10 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Após contas na Suíça, articuladores do ‘golpe paraguaio’ abandonam Cunha

do Brasil 247

cunha_oposicaoA aliança tática da oposição com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), titular de contas secretas na Suíça que receberam mais de R$ 23 milhões em depósitos nos últimos anos, não resistiu ao peso das denúncias.

Em nota divulgada nesta sábado, os partidos que articulam o golpe paraguaio contra a presidente Dilma Rousseff, como o PSDB, de Aécio Neves, o DEM, de Agripino Maia (réu no STF), o Solidariedade, de Paulinho da Força (também réu no STF), e o PPS, de Roberto Freire, decidiram abandonar Cunha.

O presidente da Câmara, no entanto, garante que nada irá fazer com que ele renuncie ao cargo – nem mesmo o abandono dos antigos aliados (leia mais aqui).

Leia, abaixo, a íntegra da nota: Leia mais

10 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Farra publicitária não resolve impopularidade de Fruet e Richa

O vereador curitibano Jorge Bernardi (Rede), colunista do Blog do Esmael, destacou neste sábado (10) que o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), e o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), não conseguem levantar a “pipa” da popularidade mesmo com a farra publicitária que promovem na velha mídia.

Bernardi centra sua avaliação na esbórnia que a dupla Fruet/Richa fazem com os comissionados e destaca como bom exemplo a recente reforma administrativa da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Fruet está prestes a torrar R$ 20 milhões de propaganda este ano, mas, segundo Bernardi, o prefeito tem taxas de reprovação superiores a 60% entre o eleitorado da capital paranaense.

O governador tucano igualmente sofre de baixa aprovação em virtude de roubalheiras e pacotes de maldades. A rejeição a Richa, que torra R$ 700 milhões em propaganda, é de 76%, de acordo com a Paraná Pesquisas.

Tanto Richa quanto Fruet oscilaram dentro da margem de erro mesmo com a maior farra publicitária que se tem notícia no país.

A presidenta Dilma Rousseff (PT) também patina na opinião pública, coisa de 80% reprovação — mesmo número que tinha o rejeitado tucano Fernando Henrique Cardoso (FHC), que, em 1998, segundo Vox Populi, tinha exatos 8% de aprovação da petista.

O que chama a atenção é que as pipas de Fruet e Richa não sobem mesmo com a injeção de viagra — leia-se farta propaganda — e pancadaria incessante contra Dilma.

A velha mídia não dá refresco para a presidenta desde que assumiu o cargo no primeiro governo, combinando machismo e fascismo em suas críticas.

Na opinião de Bernardi, o governador Richa e o prefeito Fruet, em termos de popularidade, são eleitoralmente como se fossem uma Dilma. Mas há uma diferença: a presidenta não será candidata a nada; o pedetista tentará a reeleição e o tucano buscará o Senado. Para ambos os mancebos, a água já bateu no nariz.

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10 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Jorge Bernardi: “Richa e Fruet, mirem-se em Dilma cortando órgãos e comissionados”

Downlaod

Jorge Bernardi*

Nunca na história deste país os chefes do Poder Executivo em nível federal, estadual e municipal estiveram tão mal avaliados pela opinião pública. A desaprovação chega a números absurdos: Dilma (PT), mais de 80%; Beto Richa (PSDB), no Paraná, mais de 70%; e Gustavo Fruet (PDT), em Curitiba, mais de 60% da população avaliam negativamente suas administrações.

Os brasileiros não aceitam deixar para o estado 151 dias trabalhados, ou 35,5% do PIB, Produto Interno Bruto, em impostos, diante dos serviços públicos de péssima qualidade que recebem. Ninguém quer manter os privilégios de uma minoria governante, que está com os dias contados.

Em todos os setores há manifestações contra esta casta de aproveitadores, sejam políticos, comissionados ou empresários corruptos e sonegadores. O povo brasileiro deixou de ter um comportamento passivo a passou a reclamar com razão, através das redes sociais e nas ruas.

A presidenta Dilma demonstrou que está atenta aos reclamos populares, ao extinguir 8 ministérios, 30 secretarias e 3 mil cargos comissionados. Também prometeu auditoria nos contratos de obras, prestação de serviços e de fornecedores da união. Já o gesto de cortar a própria remuneração e dos ministros em 10% teve um caráter simbólico de que o sacrifício vale para todos, começando pelos governantes, embora alguns classifiquem de demagógico.

E o governador do Paraná o que tem feito para enfrentar a crise e moralizar a administração pública? Até agora só se viu o aumento de impostos. O Paraná nos últimos meses tem tido os maiores índices de inflação do Brasil, acima de 12% ao ano contra a média nacional de 9%. Enquanto os paranaenses contribuem com R$ 18 reais de tributos a mais, o governo do estado economiza apenas R$ 1 real.

E o prefeito de Curitiba, o que fez? Nada também. Possui mais de 300 comissionados na Secretaria de Governo que geram uma despesa anual de cerca de R$ 40 milhões de reais, que não estão na estrutura administrativa da Prefeitura e podem ser extintos. Boa parte das 32 secretariais e órgãos de primeiro escalão se forem cortados, não farão falta.

Se medidas administrativas forem tomadas, Curitiba vai economizar R$ 50 milhões por ano, R$ 500 milhões numa década. Este dinheiro poderá ser investido em infraestrutura, segurança, saúde e educação. As medidas são simples. Cortar gasto desnecessário, gastar menos do que arrecada e só gastar depois de arrecadar. Infelizmente o governador e prefeito não parecem estão dispostos a se inspirar no exemplo da presidenta.

*Jorge Bernardi, vereador de Curitiba pelo PDT, é advogado e jornalista. Mestre e doutorando em gestão urbana, ele escreve aos sábados no Blog do Esmael.

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