Beto Richa “cochila” e usinas da Copel vão à leilão dia 6 de novembro

Perda das usinas Parigot de Souza e Mourão I, já pagas pelos usuários, além do revés para a memória técnica dos profissionais da engenharia paranaense, coroa a falta de planejamento do governo Beto Richa na estratégica área energética; leilão das duas unidades, segundo edital da Aneel, ocorrerá no próximo dia 30 de outubro.
Perda das usinas Parigot de Souza e Mourão I, já pagas pelos usuários, além do revés para a memória técnica dos profissionais da engenharia paranaense, coroa a falta de planejamento do governo Beto Richa na estratégica área energética; leilão das duas unidades, segundo edital da Aneel, ocorrerá no próximo dia 6 de novembro.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) colocará em leilão no próximo dia 6 de novembro, às 10 horas, na Bolsa de São Paulo (Bovespa), duas usinas da Companhia Paranaense de Energia (Copel) — Parigot de Souza e Mourão I — cujas concessões venceram há dois anos e o governador Beto Richa (PSDB) não havia manifestado interesse em mantê-las entre o patrimônio dos paranaenses.

O edital nº 12/2015, da Aneel, prevê leilão de usinas em seis lotes (abaixo, confira a minuta do documento).

Para o leitor entender esses leilões da Copel Geração é preciso retroagir três anos, em 7 de setembro de 2012, quando a presidenta Dilma Rousseff (PT) anunciou a redução da tarifa de energia elétrica para todos os brasileiros (clique aqui para relembrar).

Em janeiro de 2013, depois de muita pressão da sociedade pela redução das tarifas, Richa anunciou assinatura de um pacto de renovação das concessões das ‘transmissões’ com o governo federal, mas deixou de fora a ‘geração’ de energia das usinas (clique aqui) — que vai à leilão no final deste mês.

A usina de Parigot de Souza, no município de Antonina, com capacidade de 260 MW, poderia atender toda a região Litoral. Ela entrou em operação em 1970 e está totalmente amortizada (paga) pelos usuários.

Já a usina Mourão I, instalada no município de Campo Mourão, também amortizada, começou operar em 1964. Sua capacidade é de 8,2 MW.

Ambas as usinas que poderão pertencer a outros grupos econômicos, inclusive privados, são considerados orgulho e obras de afirmação da engenharia paranaense. Sua perda, além do revés para a memória técnica dos profissionais, coroa a falta de planejamento do governo Beto Richa na estratégica área energética.

Não é segredo para ninguém que o governo do PSDB planeja a privatização da Copel e de outras empresa públicas, como a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Várias manobras governamentais já foram tentadas para desfazer delas, mas a sociedade tem se mostrado vigilante. A última investida contra as estatais ocorreu no mês passado, quando o Palácio Iguaçu quase revogou lei que o obriga debater venda de ações na Assembleia Legislativa.

No começo deste ano, o secretário importado da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, cuja missão aqui no estado é aniquilar o patrimônio de todos os paranaenses, dentre eles a Copel, admitiu que o governo tucano quer mesmo privatizar as duas companhias-símbolos do Paraná.

Confira a íntegra da minuta do edital de leilão da Aneel:

http://www.esmaelmorais.com.br/wp-content/uploads/2015/10/leilao_copel.pdf

 

 

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