Agente da PF acusado de vender para revistas informações da Lava Jato

Gravações vazadas colocam em xeque a Operação Lava Jato, pois agentes estaria “negociando” por dinheiro informações contra réus; revistas compram grampos e informações sigilosas, ou seja, cometem crime, para depois cagar regra moralista contra o PT e os políticos em geral; de acordo com áudio, agente da PF Newton Ishii, também conhecido pelos investigados como "japonês bonzinho" vendia as informações para as revistas (Veja, Istoé e Época).

Gravações vazadas colocam em xeque a Operação Lava Jato, pois agentes estaria “negociando” por dinheiro informações contra réus; revistas compram grampos e informações sigilosas, ou seja, cometem crime, para depois cagar regra moralista contra o PT e os políticos em geral; de acordo com áudio, agente da PF Newton Ishii, também conhecido pelos investigados como “japonês bonzinho” vendia as informações para as revistas (Veja, Istoé e Época).

Até tu, PF?

A própria Polícia Federal (PF) pode sair chamuscada da Lava Jato, se não esclarecer tintim por tintim essa história sobre a venda de informações para revistas por um agente dela.

Quando se fala em revistas, leia-se Veja, Istoé e Época.

A denúncia coincide com a palestra do juiz Sérgio Moro foi a estrela do IX Fórum da Associação Nacional de Editores de Revista. Lá, ele foi aplaudido de pé pelos barões da mídia quando falou que a Lei de Direito de Resposta, a Lei Requião, é “vaga” e é instrumento de “censura”.

No entanto, é bom que se frise, não há qualquer envolvimento do juiz com a lambança dessas revistas e do agente da PF. Mas seria de bom grado se Moro procurasse melhor companhias para andar em público.

Segundo conversa gravada, o ‘jornalismo bandido’ é abastecido pelo agente da PF Newton Ishii, também conhecido como “japonês bonzinho” pelos investigados na Lava Jato.

O áudio é fruto da conversa entre o senador Delcídio Amaral (PT-MS), o filho de Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró, e o advogado Edson Ribeiro, que menciona a existência de um carcereiro da Polícia Federal que seria responsável por vazar informações sigilosas das investigações da Lava Jato para a imprensa e cobrar pelo “serviço”.

A seguir, trecho da conversa gravada:

BERNARDO: os caras não tinham uma escuta em cima da.. da cela?

DELCÍDIO: Alguém pegou isso aí e deve ter reproduzido. Agora quem fez isso é que a gente não sabe.

EDSON: É o japonês. Se for alguém é o japonês.

DIOGO: É o japonês bonzinho.

DELCÍDIO: O japonês bonzinho?

EDSON: É. Ele vende as informações para as revistas.

BERNARDO: É, é.

Não é a primeira vez que Veja é denunciada pela compra de informações. Ela também dava “furos” com grampos adquiridos pela gangue do bicheiro Carlos Cachoeira.

As revistas compram grampos e informações sigilosas, ou seja, cometem crime, para depois cagar regra moralista contra o PT e os políticos em geral.

Na Inglaterra, grampos ilegais feitos por jornais sensacionalistas contra famosos e políticos levaram mais de 130 pessoas à prisão — inclusive jornalistas. Também enterrou o tradicional ‘News of the World’, do magnata australiano Rudolph Murdoch.

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