Por Esmael Morais

Rosa Weber, do STF, trava golpe de Cunha, que deve cair antes

Publicado em 13/10/2015

Depois, atendendo a um pedido dos deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS), Rosa Weber concedeu uma terceira liminar contra Cunha. Nesta decisão, a ministra concluiu que o presidente da Câmara desrespeitou a súmula vinculante 46, do STF, que estabelece que o trâmite para processos por crime de responsabilidade só pode seguir o que está fixado em lei.

“Se o ministro Teori Zavascki barrou manobra acertada entre Eduardo Cunha e a oposição para viabilizar o impeachment, a colega Rosa Weber travou a possibilidade de uma decisão do presidente da Câmara sobre impedimento até que seja analisado o mérito de um mandado de segurança apresentado ao STF. Em resumo, Zavascki concentrou poder nas mãos de Cunha, mas Weber atou as mãos do presidente da Câmara”, comentou o jornalista Kennedy Alencar, ao comentar as decisões.

Com a decisão, a situação de Cunha, investigado por corrupção e lavagem na Suíça e vinculado a contas secretas no país europeu, por onde passaram pelo menos R$ 23 milhões, ficará insustentável na presidência da Câmara e a oposição será pressionada a abandoná-lo. Desta vez, para valer – não apenas com uma nota à imprensa, como fez na semana passada, quando defendeu, simbolicamente, o afastamento do deputado.