave, mas sua manutenção e conserto além de caros,
      eram quase impossíveis, devido à falta de peças e
      componentes no Brasil.
      Isso lhe valeu o apelido de bomba, que hoje
      chamamos mico, e não vendia nem a pau.
      Hoje o Studebaker vale como peça de coleção.
      Acontece + ou – igual com uma usina muito antiga,
      que o governo chama de energia velha.
      Está funcionando, os custos de construção já estão
      amortizados, mas se der um “pau”, o conserto
      é muito caro, e a União quer se livrar do mico.
      Esse adiamento atesta simplesmente a falta de
      interessados na UHGPS, e e evitou o vexame de
      termos um certame vazio.
      Até mesmo a Eletrosul, que é parceira da Copel
      na usina de Mauá, e quer expandir o seu parque
      gerador, não demonstrou interesse.
      Se os termos do governo federal fossem outros,
      certamente a Copel teria interesse e tentaria a
      renovação da concessão.
      Quem quer comprar um Studebaker em ótimo estado?
      Alguns colecionadores, talvez…
      Como não existem colecionadores de usinas
      hidrelétricas, esperemos pelo próximo dia 25 de
      novembro, para ver no que dá.

  10. Após a lamentável tragédia da Samarco/Vale, cabem duas perguntas:

    1º Teria acontecido tamanha tragédia se a Vale do Rio Doce não tivesse sido privatizada?

    2º Esse é o modelo de gestão do neoliberalismo desenfreado que a exemplo do Beto/SANEPAR aplicam por norma geral a depredação inconteste do meio ambiente?

  11. Até o final do mandato a Copel vai ser privatizada e, como todo mundo sabe, a gente vai encher o bolso com comissões pela negociata. Estou preparando meu futuro, pois os comissionados do Beto sabem que o governador não tem mais futuro político no Paraná. Então, salve-se quem puder!

  12. É ISSO AÍ, O GOVERNADOR BETO RICHA TEM QUE DEIXAR O GOVERNO URGENTEMENTE, POIS SE ELE FICAR ATÉ O FIM, QUEBRARÁ O PARANÁ, E VENDERÁ AS MAIORES EMPRESAS PÚBLICAS. E APROVEITANDO, ISMAEL, O QUE AQUELES QUATRO DEPUTADOS ESTAVAM FAZENDO NA ARGENTINA, QUEM PAGOU AS DESPESAS DESSE TURISMO.

  13. A sanha por dinheiro deste crápula não acaba…
    Se Lerner teve o Banestado, ele quer torrar Copel e Sanepar…
    Canalha de todos os canalhas!
    Às ruas meu povo!
    Chinelo no rabo desse piá de prédio, estragado e mimadinho…

  14. Projeto de lei quer baratear a conta
    da energia elétrica dos paranaenses

    O deputado Nereu Moura, líder do PMDB, protocolou nesta segunda-feira (03) na Assembleia Legislativa, projeto de lei vedando a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) incidente na Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Distribuição (TUSD) e na Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Transmissão (TUST), por parte da Copel. Na prática, a proposta vai baratear a conta de energia elétrica dos paranaenses.

    O ICMS, na avaliação de Nereu Moura, deve incidir sobre o valor da energia elétrica efetivamente consumida, “isto é, a que for entregue ao consumidor, a que tenha saído da linha de transmissão e entrada no estabelecimento da empresa ou residência”. A proposta vai impactar um corte superior a 25% na tarifa, que é a somatória do imposto cobrado pela Copel pela distribuição e transmissão da energia elétrica.

    “Nossa intenção é evitar que o consumidor pague acima do que deve, além da energia consumida que é sua obrigação, também sobre a distribuição e transmissão”, ressalta o deputado. Nereu Moura lembra ainda que a proposta dará um refresco aos consumidores paranaenses, que já foram penalizados com reajustes acima de 51% apenas nos últimos 12 meses.

    O projeto de lei estabelece que o fato gerador do ICMS sobre a circulação na saída da mercadoria do ponto até o local do consumo (imóvel de pessoa jurídica ou física). O ponto de saída, segundo a proposta, deve estar no limite da via pública com o imóvel, ou seja, o poste de transmissão em frente à residência ou empresa.

    O peemedebista lembra que, como o próprio nome diz, o ICMS deve ser cobrado pela circulação da mercadoria. “Como é que o consumidor vai pagar pela energia que está parada na rede de transmissão?”, pergunta. A fatura de energia elétrica deve apresentar separados o consumo de energia elétrica e o custo pelo uso do sistema. Ao consumidor compete o pagamento referente ao consumo da mercadoria, reforça Nereu Moura.

    O parlamentar lembra que o Tribunal de Justiça do Paraná tem decidido favoravelmente aos contribuintes, entendendo que os encargos de transmissão e conexão na entrada de energia, são de uso do sistema de transmissão ou distribuição e não devem sofrer a incidência do ICMS. O entendimento jurisprudencial é de que os valores pagos a título de TUST e TUSD têm natureza meramente tarifária, por conta do uso destas redes.

    O projeto de lei segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e demais comissões competentes da Assembleia Legislativa.