“Dilma ‘namora’ Cunha. Falta pouco para o casamento”, diz deputado do PMDB

temer_cunha_dilmaA presidenta Dilma Rousseff (PT) começou esta semana um “namoro” com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pode terminar em “casamento” em breve. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (11) ao Blog do Esmael pelo deputado federal João Arruda (PMDB-PR).

“Quando um não quer dois não brigam”, diz o adágio popular, logo, o entendimento interessa a ambos na atual conjuntura que ameaça varrer a todos.

O objetivo do novo “casal” Cunha-Dilma seria isolar Michel Temer, que teria sido mordido pela “mosca azul”. O vice-presidente da República, nos bastidores, conspira pelo impeachment em aliança com a diminuta oposição liderada pelo PSDB.

Para a abertura de um processo de impeachment contra Dilma são necessários 342 votos. A Câmara possui 513 deputados. Porém, em virtude deste “namoro” presidencial, a possibilidade de prosperar o impedimento da petista é zero, haja vista a quantidade de voto que possui Temer no legislativo: também é zero.

Pela Constituição Federal, a instalação do processo de impeachment é atribuição do presidente da Câmara, ou seja, de Cunha. A tarefa de cassar ou não o presidente da República é do Senado.

No Planalto, corre uma antiga piada em que o vice-presidente é comparado ao papa Pio XII. Segundo reza a lenda, após a Segunda Guerra Mundial, o religioso quis sentar-se à mesa de partilha da Europa juntamente com os vitoriosos da refrega belicosa. Stálin, líder da União Soviética, então perguntou: “afinal, quantas divisões têm o santíssimo padre”. Ele não tinha nenhuma e à Igreja Católica restou apenas o Vaticano.

Michel Temer vinha surfando politicamente no desentendimento entre a presidenta da República e o presidente da Câmara. Ele explorou bem as contradições entre os dois, até que ambos reatassem o namoro que ainda não é público.

Entretanto, continua valendo aquela máxima publicada na manhã desta sexta-feira (11) aqui no Blog do Esmael: “É mais fácil sair o impeachment de Richa que o de Dilma“. Quem viver, verá.

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