Greve dos bancários cresce mas persiste o silêncio dos banqueiros

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A greve dos trabalhadoros bancários iniciada no último dia 6 de outubro entrou com força na segunda semana nos 26 estados e no Distrito Federal. Quase 12 mil do total de 18 mil agências bancárias do país estão paralisadas.

Em Curitiba e Região Metropolitana estão paradas 255 agências bancárias e 11 centros administrativos. A estimativa de adesão é de quase 13 mil bancários, chegando a 70% da categoria em greve.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Elias Jordão, apesar da força do movimento, a Febrabam ainda não sinalizou com nenhuma possibilidade de negociação, o que demonstra o descaso com os trabalhadores e com a população, apesar dos lucros absurdos dos bancos.

“Estamos percorrendo as agências e percebemos a vontade dos trabalhadores em aderirem a greve cada vez mais. Portanto, nossa expectativa é que a Febraban inicie as negociações ainda esta semana.” Afirmou Jordão.

As negociações ocorrem somente em nível nacional, pois os bancários são uma das poucas categorias de trabalhadores com um único acordo coletivo de trabalho no País. Por isso, a greve é unificada.

Ainda segundo o Sindicato dos Bancários, não foram registrados incidentes graves até o momento, mesmo por que a maior parte das operações continua sendo feita pela internet e nos caixas eletrônicos.

A pauta de reivindicações dos bancários é extensa, mas as três principais demandas são: 1) a melhoria das condições de trabalho, com o fim das metas abusivas; 2) o fim das demissões e da alta rotatividade de trabalhadores; e 3) o reajuste de 16% que contempla a reposição da inflação do ano, mais o aumento real de 5,7%.

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