16 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Greve da Guarda Municipal, protesto de agentes de saúde e caos na Urbs; seria o inferno astral de Fruet?

As coisas não andam muito boas para as bandas da Prefeitura de Curitiba. Gustavo Fruet (PDT), o prefeito da capital paranaense, vem colecionando desacertos e impopularidades.

O atento leitor pode dizer que isso não é exclusividade dele. Beto Richa (PSDB) e Dilma Rousseff (PT)  não estão rindo à toa, e a moral dos legislativos também anda pior que o normal. Mas de todos esses, somente Fruet está prestes a disputar a reeleição, além dos vereadores, é claro.

E faltando agora menos de um ano para as eleições municipais, Gustavo Fruet parece estar no pior e mais atribulado momento do seu mandato no comando da administração, com greves e protestos estourando em todos os quadrantes da capital da capivara.

Há dias vem repercutindo na imprensa uma série de desmandos na empresa Urbanização de Curitiba, a Urbs. O alto preço das passagens, a desintegração com a Região Metropolitana e os ônibus com prazo de validade vencidos já eram graves, mas surgiu um escândalo de assédio moral e sexual para coroar a pataquada.

Pois agora é a Guarda Municipal que anuncia greve geral por tempo indeterminado a partir de segunda-feira (19). Eles protestam contra a redução dos proventos, resultado da mudança do cálculo das escalas, a falta de investimentos na estrutura da guarda e a precarização das condições de trabalho.

Segundo o Sindicato da Guarda Municipal de Curitiba, Sigmuc, a mudança no cálculo das escalas causará redução de 20% a 40% nos salários, já a partir de novembro. Além disso a entidade denuncia que houve a redução do número de viaturas, muitas delas estão paradas por falta de manutenção e até mesmo combustível.

“A redução nos salários e a falta de investimentos em equipamentos e estrutura são os principais motivos que levaram a categoria a deflagrar essa greve geral”, afirma o presidente do Sigmuc, Luiz Vecchi. Ele lembra ainda que desde que assumiu a prefeitura(Fruet), nunca houve um diálogo direto entre o prefeito e o sindicato.

“Isso mostra o total desinteresse dessa administração que Leia mais

16 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Requião registra chapa no PMDB; assista ao vídeo

O Blog do Esmael, em parceria com a TV, direto da Avenida Vicente Machado, em Curitiba, transmitiu ao vivo o registro de chapa à convenção estadual do PMDB.

A convenção ocorrerá no próximo sábado, dia 24 de outubro, mas ele é revestido de gestos que podem, também, reconduzir o senador Roberto Requião ao Palácio Iguaçu.

Transmissão encerrada às 15h34 (veja como foi):

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16 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Blog do Esmael transmite ao vivo nesta sexta-feira, às 15 horas, definição de disputa no PMDB do Paraná

requiao_dilmaO Blog do Esmael, em parceria com a TV 15, a partir das 15 horas, transmite ao vivo para o Brasil e o mundo a definição da disputa pelo diretório estadual do PMDB do Paraná. ... 

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16 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Corrupção na Copel pagou mensalão de R$ 20 milhões para deputados no Paraná, diz doleiro do PSDB

alep_youssefMais de 20 deputados estaduais receberam R$ 20 milhões em mensalão pagos com dinheiro desviado do caso Copel/Olvepar, no final de 2002, no apagar das luzes do governo Jaime Lerner. A Assembleia Legislativa do Paraná tem 54 cadeiras.

A denúncia acima é do doleiro do PSDB, Alberto Youssef, delator na investigação do escândalo envolvendo o governo do Paraná. Ele prestou depoimento ontem ao Ministério Público Federal (MPF).

Segundo o relato do doleiro tucano, o dinheiro era repassado ao então deputado Durval Amaral, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que fazia o repasse do mensalão à bancada governista. Leia mais

bruno_meirinho

16 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Bruno Meirinho: A Urbs une o inútil com o desagradável

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Bruno Meirinho*

“Aplicar princípios empresariais à administração pública”. Nos anos 80, chegou com tudo o pensamento que defende a aplicação, no setor público, do comportamento empresarial como a melhor maneira de alcançar eficiência e produtividade.

O raciocínio desse pensamento é o seguinte: os empresários se esforçam para conquistar clientes, para isso melhoram seus serviços, seu atendimento e sua eficiência. Na administração pública, por outro lado, ocorre o contrário: burocratizada e ineficiente, o setor publico é avesso à criatividade, pois não tem necessidade de atrair clientes.

Tem algumas verdades aí, porém, deve-se lembrar de que ao lado de eventuais vantagens do setor privado, também encontramos problemas: a precarização do trabalho, o lucro acima de tudo, o assédio moral, etc.

Os vícios do ambiente empresarial são a parte indesejada da cultura do setor privado. A combinação ideal seria: a visão criativa e dinâmica do setor privado somado com as condições de trabalho adequadas, uma vantagem típica do setor público. Unir o útil ao agradável.

Mas quando vemos a situação atual das instituições públicas transformadas pela cultura empresarial, a frustração é total. Vamos falar do caso da URBS S/A, uma sociedade de economia mista do município de Curitiba, responsável pela gestão do transporte coletivo.

A URBS tem ficado em evidência pelos sucessivos erros na gestão do transporte coletivo na cidade. Aumentos abusivos das tarifas, benefícios imorais aos empresários do setor, falhas no controle de qualidade dos serviços e escândalos de corrupção são as manchetes mais frequentes, quando se fala em URBS, que se tornou um aparelho burocrático subserviente aos empresários do transporte.

Mais recentemente, a região metropolitana de Curitiba sofreu com a desintegração do transporte metropolitano, uma das marcas da propaganda oficial da cidade. Tudo isso, com razão, é atribuído à URBS, a empresa pública responsável pelo tema.

Ocorre que a URBS é uma “sociedade de economia mista”, um tipo de empresa pública organizada a partir de regras e princípios empresariais privados.

E estouram na URBS denúncias de demissões arbitrárias, como a demissão de um funcionário que foi testemunha em um processo de assédio sexual movido contra um dos chefes da empresa. Em outro caso, um funcionário que se recusava a assinar documentos flagrantemente ilegais foi para a “geladeira”, e chegou a ser removido para uma claustrofóbica sala “sem janelas”, que passou a ser seu local de trabalho, tudo como punição tácita pela insubordinação.

Com esse tipo de cultura empresarial no espaço público, nos deparamos com a fórmula inversa da combinação entre criatividade e trabalh Leia mais