Ratinho Jr desiste do Palácio Iguaçu e agora mira no Senado em 2018

richa_senado-ratinhoO deputado estadual licenciado e secretário do Desenvolvimento Urbano (SEDU), Ratinho Júnior (PSC), “jogou a tolha”, “afrouxou o sutiã”, ou seja, não mais disputará o Palácio Iguaçu em 2018. O moço agora está de olho em uma das vagas no Senado da República.

Segundo um orelha seca do Blog do Esmael no PSC, Ratinho não quer antecipar essa jogada para não causar melindres ao governador Beto Richa (PSDB), que também sonha transferir-se para o Senado logo após concluir o “choque de gestão” no Paraná.

A frente política considera que uma vaga do Senado não está em disputa, a o senador Roberto Requião (PMDB), que seria reconduzido com facilidade.

O esquadrão de Ratinho Júnior já está nas ruas de todos os 399 municípios. Aliás, o partido dele, o PSC, é o que mais ganha prefeitos nessas vésperas de 2016.

Pesquisas de opinião encomendadas perguntam marotamente, na lata, se o eleitor apoiaria no ano que vem um candidato a prefeito apoiado por Ratinho e também se apoiaria um candidato apoiado pelo governador tucano. Quem sonha com uma prefeitura deverá vetar a subida do “piá de prédio” no palanque de 2016.

A despeito da farra publicitária do governo do estado, a reprovação de Beto Richa continua na casa dos 80%. Nem a macumba do bruxo Chik Jeitoso é capaz de levantar a popularidade do inquilino do Palácio Iguaçu. E é aí que surge Ratinho Júnior como forte opção ao Senado.

Se o secretário-deputado representa ameaça concreta ao projeto eleitoral, por que Richa não o demite da SEDU? Ora, o político do PSC é dono da maior bancada na Assembleia Legislativa. Sem os 12 deputados, o governador ficaria muito vulnerável e poderia até sofrer impeachment.

Por trás dessa engenharia política estaria o deputado Ricardo Barros (PP), o “Leitão Vesgo”, marido da vice-governadora Cida Borghetti (PROS).

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