19 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Cunha tenta reanimar cadáver do impeachment; Aécio também quer retomar ‘golpe paraguaio’

A tese da velha mídia de que houve negociação entre governo e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, teve seu segundo desmentido em menos de 24 horas.

A primeira chapuletada veio ontem (18) de Estocolmo, Suécia, quando a presidenta Dilma Rousseff (PT) lamentou que Cunha fosse um brasileiro.

A segunda desmentida se completou hoje (19) com a tentativa do presidente da Câmara reanimar o cadáver do impeachment ao recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender 3 liminares que interromperam o rito de afastamento da presidenta.

No entanto, o defunto do impeachment — tal qual os zumbis — poderá levantar das tumbas se Dilma não mudar o viés da economia, reduzir juros e privilegiar o consumo. O crescimento de desemprego e a recessão são perigos reais. A presidenta implementa a pauta dos adversários e ainda apanha.

Outro ponto importante diz respeito ao apoio do PSDB à retomada do “golpe paraguaio”, pois Aécio Neves não se conforma em esperar até 2018. Quer por que quer atropelar a Constituição Federal para atingir seu objetivo. Se aliou a Cunha prometendo salvar-lhe o mandato.

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19 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Desembargadores do TJPR que julgaram Requião no TCE participaram de festa de arromba de Bonilha

requiao_tjprO Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), por 9 votos contra oito, nesta segunda-feira (19), manteve o ex-conselheiro Maurício Requião fora do Tribunal de Contas do Estado (TCE). ... 

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19 de outubro de 2015
por admin
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Fruet enfrenta manifestações de guardas e taxistas em Curitiba

sigmuc

Os guardas municipais de Curitiba iniciaram na manhã desta segunda-feira (19) uma greve por tempo indeterminado e realizaram uma grande manifestação contra a gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT) em frente ao paço municipal.

Eles repetiram a Vinada, um protesto bem humorado em que são preparados cachorros quentes com vinas (salsichas), com o mote “Vi… nada”. Os guardas municipais têm uma série de reivindicações, e o prefeito fez uma série de promessas, mas até agora nada. Por isso é uma “vinada”. “Vi… nada de valorização, vi… nada de secretário, vi… nada de contratação, etc.”.

O principal motivo da greve é um decreto do prefeito que altera o cálculo das escalas de trabalho reduzindo os proventos dos guardas. Eles também reclamam da falta de investimentos na estrutura da guarda e da precarização das condições de trabalho.

Durante a manifestação de hoje, no caminhão de som do Sindicato da Guarda Municipal de Curitiba, Sigmuc, além das falas dos líderes do movimento, foi tocada repetidas vezes uma gravação com promessas de campanha do prefeito Gustavo Fruet. Ouça a seguir:  Leia mais

19 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Garganta Profunda de Londrina: Rossoni vem aí

O Palácio Iguaçu ao saber da influência do ex-presidente da Assembleia Legislativa, deputado federal Valdir Rossoni, do PSDB, na redação do jornal curitibano Gazeta do Povo, estuda reconsiderá-lo para a chefia da Casa Civil, no lugar de Eduardo Siarra, o homem dos pedágios.

Quem tem paúra com o slogan “Volta Rossoni” lançado hoje pela Gazetona são os deputados estaduais que preferem cruzar o diabo num sexta-feira 13 a topar com o ex-presidente da Casa. Um desses é o vice-capitão-do-mato Hussein Bakri, do PSC, da região de União da Vitória.

Comedido, Rossoni não passa recibo em público sobre tal influência no grupo RPC/Gazeta. Talvez o faça em privado diretamente ao governador Beto Richa.

Um deputado da bancada do camburão dizia hoje pela manhã nos corredores da Assembleia, com o Blog do Esmael aberto num tablet, que Rossoni estava com “dor-de-cotovelo” porque o sucessor dele na Casa, Ademar Traiano, chegara ao governo em poucos meses, feito que ele (Rossoni) não conseguiu em quatro anos.

Outro da tropa de choque do camburão também não perdoou o ex-presidente da Casa. Disse que Rossoni age mancomunado com o grupo RPC e Ministério Público, pois, segundo o parlamentar, a Gazeta não teria dado uma linha sequer sobre o processo que corre em segredo de Justiça e o MP esperou ele se elegesse deputado federal para remeter o processo ao STF. Assim, Rossoni mantém foro privilegiado.

O ressentimento dos deputados estaduais com o privilégio de Rossoni com o grupo RPC/Gazeta e Ministério Público é grande. Eles recordam que quando há indícios de alguma irregularidade, mesmo que em segredo de Justiça, os documentos são publicados contra Nelson Justus, Alexandre Curi, dentre outros.

Pelo sim pelo não o Palácio Iguaçu pensa mudar a Casa Civil em novembro. Se Rossoni/RPC/Gazeta terão fôlego para chegar lá é outra coisa. Mas essa disputa é típica de disputa em governo fraco, sem identidade, sem projeto, fim de feira mesmo.

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19 de outubro de 2015
por admin
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Bancários entram na 3ª semana de greve sem perspectiva de negociação

bancariosA greve dos bancários de todo o país está entrando na terceira semana, mantendo viés de alta na paralisação. Em Curitiba e Região Metropolitana, a paralisação já atinge 75% da rede bancária, com o avanço da greve pelos bairros mais distantes. Segundo o Sindicato dos Bancários, cerca de 13,8 mil bancários de 301 agências e 11 centros administrativos estão parados.

Os trabalhadores bancários da capital realizaram na sexta-feira (16) uma assembleia para discutir os rumos e a organização do movimento. A possibilidade do fim da greve sequer foi discutida visto que os bancos ainda não sinalizaram com nenhuma negociação. Leia mais

19 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Gazeta vê mordomia na gestão Traiano e sente saudades de Rossoni

Debate sobre gastos na Assembleia significa "cobra tentando dar rasteira com cobra"; pedaladas de Traiano também sempre foram dadas por Rossoni, queridinho da velha mídia; mais do que moralista, a discussão deve ser política: afinal, quem controla o parlamento e como exerce esse poder naquela Casa?

Debate sobre gastos na Assembleia significa “cobra tentando dar rasteira com cobra”; pedaladas de Traiano também sempre foram dadas por Rossoni, queridinho da velha mídia; mais do que moralista, a discussão deve ser política: afinal, quem controla o parlamento e como exerce esse poder naquela Casa?

O jornal curitibano Gazeta do Povo, edição desta segunda-feira (19), traz reportagem de capa sobre mordomias e pedaladas do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, que também preside o PSDB do Paraná. Indignado com a farra demotucana, o jornal pensa até desenvolver campanha “Volta, Rossoni”. ... 

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19 de outubro de 2015
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: São os juros, ministro!

Gleisi Hoffmann*

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A despesa que mais cresceu no orçamento da União nos últimos tempos foi a despesa com juros. A cada ponto percentual que se eleva a Selic (taxa básica de juros controlada pelo Banco Central), são R$ 15 bilhões a mais que temos de pagar para os credores.  Faça uma conta rápida: em 2012 nossa taxa Selic estava na casa dos 7,5%, agora está 14,25%, o dobro. Não há orçamento que resista e ajuste fiscal que dê conta de estabilizar as finanças e reduzir a dívida.

Somam-se a isso as operações do Banco Central para tentar equilibrar o dólar. Essa conta também vai para o orçamento da União. Se não consegue pagar dentro do ano, aumenta a dívida. Por isso nossas dívidas, líquida e bruta, estão crescendo. São as despesas com juros e os chamados swaps cambiais que aumentaram muito. Neste ano essas despesas financeiras já somaram R$ 226 bilhões, contra R$ 120 bilhões em 2014.

A pressão, o comportamento do mercado e o argumento prevalente de combate à inflação pela demanda nos levaram a isso. Nenhuma despesa do orçamento cresceu mais em relação ao PIB do que a conta de juros. A despesa de pessoal diminuiu, a previdência cresceu pouco, as despesas sociais, incluindo Bolsa Família, educação e saúde somadas não perfazem a conta das despesas financeiras.

É claro que sempre podemos e devemos melhorar as finanças públicas. A presidenta Dilma tomou uma série de medidas para isso, mas não são elas que vão resolver sozinhas o equilíbrio orçamentário e nem tampouco a retomada do crescimento econômico. Se os juros continuarem nesse patamar, é como enxugar gelo.

Lembro, perfeitamente, em 2012, quando conseguimos chegar a mais baixa taxa de juros da nossa história, 7,25%. Aproveitando a queda, que sempre foi tão defendida pelo setor produtivo, a presidenta Dilma fez uma política ousada de desoneração tributária, tirando grande parte dos encargos da folha de pagamento de vários setores da economia. O objetivo era dar competitividade às nossas empresas e garantir empregos. Juros baixos, menos tributos, igual a investimentos.

Não foi bem isso o que aconteceu. Descobrimos que a queda dos juros também afetou fortemente as empresas do setor produtivo que, em sua maioria, tiravam rentabilidade de aplicações financeiras e não só da produção. Setores que tiveram a folha desonerada usaram  esse espaço fiscal para compensar a queda de rendimentos, não investiram como o esperado, não melhoraram a produtividade e também não mantiveram os postos de trabalho.

Isso ficou tão evidente que o setor produtivo parou de criticar as taxas de juros, mesmo elas dobrando. É a cultura rentista da economia brasileira. E não venham com a história que é o custo Brasil. Se reduzíssemos 4 a 5 pontos percentuais da Selic ainda ficaríamos com a taxa de juros mais atrativa do planeta. Duvido que os investidores migrariam para os juros negativos americanos ou europeus. Também não digam que controlaria a inflação, pois esta sentiu de leve o aumento da Selic.

Reduzir a taxa de juros é condição básica para o crescimento da nossa economia. Não apenas porque diminui a despesa orçamentária, deixando recursos para que os programas sociais e os investime Leia mais

19 de outubro de 2015
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: A banalização do mal

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Luiz Cláudio Romanelli*

“Quando querem transformar dignidade em doença/quando querem transformar inteligência em traição/quando querem transformar estupidez em recompensa/quando querem transformar esperança em maldição: É o bem contra o mal/E você de que lado está?” – Renato Russo.

Que a fala inicial seja em homenagem aos companheiros da luta, injustiçados pela prisão ou pelo exílio. Todo tributo de apreço aos homens e mulheres da resistência democrática que foram punidos pelo arbítrio, mas consagrados pela gratidão e pelo respeito nacional. Nossa solidariedade mais fraterna aos órfãos de pais vivos, quem sabe? Mortos, talvez… Órfãos do talvez. Órfãos do talvez e do quem sabe. As viúvas com maridos vivos, quem sabe? Mortos, talvez viúvas do quem sabe e do talvez.

Essas palavras acima não são minhas. São do deputado federal Alencar Furtado, proferidas no programa eleitoral do MDB nos idos de junho de 1977, e que lhe custaram a cassação do mandato, com base no famigerado AI5, ditado pelo general Ernesto Geisel.

Trata, por óbvio, do flagelo que o país então vivia por conta dos mortos e desaparecidos da ditadura militar. Oposicionistas eram presos por órgãos da repressão do Estado, torturados, mortos e sumidos como se nunca tivessem existido.

Foi uma quadra infeliz da história, marcada pelo fim das liberdades individuais, pela censura, pela proibição das manifestações, extinção de partidos políticos, intervenção no poder judiciário.

Na ditadura nasceu o crime organizado, cresceu a promiscuidade entre a polícia e os marginais. A ditadura promoveu e depois anistiou torturadores, como o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, morto na semana passada, sem ser punido pelos crimes que cometeu. Ustra comandou entre 1970 e 1974, o Destacamento de Operações de Informações do II Exército, em São Paulo, que foi o principal centro de tortura, desaparecimento e morte de oposicionistas durante a ditadura. Assim como outros torturadores, Ustra alegou que apenas cumpria ordens.

Além de todas as atrocidades que ainda marca a vida do país, de forma indelével, a ditadura ceifou o surgimento de toda uma geração de novas lideranças que poderiam, de forma significativa, contribuir em todos os campos de atuação na construção de uma nação soberana. Retraiu-se o país por 20 poucos anos e muitos lutaram para a retomada do estado democrático de direito.

Foi uma luta árdua, difícil e hoje fico perplexo quando vejo por aí gente defendendo a volta do regime militar – que deixou um legado já pontuado nas palavras acima. Como também fico atônito ao verificar o resultado de pesquisa do Datafolha, que mostra que 54% dos moradores do Sul do país acreditam que “bandido bom é bandido morto”.

Sem dúvida, a sociedade está anestesiada pela violência, a tal ponto que está pe Leia mais