20 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Lula promete “surpresa” em 2018 a quem acha que o PT acabou

do Brasil 247

Em discurso durante o 3º Congresso da Juventude do PT em Brasília, o ex-presidente Lula criticou a oposição, que “não soube perder” e criou uma “encalacrada após as eleições”. Segundo ele, agora é preciso defender a presidente Dilma Rousseff e tirá-la dessa situação.

“Temos que ajudar a companheira Dilma a sair da encalacrada que a oposição nos colocou depois das eleições”, disse Lula. “Eles não souberam perder”, acrescentou. O petista voltou a dizer que a militância “não pode permitir que ladrão fique chamando petista de ladrão”, numa crítica às delações premiadas da Operação Lava Jato.

Lula ironizou as doações partidárias feitas ao PSDB também por empreiteiras investigadas pela Polícia Federal, mas que não são alvo de denúncias de irregularidades. “Eu quero saber se o dinheiro do PSDB foi buscado numa sacristia”, disse.

O cacique petista disse ainda que o partido pode fazer uma “surpresa” para aqueles que acham que o PT já acabou. “Andam dizendo que o PT acabou. Vamos fazer uma pequena surpresa para eles”, convidou. Ao falar sobre a próxima eleição presidencial, em 2018, o ex-presidente ressaltou que é “importante lembrar que não tem 2018 se não tiver 2016. Temos que construir 2016”.

Diante das palavras de ordem que ouviu dos jovens, como ‘Fora, Cunha’ e ‘Fora, Levy’, Lula pediu: “Quero mais do que palavras de ordem. Quero saber qual proposta da nossa juventude para a educação. Me digam o que não sei”. Como de costuma, ele convidou os jovens a acreditarem e a entrarem na política. “Eu sonho com o dia em que vocês vão falar que vão as Leia mais

20 de novembro de 2015
por admin
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“Amigos das crianças”: Prefeito de Cascavel e Beto Richa vão demolir escola para construir cadeião

escolaprisao

A comunidade da Escola Municipal Gládis Tibola, de Cascavel, Oeste do Paraná, foi surpreendida esta semana com uma decisão tomada pelo prefeito Edgar Bueno (PDT) e pelo governador Beto Richa (PSDB). Eles vão demolir uma das escolas mais antigas da cidade para construir o novo cadeião.

Prefeitura e governo do estado bateram o martelo na terça-feira (17) em uma reunião no gabinete do prefeito, Edgar Bueno. Ninguém da comunidade escolar participou da reunião.

Sem um aviso prévio ou mesmo qualquer tentativa de negociação, a diretora da escola, Ana Koren, e os professores ficaram sabendo pela televisão das intenções do prefeito Edgar Bueno, premiado como “Amigo das Crianças”. Leia mais

20 de novembro de 2015
por admin
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A lama da “privataria tucana” em Minas ainda não assentou

Passadas duas semanas da tragédia humana e ambiental causados por uma avalanche de lama no município de Mariana, em Minas Gerais, depois do rompimento de uma barragem, as reais dimensões desse crime e suas implicações políticas continuam incertas.

Como a bomba estourou sob os governos estadual (Pimentel) e federal (Dilma), ambos do PT, é quase inevitável que eles sejam identificados como corresponsáveis, além e claro da própria empresa, a Samarco.

Mas é preciso voltar um pouco na história para lançar luz sobre essa lama toda. Em 1997 a Cia. Vale do Rio Doce, antes uma mineradora estatal, foi privatizada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Várias denúncias e escândalos envolveram o processo de privatização não apenas da Vale, mas de inúmeros bens públicos no período, ficou conhecido como “privataria tucana”.

A Vale é dona da Samarco em sociedade com a mineradora australiana BHP Billiton. FHC não se contentou em vender a Vale a preço banana com financiamento do BNDES. Em 1996, com a Lei Kandir, ele isentou de ICMS as exportações de minérios.

Mas o crime da lama da Samarco também serviu para confirmar a tese da proibição do financiamento privado de campanhas. Pois onze dos 19 deputados federais  indicados pela Câmara para fazer parte de uma comissão externa para investigar a tragédia receberam doações de campanha da Vale.

Isso por si não é prova de que eles vão aliviar as responsabilidades da empresa. Mesmo por que o Ministério Público está atento e a questão vai para a Justiça, independente do que digam os deputados. Mas o conflito de interesses é gritante.

Lembramos também que a ambientalista de primeira hora, duas vezes candidata a presidente da república, Marina Silva (REDE), ainda não visitou a área atingida. Nas poucas declarações que deu até agora, ela foi contida e só lamentou o “desastre” e falou em mais precaução.

A questão do crime ambiental em Mariana é tão nebuloso quanto a cobertura pela mídia, haja vista o direito de resposta que a TV Globo (Jornal Nacional) fora obrigada conceder ao governador mineiro Fernado Pimentel —  uma semana depois de sancionada a Lei Requi Leia mais

20 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Pesquisa em BH: Dilma tem melhor avaliação do país em terra de Aécio

Aecio_Dilma_BHA presidente Dilma Rousseff tem 14,4% de aprovação em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, segundo o instituto Paraná Pesquisas.

De acordo com o levantamento realizado entre 7 e 11 de novembro, a petista tem a melhor avaliação do país na capital mineira.

O diabo é que o senador Aécio Neves (PSDB), por ser mineiro, jacta-se de chefe político em BH (embora Dilma também seja mineira, mas tenha feito carreira política no Rio Grande do Sul).

É evidente que a reprovação da presidente também é alta, 82,5%, mas os números “favoráveis” a ela, na casa do adversário, servem de alento, ou seja, “nem tudo está perdido”.

A seguir, leia o relatório completo da pesquisa com a aprovação dos governos municipal e estadual, bem como os números da corrida à Prefeitura de Belo Horizonte em 2016: Leia mais

20 de novembro de 2015
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Alckmin e Richa continuam com planos de fechar escolas, mas resistência continua em SP e PR

Apesar de informação veiculada ontem (19) pela Folha de São Paulo, o fechamento de escolas no estado de São Paulo, a exemplo do Paraná, não foi suspenso. Parece que o anúncio da suspensão visava somente desmobilizar os estudantes que, sob a liderança da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), já ocupam pelo menos 74 escolas.

O secretário de Educação do governo Alckmin (PSDB), Herman Voorwald, anunciou uma proposta para desmobilizar as ocupações das escolas. Os estudantes deveriam desocupar as escolas e em 48 horas receberiam material informativo sobre a reestruturação. A partir de então, seriam iniciados debates nas comunidades, entre professores, alunos, pais, associações e conselhos. A proposta original da Secretaria prevê o fechamento de 94 unidades.

Quando questionado pelas entidades estudantis presentes à audiência se a reestruturação estava suspensa até um consenso da base popular, o secretário respondeu de forma evasiva: “As escolas devem enviar uma contraproposta para as diretorias de ensino e iremos avaliar se é viável. Depois vamos ver como será.”

A presidenta da Ubes, Camila Lanes, considera que as ocupações em São Paulo devem continuar até a Leia mais

20 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Consciência Negra: “Precisamos falar sobre racismo e preconceito no Brasil”

Mesael Caetano dos Santos*

“Racismo é a convicção sobre a superioridade de determinadas raças, com base em diferentes motivações, em especial as características físicas e outros traços do comportamento humano”, define o Aurélio.

A lei 7.716/89, em seu artigo 1º, diz que serão punidos os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, e descreve nos artigos seguintes os tipos penais que serão considerados racismo no Brasil.

O legislador de 1988 classificou o racismo como crime inafiançável e imprescritível, deixou claro no artigo 3º da Constituição que combatê-lo é um dos objetivos da República.

O processo para o fim da escravidão no Brasil foi longo e penoso. Negros e parte de brancos lutaram até 1888 de maneira ferrenha, travando batalhas tanto nas ruas, nas senzalas e nos quilombos, quanto nos campos ideológico, político e jurídico.

Com a abolição, venceu-se uma etapa nefasta, mas que até hoje marca a história de nosso país. Permanecem o preconceito e o racismo, alimentado por parte da sociedade brasileira.

Precisamos discutir esse tema e outras formas de discriminação, para que possamos avançar para sua extinção.

Com a superação do período escravocrata no Brasil 126 anos se passaram, no entanto, a peja do racismo do preconceito em nosso país está longe de ser superado em parte de brasileiros que herdaram em seu DNA a semente do mal, em fim, ovo da serpente continua a ser gestado geração em geração.

A sociedade dominante no Brasil sempre procurou sustentar a imagem de um povo cordial, pacífico sem preconceito de raça e religião, entretanto, no silêncio das relações interpessoais as pessoas negras e seus descendentes sempre foram tratados com pessoas de segunda classe.

A professora Maria Luiza em brilhante obra Racismo na Historia no Brasil (op.cit. pg.5) sustentando essa tese de que o Brasil sempre o foi um país racista, afirma que basta olhar em sua volta, procure ver onde os negros trabalham, vejam uma revista, na televisão, quantos negros em papéis de relevância, veja no governo federal, estadual e municipal quantos cidadãos que representam essa etnia estão em cargos de grande importância ou até mesmo em papeis secundários.

Talvez muitos dissessem que racismo é coisa do passado, no Brasil o racismo e traiçoeiro é camuflado, quem é racista age sorrateiramente na escuridão das relações sociais. Esse aspecto do racismo no Brasil está oculto na história oficial, certos assuntos são evitados para não ferir a memória de quem foi escravocrata e de quem continua secretamente a ferir.

No campo jurídico destacam-se os avanços que vieram com a Constituição de 1988, no Art. 1º diz que República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I – a soberania; II – a cidadania; I Leia mais

20 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Jornal Gazeta do Povo leva quase 100 anos para descobrir que é um “blog”

Fundado em fevereiro de 1919, o tradicional jornal curitibano Gazeta do Povo dará um salto para a migração do papel para a plataforma digital.

Em comunicado enviado a assinantes, o jornal da família Cunha Pereira informa que a versão impressa deixará de circular aos domingos. No entanto, uma edição “fim de semana” chegará aos leitores mais cedo — nos sábados.

Para compensar a falta de papel aos leitores, o jornal oferece em contrapartida “acesso ilimitado a todas as plataformas digitais, com informações atualizadas em tempo real”. Ou seja, a Gazeta do Povo levou quase 100 anos para descobrir que é um “blog”.

O tamanho do jornal impresso Gazeta do Povo também vai diminuir, isto é, o formato do papel (provavelmente, será relançado no formato Berliner ou Germânico).

A edição deste domingo (22) do jornal Gazeta do Povo promete explicar direito aos leitores essa mudança de conceito, ou seja, sobre essa migração “lenta, gradual e segura” do papel para a plataforma digital total.

É de conhecimento de todos que as publicações impressas tendem a desaparecer em todo o mundo. A primeira grande a ser extinta na versão papel foi a revista norte-americana Newsweek, uma espécie de Veja dos Estados Unidos, que, no final de 2012, migrou totalmente para a plataforma digital após 80 anos.

Nos meios jornalísticos e publicitários, inclusive, há uma tabela prevendo a “morte” de jornais e revistas em todo planeta. O deadline (linha da morte ou prazo final) ocorrerá primeiro nos Estados Unidos (2017), Canadá e Noruega (2020). No Brasil, o papel resistirá até 2027 (clique aqui para ler mais sobre isso).

Voltemos à vaca fria, ou seja, à conversão do jornal Gazeta do Povo num “blog”.

Segundo informações obtidas pelo Blog do Esmael, o impresso da família Cunha Pereira há tempos entrou em colapso. Opera no vermelho porque perdeu como sócio a família Lemanski. Portanto, somente os Cunha Pereira fazem aporte financeiro da RPC TV (afiliada à Globo), que seria superavitária, para a Gazeta do Povo tal qual ela é hoje (versão impressa).

A migração total da plataforma offline (papel) para online (digital), com certeza, reduzirá custos com logística de distribuição e insumos (papel, tinta, etc.), além de aposentar as rotativas e eliminar mão de obra secular.

O problema é que não se faz jornalismo sem jornalistas. O histórico da Gazeta do Leia mais

20 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Apesar de Beto Richa, Paraná sobe ao posto de quarta economia do país

campagnolo_richaO presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, não tem dúvidas de que o Paraná ascendeu à posição de quarta maior economia do Brasil graças ao empreendedorismo e esforço contínuo de empresários e trabalhadores do estado.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o estado do Paraná respondeu por 6,3% de todas as riquezas produzidas no país em 2013, superando o resultado do Rio Grande do Sul, com 6,2%.

O presidente da Fiep tem razão no que diz, pois, o governo Beto Richa (PSDB) passou todo esse tempo jogando contra o setor produtivo. O tucano, por exemplo, faz sua profissão de fé a luta pela manutenção do ‘pedágio mais caro do mundo’ nas rodovias paranaenses — o que diminui a competitividade dos produtos locais.

Além do pedágio, Richa joga contra o emprego para os trabalhadores e os negócios para os empresários ao aumentar impostos (tarifaços) e fazer vistas grossas com a existência da “indústria da propina” em órgãos públicos como a Receita Estadual, fatos esses que afugentaram investimentos. A Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga se o próprio tucano não se locupletou com o dinheiro desviado na campanha de reeleição. Leia mais

20 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Requião com carinho para Temer: “A verdadeira ponte para o futuro”

Roberto Requião[1]

O recém-publicado documento da Fundação Ulysses Guimarães “Uma ponte para o futuro” faz lembrar o clássico romance do escritor siciliano Giuseppe Tomasi di Lampedusa, il gattopardo, o Leopardo, em português. O tema da obra é a decadência da aristocracia siciliana durante o Risorgimento, a Unificação Italiana conduzida pela luta popular sob a bandeira de um Estado republicano moderno.

A velha e decadente nobreza siciliana não queria saber de mudança. Porém, os ventos revolucionários não podem ser barrados.  Mas podem ser desviados, através de uma mudança controlada. O Príncipe de Falconeri resume essa estratégia em sua assertiva que virou um clássico:

“A não ser que nos salvemos, dando-nos as mãos agora, o povo nos submeterá à República. Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude. ”

Sabemos que o sistema político da Nova República se estabilizou através de uma dicotomia entre PT X PSDB. Essa dicotomia manteve forças progressistas e populares entretidas primeiro na esperança da eleição do PT, depois nos avanços sociais que o PT veio construindo aos poucos. Esse modelo entrou em parafuso com o PT liderando um ajuste fiscal absolutamente antissocial. Em reação, o PSDB ficou inicialmente atônito entre a crítica incoerente e o aplauso com sorriso amarelo. Depois, passou a pedir ainda mais arrocho pelo governo, supostamente revoltado contra a timidez, a desfaçatez ou a suposta falta de convicções do governo em relação ao ajuste. Enfim, o PSDB ficou perdido.

Mais atônito está povo, que depositava suas esperanças na atenção que o PT dava ao social, ainda que há muito já havia percebido que era falsa a dicotomia PT/PSDB na questão da regulação do sistema financeiro e da política macroeconômica. Na prática, para ambos, os juros indecentes foi o primeiro mandamento. Dilma até se esforçou para reduzi-lo, mas por não conscientizar o povo sobre isso e por não mexer na estrutura do Tripé Macroeconômico (câmbio flutuante e metas de inflação e superávit primário), que alimenta os juros altos, não teve força para manter a iniciativa.

Sobre as regras de gestão da macroeconomia criadas por FHC, nenhum grande partido ousa levantar dúvidas. É um tabu. Um silêncio total. Uma unanimidade burra.

No ano passado, os candidatos do PSB à presidência, que era a grande “novidade” das eleições, passaram meses falando que a dicotomia PT/PSDB era falsa e mantinha o país na mesmice e que eles queriam ser a alternativa a isso. Eles seriam o veículo da mudança. Porém, quando todo mundo tinha entendido que eles seriam “o novo”, eles passaram a afirmar que o Brasil deveria louvar e respeitar o Tripé das regras macroeconômicas de FHC com ainda maior afinco. Apesar de o PT e de o PSDB nunca terem deixado de segui-lo e muito menos de louvá-lo.

O que me deixa impressionado é que os candidatos do PSB repetiam supostas vantagens desse modelo como se fosse uma grande novidade, e não algo já aborrecidamente repetido pelos jornais, economistas e políticos há mais de 15 anos. Paradoxalmente, todos os candidatos – exceto Luciana do PSOL e Mauro Iasi do PCB – faziam o mesmo, louvando o Tripé como se isso fosse inédito e seu grande diferencial. Impressiona-me que candidatos ditos “nanicos”, que tinham finalmente a grande chance de suas vidas para serem conhecidos por todos os brasileiros e usar isso para falar algo diferente que justificasse sua candidatura alternativa, se esmerassem para usar seus minutos de fama para repetir a mesma cantilena neoliberal.

Isso já h Leia mais

20 de novembro de 2015
por admin
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30 mil servidores municipais de Curitiba em ‘estado de greve’ contra confisco da aposentadoria

greveOs 30 mil servidores municipais de Curitiba, representados por quatro sindicatos (Sismuc, Sismmac, Sigmuc e Afisc), decidiram em assembleia geral na última quarta-feira (18) entrar em ‘estado de greve’ com indicativo de greve geral por tempo indeterminado.

O movimento é uma reação dos servidores à proposta do prefeito Gustavo Fruet (PDT) de reduzir o valor do repasse mensal feito ao Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC).

Pela proposta, o pedetista cortaria cerca de R$ 10 milhões do repasse mensal. Segundo os sindicatos, esse corte pode inviabilizar o IPMC e as aposentadorias dos servidores. Leia mais

20 de novembro de 2015
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Coluna do Marcelo Belinati: Nova droga contra o câncer, uma questão de sensibilidade humana e social

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Marcelo Belinati*

“Em primeiro lugar na nossa vida é Deus, a família e a saúde.”

Já ouviram essa frase? Pois é, ela é uma grande realidade. A saúde é nosso bem mais precioso…

Agora, imaginem vocês, algum familiar seu ou até mesmo você, com câncer e vem a notícia de uma substância que pode até levar à cura, mas que não é possível ter acesso a ela em razão de entraves burocráticos?

Entraves burocráticos? Ou talvez pressão de grandes laboratórios que perderiam seus lucros exorbitantes?

Isso é inaceitável!!!!

Qual seria seu sentimento? Revolta? Angústia? Decepção? Sofrimento?

É essa a triste realidade que milhares de brasileiros portadores de câncer e também seus familiares estão passando nesse exato momento…

Desde que o pesquisador, Dr. Gilberto Chierice, da USP, anunciou que a Fosfo é uma alternativa à cura do câncer, houve muito debate em torno deste tema.

A questão é a seguinte:

1) muitas pessoas que têm feito uso da Fosfo para combate do câncer têm tido bons resultados, inclusive com relatos de cura;

2) Apesar disso, não se tem ainda os estudos clínicos necessários para liberação do medicamento.

O que tem que ser feito então????

Fazer os estudos, poxa vida!!!!

É exatamente o que falamos para os representantes dos órgãos regulamentadores durante as audiências públicas no Senado e na Câmara.

As pessoas precisam de respostas, se a substância for eficaz no tratamento do câncer que seja liberada rapidamente. Se não for, que ao menos tenham acesso a essa informação.

A cobrança por parte da sociedade surtiu efeito e o governo anunciou a criação de um Grupo de Trabalho para apoiar as etapas de desenvolvimento clínico da Fosfoetanolamina (Portaria 1.767 de 29/10/2015).

O Grupo tem 60 dias para apresentar o relatório final das atividades.

Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia anunciou que vai investir 10 milhões de reais nos estudos clínicos para comprovar se a substância Fosfoetanola Leia mais

20 de novembro de 2015
por admin
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Coluna do Bruno Meirinho: Dia da Consciência Negra; memória, reparação e justiça

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Bruno Meirinho*

O dia 20 de novembro é o dia da consciência negra. A data é registrada em memória a Zumbi dos Palmares, líder do quilombo situado em Alagoas, que foi assassinado em 20 de novembro de 1695.

Os quilombos eram locais onde se reuniam os escravos que conseguiam fugir das fazendas. Nesses locais, estabeleciam comunidades que conseguiram preservar sua cultura até os dias de hoje.

Por isso, Zumbi dos Palmares é amplamente reconhecido como o símbolo da resistência dos escravos de origem africana, e também de todos os negros, razão pela qual o dia da sua morte ficou registrado como o Dia Nacional da Consciência Negra, reconhecido pela Lei Federal 12.519/2011, que, entretanto, não reservou esse dia como feriado. Zumbi também é considerado um herói nacional, homenageado no Livro dos Heróis da Pátria.

Embora a lei federal não designe esse dia como feriado, vários estados e municípios instituíram, por lei, o feriado do dia 20 de novembro, como uma expressão do respeito ao dia da consciência negra, ao lado do dia do trabalhador, da proclamação da república, e da independência do Brasil, datas que celebram a formação do Brasil enquanto nação.

Entretanto, para outros estados e municípios, instituir o dia da consciência negra é considerado um tema polêmico. A oposição contra o feriado geralmente parte de associações empresariais, comerciais e industriais.

A argumentação dessas entidades empresariais se dirige à ameaça de queda na produtividade e nos lucros. Criticam o excesso de feriados no Brasil.

O argumento do excesso de feriados, entretanto, não resiste à comparação com outros países, como, por exemplo, os Estados Unidos, a Alemanha e a França, que costumam ter mais feriados que o Brasil, e não são países de baixa produtividade.

A questão do impacto econômico do feriado também é um assunto duvidoso. Para alguns setores da economia, definitivamente pode haver algumas dificuldades, mas o impacto, provavelmente, não seria suficiente para justificar o veto ao feriado.

Isso porque outros fatores podem ter impactos muito mais relevantes para a economia do que os feriados, como os juros altos, o déficit na correção dos salários em relação à inflação, o aumento dos preços controlados de produtos essenciais (água, luz, combustível e transporte), a redução do poder de compra das aposentadorias e, até mesmo, o clima.

Além disso, ainda que os feriados signifiquem perdas para alguns setores Leia mais