9 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Secretários e comissionados debandam do PT para ficar com Fruet

O presidente do PT de Curitiba, Natalino Bastos, em entrevista ao Blog do Esmael, confirmou nesta segunda-feira (9) debandada de quadros do partido rumo ao PDT do prefeito Gustavo Fruet.

Segundo o dirigente petista, três baixas foram observadas no dia de hoje. A saber: a secretária Municipal de Mulheres, Roseli Isidoro; Tom Vargas, administrador Regional CIC; e Marcos Vieira, líder comunitário, suplente de vereador da agremiação.

“Quero acreditar que eles fizeram uma opção de sair do partido para ingressar no PDT, não por apego ao cargo”, declarou Natalino. “Da mesma forma que eles estão saindo outros tanto fazem o movimento inverso, de entrada”, garantiu.

Natalino afirmou ainda que há um movimento, assédio maior, da gestão do pedetista visando fortalecer a reeleição do prefeito Gustavo Fruet. “De certa forma, isso acaba enfraquecimento do PT. Isso implode a possibilidade de apoio num eventual segundo turno”, disse.

O presidente do PT vê um movimento articulado do PDT para levar os quadros do partido. Segundo ele, a debandada não tem apego pessoal dos companheiros aos cargos que ocupam. “Não quero acreditar nisso”.

Natalino aproveitou a entrevista para convocar o encontro municipal do PT, no dia 28 de novembro, para debater entre candidatura própria e aliança. De acordo com ele, a legenda, a princípio, lançará o deputado Tadeu Veneri se colocou com candidato a prefeito de Curitiba. “Mas ainda temos as nossas etapas internas até confirmá-lo”.

“Anteriormente, o PDT era tido como nosso aliado prioritário, mas, agora, depois desse assédio, cresce a possibilidade de composição com o PMDB num eventual segundo turno”, redirecionou Natalino Bastos.

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9 de novembro de 2015
por admin
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Professores e estudantes rejeitam golpes de Richa contra a educação

audienciaA Audiência Pública realizada na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) na manhã de hoje (9) refutou uma série de ataques do governador Beto Richa (PSDB) contra a educação estadual.

Foram discutidos o fechamento de escolas e de turmas, o projeto “Escola sem Partido” e o projeto de terceirização da educação chamado “Adote uma Escola”. Durante a reunião, houve protesto de estudantes (abaixo, assista ao vídeo).

O projeto de lei nº 748/2015, chamado “Programa Escola Sem Partido”, foi o tema mais debatido na audiência convocada pelos deputados Professor Lemos e Tadeu Veneri — ambos do PT.

Representantes do Ministério Público do Paraná, do Conselho Estadual de Educação e da APP-Sindicato se colocaram integralmente contra a proposta em tramitação no legislativo. Leia mais

9 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Assembleia tenta decifrar carta de amigo de infância de Richa

A sessão desta tarde na Assembleia Legislativa do Paraná deverá ser bastante quente, pois assuntos espinhosos não faltam. O Blog do Esmael, em parceria com a TV 15, transmite ao vivo para o Brasil e o mundo.

Transmissão ao vivo encerrada às 17h30.

O k-suco começará a ferver com a tentativa de decifrar a carta aberta do empresário Tony Garcia ao governador Beto Richa (PSDB). Ambos são amigos de infância.

Na sequência o parlamento tratará de temas relativos ao fechamento de escolas, a lei da mordaça (escola sem partido), e a privatização dos estabelecimentos de ensino.

Não viu como foi a sessão? Assista abaixo:

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9 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Marcelo Belinati lidera disputa pela Prefeitura de Londrina, diz pesquisa

O deputado federal Marcelo Belinati (PP) lidera a corrida pela Prefeitura de Londrina no primeiro e segundo turnos, diz levantamento do instituto Visão Intelligence.

No primeiro turno, lidera com 38% ante 32% do prefeito Alexandre Kireeff (PSD). Em terceiro lugar aparece o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) empatado com o também deputado Tercílio Turini (PPS), que têm 3%.

O deputado Alex Canziani (PTB) surge com 1%. Carlos Scalassara (PT) e Luiz Eduardo Cheida (PMDB) não atingiram 1%.

No cenário de segundo turno, em confronto direto, Kireeff permanece com 32% e Belinati sobe para 44%. Cinco por cento não votam em nenhum dos dois e 20% estão indecisos.

O instituto Visão Intelligence entrevistou 950 eleitores entre os dias 28,28 e 30 de outubro. A margem de erro na pesquisa é de 2,9%.

É interessante destacar que, em Londrina, Hauly e Canziani estão enrabichados o prefeito Kireeff. Também está engatado na administração municipal londrinense Ratinho Junior, por intermédio do presidente da Câmara de Vereadores local, o governador Beto Richa (PSDB).

Leia a íntegra do relatório da pesquisa:

http://s3.amazonaws.com/static.esmaelmorais.com.br/wp-content/uploads/2015/11/20195957/Pesquisa-Londrina-0111.pdf

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9 de novembro de 2015
por admin
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Fracassa greve de “caminhoneiros” contra Dilma em todo o país

bloqueiosA greve dos caminhoneiros autônomos iniciada na manhã desta segunda-feira (9) está tímida até o momento, apresentado bloqueios nos três estados do Sul, em Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, e no Rio Grande do Norte.

Em um primeiro balanço seria bastante crível afirmar que o movimento fracassou em todo o país. Também não é demais dizer que a tentativa era de os donos de transportadoras emparedar o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT).

No Paraná, foram registrados bloqueios em Apucarana (BR-376), Maringá (PR-317), Medianeira (BR-277), Paranavaí (BR-376), Nova Esperança (BR-376) e Clevelândia (PR-280). Leia mais

9 de novembro de 2015
por admin
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Greve forte dos petroleiros obriga direção da Petrobras a negociar

reparA greve dos petroleiros iniciada no dia 1° de novembro continua ganhando força por todo o país, obrigando a direção da Petrobras a reconhecer a pauta dos trabalhadores e a inciar uma mesa de negociação.

Segundo o presidente Sindicato dos Petroleiros no Paraná e Santa Catarina (Sindipetro), Mário Alberto Dal Zot, mais de 90% dos trabalhadores da parte operacional da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) em Araucária estão parados. A Repar tem capacidade de processamento de 33 mil m³ de petróleo por dia e é a quinta maior refinaria do país. Leia mais

9 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Faciap também diz não ao ‘pedágio mais caro do mundo’ de Beto Richa

A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), por meio de seu conselho administrativo, há pouco mais de uma semana, posicionou-se contra a prorrogação dos contratos do ‘pedágio mais caro do mundo’ como pretende o governador Beto Richa (PSDB).

O posicionamento da entidade é importante porque ela é uma das integrantes do G7 — o grupo das sete maiores do setor produtivo paranaense. A informação da manifestação contra a prorrogação dos contratos do pedágio é do site da Faciap.

Para os empresários do sistema Faciap, “o problema não está no pedágio em si, mas nos altos valores cobrados nas praças do Paraná, além das diversas e importantes obras ainda não realizadas nas estradas, e sem previsão de concretização”.

Além da Faciap, já se posicionaram contra a prorrogação do pedágio mais caro do mundo a Fiep (Federação das Indústrias do Paraná), Fecomercio (Federação do Comércio do Paraná), Fecoopar (Federação e Organização das Cooperativas do Paraná) e ACP (Associação Comercial do Paraná).

Só querem a perpetuação das pedageiras nas rodovias do estado, até o ano de 2.050, as próprias concessionárias, o governador Beto Richa, conhecido como o “Rei do Pedágio”, e estranhamente a Faep (Federação da Agricultura do Paraná) e a Fetranspar (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná).

Ou seja, no mundo produtivo ligado ao G7, o placar é de 5 contra dois. Portanto, o lobby do pedágio perde esse debate de goleada para a sociedade e para daqueles que geram riqueza e trabalho.

A recente decisão da Faciap, que reforça a posição de vanguarda da Fiep, ocorre num momento em que a política de ampliação das praças de pedágio despertam interesse das editorias policiais, pois, na semana passada, o empresário Tony Garcia, amigo de infância do governador tucano, denunciou que há mutreta na Parcerias Público-Privada (PPP) para duplicar a PR-323.

De acordo com o amigo de infância de Beto Richa, a obra da PR-323, orçada em R$ 8 bilhões, prevê o depósito anual de R$ 95,7 milhões pelo governo do estado para ajudar a custear as despesas com a duplicação de 220 quilômetros da rodovia entre Paiçandu e Francisco Alves.

Segundo Tony, a forma de escolhida da Odebrecht — “única” interessada na obra — foi “criminosa”. E é sobre isso que o amigo de infância do governador se dispõe a falar aos deputados, se convocado pela Assembleia Legislativa.

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9 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna da Gleisi Hoffmann: É por Dilma, pela mulher, pela dignidade feminina

Gleisi Hoffmann*

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Mais uma vez, a presidenta Dilma foi agredida e desrespeitada em sua condição de mulher. Uma ação grosseira, com uma tatuagem ofensiva à dignidade feminina, tal qual o adesivo machista para tanque de gasolina feito meses atrás.

Esse ataque a Dilma não tem nada de crítica política, protesto oposicionista, liberdade de expressão. É crime e ofende a todas nós, mulheres, independente de posição política. É a representação mais bruta, grotesca e animalesca que se pode ter: a ação masculina sob forma de violência sexual, acontecendo bem diante de nossos olhos.

Estamos em pleno 2015 e assistimos a ações impensadas contra as mulheres. A Câmara dos Deputados quer retroceder em direitos conquistados, com discurso falso moralista, de ataque a questões de gênero, além de vermos sistematicamente deputados agredindo suas colegas de mandato.

O Enem deu um passo importantíssimo no debate a violência contra a mulher ao colocá-la como tema de sua redação. Sete milhões de jovens pensaram e escreveram sobre isso. Tivemos reações críticas inimagináveis, alegando-se direcionamento ideológico por parte do MEC. É como se a violência contra a mulher não fosse fato real e corriqueiro em nossa sociedade. Sobrou até para Simone de Beauvoir.

Como não ficar triste ao relembrar centenas, milhares de casos de violência sexual e física seguida de morte de mulheres, muitas meninas, sem solução. Essa permissividade de parte da sociedade brasileira com a violência contra a presidenta é responsável também pela impunidade nos casos de homicídios, feminicídios agora, contra nossa população feminina.

Só no Paraná, nosso Estado, terceiro no ranking da violência contra a mulher, sobram casos não esclarecidos e não punidos contra nossas meninas. São os casos de Raquel, Tayná, Giovana, Elisabeth, Cecília, Alessandra, Julia… Sem contar os casos contra as mulheres jovens e adultas, principalmente aqueles que pretendem se esconder atrás de motivos ditos passionais, que graças à legislação mais moderna que temos hoje no Brasil, não prosperam.

Os homicídios, feminicídios agora, por “amor”, ciúme, “posse”… A maioria está vegetando em gavetas de delegacias, promotorias, juizados. O que podemos fazer em relação a isso? Não cabem as forças tarefas, tão utilizadas pelo Ministério Público, Polícia, para apurar casos de outras áreas. Recebem até nomes glamourosos e criativos. Por que não fazem isso em relação as nossas meninas, as nossas mulheres?!

Infelizmente, a cultura do estupro, da violência contra a mulher, da pedofilia, do machismo, está entranhada em nossa sociedade. Os homens, mesmo os que não são opressores, estão sentados em cima de privilégios históricos e sociais que os deixam, num primeiro momento, cegos para as injustiças que as mulheres sofrem todos os dias.

Precisamos lutar contra isso! Contra a cultura da agressão sexual, contra a cultura de qualquer agressão. Se nos calamos diante dos ataques e desrespeito à mulher que preside o nosso país, com certeza não teremos força, como está acontecendo, para cobrar punição a todos os outros casos. A solidariedade aqui é #peladignidadefeminina.

*Gleisi Hoffmann é senadora da República pelo Paraná. Foi ministra-chefe da Casa Civil e diretora financeira da Itaipu Binacional. Escreve no Leia mais

9 de novembro de 2015
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: O retrocesso da “Escola Sem Partido”

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Luiz Cláudio Romanelli*

“O que foi feito, amigo, de tudo o que a gente sonhou”
Fernando Brant/Milton Nascimento

Nesta semana, começa a tramitar na Assembleia Legislativa, o projeto de lei do deputado Gilson de Souza (PSC) e de outros 18 parlamentares que pretende instituir, no âmbito do sistema estadual de ensino, a proposta da “Escola Sem Partido”.

Não é um projeto original – está sendo apresentado nas assembleias legislativas de todo o país – e faz parte de um movimento ideologicamente de direita que prega a “descontaminação” e “desmonopolização” política e ideológica das escolas – o que quer que isso seja – e denuncia a “instrumentalização do ensino para fins políticos, ideológicos e partidários”.

Respeito todos que assinaram o projeto, mas o texto merece uma reflexão mais profunda. O nome pode até parecer bonito – “escola sem partido” – e a princípio, simpático. Ao se ler o conteúdo do projeto, é altamente preocupante do ponto de vista daquilo que entendemos como uma escola, um espaço plural de liberdade de expressão do pensamento e de manifestação.

O projeto é uma afronta à Constituição. A manifestação e liberdade de expressão são asseguradas a todos os brasileiros, professores ou professoras, da rede pública, privada, da educação básica ou do ensino superior.

Além de inconstitucional, o projeto é obscurantista e retrógrado. Como disse o deputado Péricles de Mello, parece ter sido feito por encomenda do Tribunal do Santo Oficio – os tribunais de inquisição da Idade Média que lavaram a fogueira milhares de cientistas, filósofos e pensadores contrários aos dogmas da Igreja. Quem assistiu ao filme ou leu o livro “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, sabe muito bem de como eram os tribunais religiosos da época.

O projeto é um retrocesso e vai contra a tudo com que já lutamos e defendemos na reconstrução da democracia brasileira e na construção do nosso processo civilizatório. Estamos em pleno século XXI, o ano é de 2015 e não podemos compactuar com a pauta conservadora que toma conta das casas legislativas e do Congresso Nacional.

Já no parágrafo único do artigo 1º, revelam-se algumas das intenções. Vejamos o que ele diz: “o Poder Público não se imiscuirá na orientação sexual dos alunos nem permitirá qualquer prática capaz de comprometer ou direcionar o natural desenvolvimento de sua personalidade, em harmonia com a respectiva identidade biológica de sexo, especialmente, a aplicação dos postulados da ideologia de gênero”.

Traduzindo: o projeto diz que a escola não deve “induzir” o aluno a ser homossexual. Como se isso, em sã consciência, pudesse acontecer!

Novamente, coloquemos os pingos nos “is”: a tal “ideologia de gênero” não existe, é um termo criado para desqualificar as questões de gênero, especialmente em relação a políticas educacionais e clara Leia mais