Por Esmael Morais

Fim de eleição direta para diretor de escola no Paraná teria sido exigência do Banco Mundial

Publicado em 10/09/2015

Veja a notícia no site da SEED:

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Entretanto, o golpe na eleição de diretor de escola desagrada os mais diversos setores da educação e da política estadual. Só não contraria mesmo os cibercomissionados e os subordinados, incluindo-se aqui os deputados da base governista.

O governo Richa, para atender os ditames do Banco Mundial, precia instituir a ditadura nas escolas mantendo o “verniz” democrático das eleições diretas. É preciso mergulhar na História para compreender o presente e antever o futuro.

O governo tucano impõe no novo projeto da eleição, que vai à análise da submissa Assembleia Legislativa, o inciso IV do artigo 7º, que condiciona a aceitação de candidatos à apresentação de “proposta de plano de ação compatível com o Projeto Político Pedagógico do respectivo estabelecimento de ensino e com as políticas educacionais da Secretaria da Educação”. Ou seja, se pensar diferente, está fora.

Além disso, depois de eleito, uma advertência bastaria para destituir o diretor do cargo, sem nenhum direito de defesa.

O deputado federal João Arruda (PMDB-PR) é um dos que manifestou sua indignação contra o golpe: “Da forma como está, fica clara a intenção de permitir apenas que aliados do Palácio Iguaçu sejam eleitos”, disse o parlamentar, sem, no entanto, abordar a ingerência do Banco Mundial.

Na próxima segunda-feira, dia 14, às 17h, a Assembleia Legislativa realizará uma audiência pública convocada pela Comissão de Educação para discutir a matéria. Participarão do debate representes da APP-Sindicato, da Secretaria de Estado da Educação (SEED) e da Associação Paranaense de Administradores Escolares (Apad), bem como os deputados estaduais.

Serviço: Audiência Pública sobre a Eleição de Diretores de Escola na Rede Estadual de Ensino
Data: 14 de setembro às 17h
Local: Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná