Coluna do Requião Filho: O cheque em branco e a tentativa do pacotaço 3

Publicado em 17 setembro, 2015
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Em sua coluna desta quinta-feira, o deputado estadual Requião Filho (PMDB) fala sobre mais uma tentativa do governador Beto Richa (PSDB) de engordar o caixa do governo às custas do sacrifício dos paranaenses. Mas esse novo “pacotaço” tinha medidas tão ruins que causou revolta até na base aliada na Assembleia Legislativa, e algumas das medidas previstas já foram descartadas. Leia, ouça, comente e compartilhe. 

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Requião Filho*

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Este deve ser o lema do governo estadual quando o assunto é gestão pública. Sim, só pode ser! Critica o governo federal pela criação de novos impostos, diz que o certo seria cortar gastos, mas não faz diferente aqui no Paraná.

Beto Richa morde e assopra. Envia e retira um pacote de “maldades” com itens desconexos e outras providências. Queria ele colocar o bode na sala mais uma vez! Não fosse a pressão dos deputados, tais medidas acertariam em cheio o bolso dos paranaenses e, nas entrelinhas do projeto, autorizaria a venda de ações da Copel e da Sanepar, pelo executivo, sem qualquer chance de intervenção parlamentar.

Rápido como um raio, o Projeto de Lei 662/2015, vulgo “Pacotaço Parte 3”, chegou e já teve a maior parte de seu conteúdo retirado. A começar pelo item que previa a criação de uma nova régua financeira para a cobrança do imposto sobre heranças e pensões. A ideia era boa, mas a estratégia e as intenções piores possíveis!

A progressão do  Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) que poderia parecer uma justiça fiscal, beneficiando quem tem menos condições e cobrando dos mais abastados, era uma armadilha, mais uma tentativa desmedida de aumentar a arrecadação para cobrir o rombo nas contas. E nas propagandas, lá vai ele novamente repetir aos desinformados: “o Paraná que segue em frente”, quando na verdade é “o Paraná que segue atolado com dívidas e em escândalos de corrupção”.

Não se engane! O Governo está correndo atrás de medidas desesperadas para fazer caixa, dando a entender que o rombo no Estado é ainda maior do que se imagina. Para querer escancarar a porteira para o Executivo fazer o que bem entender com as empresas públicas, notem que isto, aos poucos, esvaziaria todo o patrimônio estatal e deixaria o Paraná à míngua.

O buraco é mais embaixo, meus amigos! Para quê dar um cheque em branco a quem já mostrou que não sabe administrar? O Paraná não é bobo!

*Requião Filho é advogado, deputado estadual pelo PMDB, vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, especialista em políticas públicas.

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