30 mil servidores municipais de Curitiba em ‘estado de greve’ contra confisco da aposentadoria

greveOs 30 mil servidores municipais de Curitiba, representados por quatro sindicatos (Sismuc, Sismmac, Sigmuc e Afisc), decidiram em assembleia geral na última quarta-feira (18) entrar em ‘estado de greve’ com indicativo de greve geral por tempo indeterminado.

O movimento é uma reação dos servidores à proposta do prefeito Gustavo Fruet (PDT) de reduzir o valor do repasse mensal feito ao Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC).

Pela proposta, o pedetista cortaria cerca de R$ 10 milhões do repasse mensal. Segundo os sindicatos, esse corte pode inviabilizar o IPMC e as aposentadorias dos servidores.

Gustavo Fruet jura que não vai encaminhar a mensagem para a Câmara Municipal, sem antes discuti-la com a comissão paritária responsável pelo tema. Mas os servidores alegam que a comissão já não é mais paritária, e os sindicatos têm minoria.

Com a decisão unânime pelo ‘estado de greve’ e assembleia permanente, os servidores podem parar a Prefeitura a qualquer momento. E a tendência agora é que intensifiquem a mobilização até que o prefeito desista do corte.

Inspirado no governador Beto Richa (PSDB), Fruet viu na aposentadoria dos servidores uma boa fonte de recursos para dar um gás a sua combalida gestão. O problema é que com a saída do PT do governo, a militância que atua nos sindicatos se sentiu ainda mais animada para resistir ao confisco.

Sobre o fim da aliança e o marasmo na gestão municipal, há dirigente petista dizendo em tom de ironia que “até as tartarugas já começaram fugir do Fruet”. E, com a candidatura própria do deputado Tadeu Veneri, é preciso atitude e demarcação de território.

 

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