Deputado do DEM dá ultimato a Richa: “Xô com os impostos abusivos”

Publicado em 18 setembro, 2015
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Que imposto, que nada; deputado Plauto Miró, fiel escudeiro de Richa na Assembleia, se rebelou esta semana porque descobriu que o governador já trabalha para fazer seu chefe de gabinete, Deonilson Roldo, próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE); último a saber da articulação, parlamentar do DEM, que acredita ter preferência na fila, subiu na tribuna quarta-feira para sapecar o secretário da Fazenda e o aumento de impostos; nesta sexta, o 1º secretário distribuiu artigo fuzilando o “pacote de maldades 3; abaixo, leia na íntegra.
Que imposto, que nada; deputado Plauto Miró, fiel escudeiro de Richa na Assembleia, se rebelou esta semana porque descobriu que o governador já trabalha para fazer seu chefe de gabinete, Deonilson Roldo, próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE); último a saber da articulação, parlamentar do DEM, que acredita ter preferência na fila, subiu na tribuna quarta-feira para sapecar o secretário da Fazenda e o aumento de impostos; nesta sexta, o 1º secretário distribuiu artigo fuzilando o “pacote de maldades 3″; abaixo, leia na íntegra.

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Plauto Miró Guimarães Filho (DEM), continua cerrando fileira com a oposição contra o “pacote de maldades 3” do governador Beto Richa (PSDB).

Nos próximos dias, os parlamentares serão colocados novamente dentro de um camburão para votar mais aumentos de impostos e projetos que atacam a democracia e o conceito de escola pública, por exemplo.

Plauto sublevou-se porque, segundo ele, a sociedade não aguenta mais estes aumentos [de impostos] propostos pelos governos federal e estadual. Especificamente, ele ergueu a voz na Assembleia contra as maldades de Richa (clique aqui).

Ao bradar contra os aumentos dos impostos, Plauto Miró também se levanta contra uma rasteira que estaria sendo urdida nos corredores do Palácio Iguaçu. De acordo com uma fonte na Assembleia, o chefe de gabinete do governador, Deonilson Roldo, articula para ser o próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O parlamentar acredita que a vez na fila é dele, por isso a revolta “contra os impostos”.

O deputado do DEM não aborda essas questões de bastidores, mas, convenhamos, para quem votou cegamente todos os pacotes de maldades anteriores, sem nenhum remorso e não disse um “a” em solidariedade aos professores massacrados no Centro Cívico, Plauto ficou muito “valente” de uma hora para outra. Não é verdade?

A seguir, leia a íntegra do artigo “Chega de impostos abusivos!” do deputado Plauto Miró Guimarães:

Chega de impostos abusivos!

Plauto Miró Guimarães*

Estou deputado na Assembleia do Paraná há sete mandatos. Sempre recebendo a confiança dos paranaenses, especialmente de Ponta Grossa e dos Campos Gerais.

Nunca mudei de região e me mantenho firme aos meus princípios e ideais.

Já fui eleito para ser situação e oposição. Busco a todo o tempo entender o recado dos eleitores e me esforço para cumprir a missão que tenho recebido. Jamais mudei de partido ou de lado porque acredito porque sei quem represento.

Justamente por isso consegui, até com certa facilidade, exercitar o diálogo constante. Na oposição ou na situação jamais fui radical. Tenho a obrigação de votar com minha consciência, dentro daquilo que considero certo e verdadeiro.

Tem sido assim ao longo dos anos.

Agora vivemos uma crise sem proporções. Crise de responsabilidade do governo federal, que gasta mais do que recebe. Que armou um estado inchado, pesado e ineficiente que está perdido em relação à gestão do país e não mais responde aos anseios da sociedade.

Quando a crise bateu em nossas portas fizeram de conta que não era conosco. Foi um tal de declarar que era uma “marolinha”. Tiveram até a pachorra, e os jornais registraram, de dar cátedra a governantes de outros países que diziam que o Brasil era maior que a própria crise. Porém, eles fizeram a lição de casa, cortaram na carne e saíram da turbulência, encorpados e mais fortes do que entraram. Já por aqui, a pequena onda era só uma blague ou um blefe. Nada fizeram e a marola virou tsunami.

A crise então se apresentou forte, afetando ricos e pobres, de todas as regiões do Brasil.

Diante do caos, os governos estaduais precisaram fazer reformas tributárias, e aqui falo especificamente do Paraná. Paguei o preço e votei a favor das medidas de austeridade, diante da necessidade de evitar que acontecesse aqui o que os gaúchos, por exemplo, estão passando. Sabia que, se naquele instante, o governo não agisse, o Estado corria sérios riscos de quebrar.

Depois de aprovados os aumentos de impostos, senti conforto ao saber que o governo havia ajustado o caixa, projetando um bom superávit para 2016, com expectativa de novos investimentos.

Agora fomos todos nós surpreendidos com uma nova mensagem, o PL 662/15, proposta pelo secretário Estadual da Fazenda, aumentando novamente os impostos.

Eu havia alertado o governo do Estado de que a sociedade não aguenta mais estes aumentos. Mesmo assim a medida veio ao parlamento. Então ergui minha voz.

Era a força da experiência me dando respaldo para agir. Tanto que em seguida, as mais representativas entidades do Paraná, entre elas a OAB, a FIEP, FAEP, Ocepar, passando por tantos representantes do empresariado, dos setores produtivos, de empregados e trabalhadores, me entregaram um documento dizendo o mesmo: chega de tantos impostos. Xô CPMF!

Todos pagam impostos neste país independentemente da condição social. Uma das maiores cargas tributárias do mundo, sem a devolução ideal em serviços públicos. Ninguém aguenta mais pagar tantos tributos nos âmbitos federal, estadual e municipal!

Chegamos a um ponto em que não se trata de ser situação ou oposição. A hora exige seriedade e respeito. Não é momento de aumentar mais impostos, sem a contrapartida do Estado de ao menos cortar despesas, um bom começo é reduzir ministérios.

Sei que alguns ainda consagram a máxima do dividir para governar. Para mim o momento exige união para sobreviver.

É preciso respeitar o antagonismo, abandonar velhas práticas, readquirir a confiança da população para seguir em frente.

Quem não entender isto vai ficar para trás.

Portanto, já disse uma vez e repito agora: xô, CPMF! Xô com os impostos abusivos.

Quem gera a riqueza deste País é a sua população.

*Plauto Miró Guimarães Filho é 1º secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual pelo Democratas (DEM).

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