Por Esmael Morais

João Arruda: Respeitem o Campagnolo!

Publicado em 24/09/2015

No fim de seu discurso, o presidente da Fiep sugeriu o impeachment da presidente Dilma Roussef. Discordo dele, até porque não há base legal para o afastamento da presidente. Aliás, não defendo nem o impeachment do atual governador, sobre o qual recaem suspeitas de um esquema de caixa 2 via Receita Estadual. O ponto é: Campagnolo tem direito de dizer o que pensa.

Discordar pontualmente do empresário não significa que eu vá cercear seu direito de se expressar, o que a forte reação palaciana tenta fazer. Uma discussão de alto nível não precisa ser tão agressiva assim. No debate sobre a elevação do teto do Simples, por exemplo, tivemos divergências, mas o empresário jamais me impediu de emitir o meu juízo de valor a seus colegas de Fiep. É disso que se trata: democracia.

Podemos discutir se o tom do presidente da Fiep foi adequado. Verdade. Da mesma forma, também é possível chamar de indelicado quem mente sobre a situação financeira do estado, quem tira dinheiro de prefeituras em plena crise econômica, quem ousa propor a venda da Copel e da Sanepar para cobrir rombo nas contas públicas.

O fato é que Campagnolo foi corajoso. Poderia ter contemporizado para agradar a todos. Preferiu a sinceridade. E ela, como sabemos, dói.

*João Arruda é deputado federal pelo PMDB e coordena a bancada federal do Paraná.