Fim de eleição direta para diretor de escola no Paraná teria sido exigência do Banco Mundial

A nova investida do Banco Mundial nas terras das araucárias resgata o antigo projeto comandado pela ex-secretária da Educação, Alcione Saliba, no governo Jaime Lerner; No Paraná dos anos 90, tempos de ofensiva neoliberal, tentou-se eliminar a figura do professor como servidor público e estabelecer empresa privada para contratá-los sem vínculo com o Estado; os funcionários das escolas também seriam terceirizados; e seria extinta a função pedagógica do diretor, que receberia treinamento para gerir a escola como se fosse um empreendimento privado; portanto, Beto Richa dá uma ré na História de 20 anos para recuperar o que existia de mais podre e autoritário no lernismo.

A nova investida do Banco Mundial nas terras das araucárias resgata o antigo projeto comandado pela ex-secretária da Educação, Alcione Saliba, no governo Jaime Lerner; No Paraná dos anos 90, tempos de ofensiva neoliberal, tentou-se eliminar a figura do professor como servidor público e estabelecer empresa privada para contratá-los sem vínculo com o Estado; os funcionários das escolas também seriam terceirizados; e seria extinta a função pedagógica do diretor, que receberia treinamento para gerir a escola como se fosse um empreendimento privado; portanto, Beto Richa dá uma ré na História de 20 anos para recuperar o que existia de mais podre e autoritário no lernismo.

O projeto de golpe do governador Beto Richa (PSDB), que põe fim à eleição para diretor nas 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná, pode ter sido uma exigência do Banco Mundial.

Uma comitiva da instituição financeira estadunidense esteve reunida na última quarta-feira, dia 2, vésperas do feriadão da Pátria, com a Secretaria de Estado da Educação (SEED) para tratar “do planejamento e investimentos da pasta” (sic). A informação do encontro é do próprio site da pasta.

Agora uma pergunta: que raios de interesse tem um organismo estrangeiro, cuja função é garantir projetos que gerem capital, numa instituição pública de ensino?

Ganha um doce quem responder que o bancão norte-americano negociou “cláusula secreta” que põe fim à democracia na escola.

Dentre os projetos tramados na surdina entre Banco Mundial e governo do estado estaria o veto às candidaturas de espectro ideológico diferente do status quo, o que, em tese, eliminaria o processo democrático tal qual conhecemos hoje nas escolas porque representariam “perigo” ao capital empregado pela instituição financeira.

A nova investida do Banco Mundial nas terras das araucárias resgata o antigo projeto comandado pela ex-secretária da Educação, Alcione Saliba, no governo Jaime Lerner. É bom frisar que, naquela feita, a mercantilização da educação fora derrotada por todos nós paranaenses.

No Paraná dos anos 90, tempos de ofensiva neoliberal, tentou-se eliminar o professor como servidor público e estabelecer empresa privada para contratar os mestres; os funcionários das escolas também seriam terceirizados; e seria extinta a função pedagógica do diretor, que seria treinado para gerir a escola como se fosse um empreendimento privado.

Veja a notícia no site da SEED:

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Entretanto, o golpe na eleição de diretor de escola desagrada os mais diversos setores da educação e da política estadual. Só não contraria mesmo os cibercomissionados e os subordinados, incluindo-se aqui os deputados da base governista.

O governo Richa, para atender os ditames do Banco Mundial, precia instituir a ditadura nas escolas mantendo o “verniz” democrático das eleições diretas. É preciso mergulhar na História para compreender o presente e antever o futuro.

O governo tucano impõe no novo projeto da eleição, que vai à análise da submissa Assembleia Legislativa, o inciso IV do artigo 7º, que condiciona a aceitação de candidatos à apresentação de “proposta de plano de ação compatível com o Projeto Político Pedagógico do respectivo estabelecimento de ensino e com as políticas educacionais da Secretaria da Educação”. Ou seja, se pensar diferente, está fora.

Além disso, depois de eleito, uma advertência bastaria para destituir o diretor do cargo, sem nenhum direito de defesa.

O deputado federal João Arruda (PMDB-PR) é um dos que manifestou sua indignação contra o golpe: “Da forma como está, fica clara a intenção de permitir apenas que aliados do Palácio Iguaçu sejam eleitos”, disse o parlamentar, sem, no entanto, abordar a ingerência do Banco Mundial.

Na próxima segunda-feira, dia 14, às 17h, a Assembleia Legislativa realizará uma audiência pública convocada pela Comissão de Educação para discutir a matéria. Participarão do debate representes da APP-Sindicato, da Secretaria de Estado da Educação (SEED) e da Associação Paranaense de Administradores Escolares (Apad), bem como os deputados estaduais.

Serviço: Audiência Pública sobre a Eleição de Diretores de Escola na Rede Estadual de Ensino
Data: 14 de setembro às 17h
Local: Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná

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