31 de outubro de 2015
por Esmael Morais
9 Comentários

Fruet sofre cerco da ‘tarifa zero’ na região metropolitana de Curitiba

O pequeno município de Tijucas do Sul, na região metropolitana, a 50 km de Curitiba, decidiu municipalizar o transporte público a partir do próximo dia 4 de dezembro quando vence a concessão de 25 anos.

A Prefeitura vai oferecer ‘tarifa zero’ para os 15 mil potenciais usuários tijucanos-do-sul. Atualmente, o serviço concessionado tem tarifa que custa entre R$ 3,50 e R$ 5.

O secretário municipal de Administração de Tijucas do Sul, Hélio Marcos de Oliveira, ao jornal Gazeta do Povo, explicou com simplicidade a “mágica” que possibilitou a tarifa zero:

“Para manter o preço atual da tarifa, teríamos que subsidiar um pouco. Entre isso e deixar a tarifa gratuita, decidimos investir um pouco mais e adotar a tarifa zero”.

Ou seja, o município eliminou o agenciamento que a máfia do transporte coletivo vinha fazendo o qual come um “subsídio” danado há 25 anos.

Se a tarifa zero no transporte público é possível num pequeno município, como comprovou Tijucas de Sul, também o é nos grandes municípios. No caso de Curitiba, pela quantidade de usuários, o custo da operação tende a ser menor, ou seja, a tarifa gratuita seria ainda mais crível na capital de todos os paranaenses.

O diabo é que a Prefeitura de Curitiba não almeja desvencilhar-se da máfia que domina o setor há décadas. Pelo contrário. As empresas de ônibus são peças-chave no financiamento de campanhas eleitorais.

Portanto, mesmo sob cerco da tarifa zero na região metropolitana, a Curitiba de Gustavo Fruet deverá resistir à gratuidade.

Em várias cidades do Paraná e do Brasil já se adota a ‘tarifa zero’ com grande sucesso de crítica e público.

Está aí um belo tema para os debates nas eleições de 2016.

Leia mais

31 de outubro de 2015
por Esmael Morais
36 Comentários

Odebrecht a Moro: ‘Meu direito de defesa está sendo cerceado’; assista

Odebrecht_MoroO empresário Marcelo Bahia Odebrecht prestou depoimento ontem (30), em Curitiba, ao juiz Sérgio Moro que conduz a força-tarefa da Lava Jato. ... 

Leia mais

31 de outubro de 2015
por Esmael Morais
53 Comentários

Sem pudor e sem-vergonha, Veja veste ex-presidente Lula como presidiário

do Brasil 247

A revista Veja deste fim de semana publicou mais uma capa absolutamente infame em relação ao ex-presidente Lula, que acaba de completar 70 anos.

Nela, Lula é retratado como presidiário por ser cercado, segundo Veja, por “chaves de cadeia”, como os executivos Alexandrino Alencar (Odebrecht), Léo Pinheiro (OAS) e Ricardo Pessoa (UTC), que são grande doadores de recursos para todos os partidos políticos – em especial para o PSDB.

Ao “prender Lula”, a família Civita, que edita Veja, realiza um sonho inconsciente de parte das elites, mas também sinaliza que a agenda do impeachment vem sendo superada.

Como aparentemente não será possível viabilizar um golpe contra a democracia, o que importa, para os fanáticos de direita, é tirar Lula do jogo presidencial de 2018 a qualquer custo.

Nesta semana, no entanto, Lula mandou um aviso, ao discursar no encontro do Diretório Nacional do PT.

“Ninguém precisa ficar com medo, porque se tem uma coisa que eu aprendi na vida é enfrentar a adversidade. Se o objetivo é truncar qualquer perspectiva de futuro, vão ser três anos de muita pancadaria. E podem ficar certos: eu vou sobreviver”, disse ele.

Nunca é demais lembrar que Lula, o presidiário de Veja, foi o presidente mais popular e mais aprovado da história do Brasil.

Leia mais

31 de outubro de 2015
por admin
17 Comentários

Coluna do Jorge Bernardi: Richa e Alckmin querem fechar escolas. Suspensão no Paraná. Até quando?

Download

Jorge Bernardi*

O que há em comum, além de pertencerem ao mesmo partido, PSDB, entre os governadores Beto Richa, do Paraná, e Geraldo Alckmin, de São Paulo?

Ambos maltrataram os professores estaduais nos últimos anos, enfrentaram greves, e agora querem fechar escolas em seus respectivos estados.

Richa, pretende desativar 150 escolas, e Alckmin outras 155. Depois de bater em professores, apropriar-se do fundo de aposentadoria dos servidores estaduais, o governo Beto Richa presenteia os paranaenses com mais esta maldade.

Em São Paulo, o governo daquele estado classifica como otimização e reorganização administrativa das escolas. A medida, mantida em segredo a sete chaves, proposta por Alckmin vai prejudicar cerca de 1 milhão de estudantes paulistas.

No Paraná, a questão já chegou a Assembleia Legislativa gerando protesto de deputados, professores, estudantes e familiares. Em Curitiba colégios tradicionais podem ser fechados pelo governo Beto Richa como: Barão do Rio Branco, Dom Pedro II, Xavier da Silva, Tiradentes, Pio Lanteri, Dom Orione, entre outros.

Outra escola, N. S. de Fátima, no Tarumã, com 54 anos, chegou a ter 1.100 alunos e, desde que Richa assumiu, não pode abrir novas turmas. Com mais de 600 alunos, prédio alugado do Santuário N. S. de Fátima, deverá ser fechada. O argumento para fechá-la é risível o alto custo do aluguel: R$ 10 mil reais por mês, menos do que ganha um funcionário comissionado do governo estadual.

O censo educacional do MEC indica que, nos últimos anos, o número de alunos do ensino médio tem diminuído quase 1 % ao ano (0,7% de 2012 a 2013, passando de 8,312 para 8,250 milhões de estudantes). Enquanto há queda no número de matriculas no ensino médio, a educação superior cresceu mais de 3%, no período, saindo de 7 milhões de matriculas para 7,3 milhões, se aproximando do número de alunos do ensino médio.

Constitucionalmente os estados são responsáveis pelo ensino médio (antigo 2º. Grau) embora possuam ainda escolas de ensino fundamental. Diante da repercussão negativa, Beto Richa, na sexta-feira, mandou suspender os estudos para fechamento de escolas em 2016. E depois?

Em vez de fechar escolas, uma medida razoável dos governos estaduais do Paraná e São Paulo, seria descobrir as causas da evasão no ensino médio e realizar companhas para atrair Leia mais