23 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Moro rompe com Requião: ‘direito de resposta é instrumento de censura’

O juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, em palestra no IX Fórum da Associação Nacional de Editores de Revista, em São Paulo, nesta segunda-feira (23), criticou a Lei Requião — de direito de resposta — considerando-a “vaga” e instrumento de “censura”.

O magistrado afirmou que não é contra o direito de resposta, que é garantido pela Constituição, “mas a forma, o procedimento, a vagueza da lei em não estabelecer as hipóteses em que esse direito deve ser exercido acabam possibilitando que ela seja usada como instrumento de censura”.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), autor da lei, tem explicado que não se trata de censura, mas de direito de defesa ao ofendido, sobretudo ao cidadão comum, contra o abuso da imprensa.

“Sem o direito de resposta a mídia é imprevisível Pitbull ameaçando a democracia”, rebate o parlamentar.

Para Requião, “é indigno o comportamento dos que falam de direito de defesa da mídia quando o que a lei exige é apenas o igual contraditório”.

A declaração do juiz pode representar o fim de uma admiração platônica, pois, apesar de alguns divergências pontuais com a Lava Jato, principalmente dos exageros e estrelismos, Requião vinha se mostrando um entusiasta da atuação de Moro.

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23 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Em vídeo, Requião pede voto contra diretor de escola que apoia Richa

requiao_profes_richaO senador Roberto Requião (PMDB), em vídeo (assista abaixo), pede que a comunidade escolar paranaense não vote em diretor que apoiou o massacre dos professores no último dia 29 de abril.

No próximo dia 3 de dezembro, a comunidade escolar — pais, alunos, professores e funcionários — escolherão os diretores e vices de 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná.

“É importante a rejeição das chapas alinhadas com governo do estado. O governo violentou as escolas, violentou as comunidades escolares e os professores. E é importante para o aprendizado democrático do Paraná que os pais de alunos, os professores e os funcionários não beijem a ponta do chicote que os açoita”, disse o senador.

O governador Beto Richa (PSDB) manobrou a resolução visando permitir que diretores, há mais de 10 anos, sejam reeleitos no cargo. A maioria dos gestores na função, raras as exceções, está no colo do tucano.

“Vamos dar uma resposta agora, e eleger chapas de diretores que prestigiem a liberdade da educação, a importância do ensino público do Paraná. É a hora de darmos demonstração clara que temos vergonha na cara”, pregou Requião.

Assista ao vídeo: Leia mais

23 de novembro de 2015
por admin
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Ocupação de escolas será por melhoria nas condições de ensino, afirma UPES

upesA União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) reunirá lideranças estudantis de todo o estado no 52ºCongresso da entidade, neste fim de semana (28 e 29), em Pontal do Paraná. A exemplo do que está acontecendo em São Paulo, a entidade planeja ocupar escolas estaduais como forma de resistência aos ataques do governador Beto Richa (PSDB) à educação pública.

No Congresso será eleita a nova diretoria da entidade e definido o plano de lutas dos secundaristas. Os projetos de lei “Escola sem Partido” e “Adote uma Escola”, ambos de deputados da base de sustentação do governador Beto Richa, a chamada “Bancada do Camburão”, estão na mira dos estudantes.

Além disso, eles vão protestar contra o fechamento de escolas e turmas, que o governador fez de conta que desistiu, mas continua encaminhando na prática. A situação precária da maioria das escolas do estado também será alvo do protesto dos jovens.

O vídeo a seguir, feito em uma escola estadual que fica em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, mostra como estão as escolas no Paraná: Leia mais

23 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Gleisi dedica coluna semanal à ‘ingratidão’ de Fruet em Curitiba

gleisi_fruet_ingratidaoA senadora Gleisi Hoffmann (PT), em sua coluna semanal no Blog do Esmael, nesta segunda-feira (23), afirmou que “a política dá voltas, como a vida” ao reclamar do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), que não teria chamado o partido para discutir as eleições de 2016.

“Nenhuma conversa, nenhuma proposição. Respeitamos essa postura, mas não podemos esperar até o último momento para decidir nossa caminhada”, disse Gleisi, ao reafirmar candidatura própria do PT em Curitiba. O nome que a agremiação deverá apresentar no próximo sábado, dia 28, durante encontro municipal, é do deputado estadual Tadeu Veneri (PT).

Gleisi ainda recordou na coluna de hoje que os petistas foram às ruas pela eleição de Fruet de 2012, mas, anotou, “sabemos na política quando somos queridos ou não. Isso não traz mágoas, apenas orienta-nos sobre como vamos continuar o projeto”.

A senadora atribuiu as principais obras na capital como sendo recursos trazidos pelo partido, sobretudo “para creches, para milhares de casas do Minha Casa, Minha Vida, obras de saneamento, contenção de cheias, malha viária do transporte coletivo, recursos para o metrô, além de programas de combate à violência contra a mulher, na área da cultura e do trabalho, emprego e renda”.

Abaixo, ouça o áudio (disponível para download): Leia mais

23 de novembro de 2015
por admin
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Araupel, que doou R$ 150 mil na campanha, agora pressiona para Beto Richa descer a lenha no MST

araupel

A empresa Araupel trouxe manifestantes do Sudoeste do estado, nesta segunda-feira (24), para exigir que o governador Beto Richa (PSDB) use a força contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (PSDB). Eles estão reunidos no Centro Cívico, em frente ao Palácio Iguaçu, e pressionam para que o tucano force a desocupação da fazenda Rio das Cobras que fica no município de Quedas do Iguaçu.

A empresa que explora a produção de papel no Paraná está colocando seus trabalhadores e fazendeiros da região contra o MST usando o argumento da perda do emprego se a ocupação continuar.

O problema é que já foi provado na Justiça que a fazenda Rio das Cobras pertence à União e que o título de posse usado pela Araupel para explorar a área é falso. Além disso, o MST defende que a utilização de grandes áreas para reflorestamento e produção de papel é prejudicial à natureza, causando a desertificação e degradação dos solos.

O deputado Requião Filho (PMDB), em sua coluna de 28 de maio de 2015, aqui no Blog do Esmael, denunciou que a Araupel doou R$ 150 mil para a campanha de reeleição do governador do PSDB. Segundo o parlamentar, à luz da Justiça, a empresa é considerada “invasora”. Leia mais

23 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Veja essa: Operação Publicano do Gaeco transforma escândalos anteriores em “café pequeno”

gaeco_publicanoCoube ao diligente repórter e blogueiro Fábio Silveira, do Jornal de Londrina, a revelação de que a Operação Publicano, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado  (Gaeco), contabilizou, até agora, prejuízo de R$ 725 milhões aos cofres públicos.

Com o avanço das investigações, a força-tarefa do Ministério Público do Paraná acredita que a soma poderá ultrapassar R$ 1 bilhão.

Esse dinheiro deixou de entrar no caixa do estado porque fora trocado por propina para fiscais da Receita Estadual.

Há suspeita de que parte desse valor foi desviado para a campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB). O inquérito está na Procuradoria Geral da República (PGR).

O lobista Luiz Abi Antoun, primo do governador tucano, de acordo com o Gaeco, seria o chefe da quadrilha mesmo não tendo formalmente cargo no governo do estado. Leia mais

23 de novembro de 2015
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Eleições, alianças e o PT

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Gleisi Hoffmann*

Tem sido lugar comum criticar o PT, e até odiá-lo neste momento. Recaem sobre o partido todas as mazelas da política brasileira. Seus filiados e dirigentes são taxados de corruptos e incompetentes. Parece que, para melhorar o Brasil, o PT tem de ser dizimado, destruído.

É fato que como organização humana o PT falhou e cometeu muitos erros, mas só quem desconhece a história, ou quer esquecê-la, coloca em sua conta a falência da política.

Maria Rita Loureiro, socióloga e professora da área de Administração Pública e Governo da FGV/SP, fez um belo artigo para a revista Carta Maior, falando da deslegitimação recorrente de governos populares na história brasileira.

Com essa campanha sistemática contra o PT, no entender de Maria Rita, “procura-se destruir o único partido político de base popular que assumiu o poder nesse país e que ousou realizar, ainda que de forma muito tímida, políticas de redução de suas seculares desigualdades sociais”.

Quais foram os governos, ao longo de nossa história, que garantiram poder de compra e aumento real do salário mínimo?! Que fizeram políticas para combater a pobreza estrutural do país, possibilitando a primeira geração sem fome no Brasil?! Que apresentaram um programa de habitação popular beneficiando milhões de famílias?! Que construíram tantas universidades públicas, escolas técnicas e creches?! Que fizeram programas de acesso ao ensino superior para os mais pobres?! Que criaram farmácias populares e distribuíram remédios gratuitamente?! Que viabilizaram milhares de médicos para atender a população pobre do Brasil?! Que aumentaram e baratearam o crédito e o acesso aos bens?!  Poderíamos citar tantas outras melhorias. E, com certeza, apesar dos erros e desvios, não é o que patrocinou a maior corrupção de nossa história.

Agora, aproximam-se as eleições municipais e muitos analistas de momento determinam que o PT está morto. No Congresso Nacional da Juventude do PT, o presidente Lula afirmou: “dizem que o PT acabou. Vamos fazer uma pequena surpresa pra eles!”.

Lula tem razão! O PT pode estar fraco eleitoralmente neste momento, mas não se acaba com o maior partido de esquerda da América Latina dessa forma. Faremos alianças nessas eleições, mas também disputaremos com candidaturas próprias, para defender nosso legado e nossa versão dos acontecimentos.

Na capital do Paraná é possível ter candidatura própria. O partido vai decidir consultando a militância em um encontro municipal, como sempre faz. Isso não quer dizer que abandonamos o prefeito Gustavo Fruet, a quem ajudamos a eleger e cujo governo temos apoiado.

Mas não posso deixar de registrar que o prefeito e seu partido, o PDT, não demonstraram, até este momento, vontade política de permanecer em aliança. Nenhuma conversa, nenhuma proposição. Respeitamos essa postura, mas não podemos esperar até o último momento para decidir nossa caminhada. Primeiro porque estaríamos deixando de participar ativamente do processo político; segundo, que desrespeitaríamos ao próprio Gustavo retardando uma posição.

A política dá voltas, como a vida. Em 2012 propusemos e articulamos uma aliança com o PDT, fomos pra rua, fizemos Leia mais

23 de novembro de 2015
por admin
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: O receituário do Paraná

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“Somos o que fazemos, mas somos, principalmente,
o que fazemos para mudar o que somos”

Eduardo Galeano

Luiz Cláudio Romanelli*

Havia mais de uma década que esperávamos pela notícia: Paraná quarto PIB nacional, a sexta renda per capita brasileira e a avaliação de 64 indicadores, da infraestrutura ao capital humano, lhe garante o status do segundo Estado mais competitivo do país.

Estatísticas e números, em ambientes técnicos, parecem frios, comuns, não empolgam, e se misturam a dura realidade em que o país atravessa: desaceleração da atividade econômica, inflação alta, consumo baixo, eliminação de postos de trabalho e a redução de investimento público e privado.

É um quadro recessivo e exatamente por essas condições que o caso do Paraná merece uma atenção mais destacada em relação à economia de outros estados e sobre quais ambientes que o conjunto das forças produtivas criou para construir essa referência que comumente a imprensa aponta como “na contramão da crise”.

De antemão, é sempre bom que se repita: o Paraná não é uma ilha que está passando ao largo da crise. O estado está enfrentando seus percalços e deve tomar as medidas necessárias, neste atual momento, para proteger a sua economia e o emprego do paranaense. Esse é um ponto muito importante que vai nortear a minha atuação parlamentar nos próximos meses.

Agora, antes de detalhar percentuais de PIB, escalas de renda per capita brasileira e até as avaliações do The Economist que apontam o bom momento da vida do paranaense, trago outro bom exemplo: o Governo do Estado vai pagar R$ 3,9 bilhões nos próximos 30 dias de três folhas de pagamento (novembro, 13º e dezembro) dos servidores estaduais.

Aos salários somam-se já os 3,45%, pagos em outubro, de reajuste acordado com os servidores. Nos salários de janeiro serão mais 10% de aumento – ou valor integral do IPCA. Isso contando já o pagamento de progressões, promoções e outros reajustes acordados com categorias diversas do funcionalismo estadual, como a do ensino superior, da educação básica  e da saúde.

Há vários estados – do mesmo ou menor porte que o Paraná (caso do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Sergipe, entre outros) que atrasam, parcelam e escalonam os salários dos servidores e que ainda procuram soluções para o pagamento do 13º. O próprio governo federal decidiu adiar para agosto de 2016, o pagamento do reajuste dos servidores federais previsto para janeiro próximo. A justificativa é que a situação econômica do país piorou e não há dinheiro suficiente no orçamento de 2016 para cumprir com os reajustes dos servidores e convocar os aprovados em concurso.

Diga-se: o Pa Leia mais