Por Esmael Morais

A lama da “privataria tucana” em Minas ainda não assentou

Publicado em 20/11/2015

Mas o crime da lama da Samarco também serviu para confirmar a tese da proibição do financiamento privado de campanhas. Pois onze dos 19 deputados federais  indicados pela Câmara para fazer parte de uma comissão externa para investigar a tragédia receberam doações de campanha da Vale.

Isso por si não é prova de que eles vão aliviar as responsabilidades da empresa. Mesmo por que o Ministério Público está atento e a questão vai para a Justiça, independente do que digam os deputados. Mas o conflito de interesses é gritante.

Lembramos também que a ambientalista de primeira hora, duas vezes candidata a presidente da república, Marina Silva (REDE), ainda não visitou a área atingida. Nas poucas declarações que deu até agora, ela foi contida e só lamentou o “desastre” e falou em mais precaução.

A questão do crime ambiental em Mariana é tão nebuloso quanto a cobertura pela mídia, haja vista o direito de resposta que a TV Globo (Jornal Nacional) fora obrigada conceder ao governador mineiro Fernado Pimentel —  uma semana depois de sancionada a Lei Requião. O apresentador William Bonner pediu desculpas no Jornal Nacional. Assista ao vídeo:

Mas, a cada dia que passa, fica mais evidente que o problema da mineração de ferro e da atuação dessas empresas é principalmente uma questão de lucro a qualquer custo. Aliás, somente a mineradora Samarco teve lucro líquido de R$ 2,8 bilhões em 2014.

O acordo inicial de R$ 1 bi para atenuar os estragos já é um começo. Mas ainda há muito coisa escondida sob essa lama toda.

Com informações do Portal Fórum  e Vi o Mundo.